Home
Saúde


Bem Estar | Mente e estômago
Tuesday, 15 October 2019 00:00


Existe um ditado muito conhecido que fala “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”. Quero fazer uma brincadeira e usando esta ideia direi outro ditado: “Diz-me como te sentes, que te direi como anda tua digestão.” É do conhecimento da Medicina e totalmente aceito neste meio pelos especialistas de várias áreas que existe uma conexão direta entre o cérebro e o sistema digestório; e mais: que as emoções podem determinar, entre outras coisas, se seu intestino é preguiçoso ou acelerado, dependendo do seu humor e estresse, e que o movimento inverso, alterações no trato digestório determinará, de alguma forma, a emoção da pessoa, ou seja, “Diz-me como está tua digestão e teus intestinos e eu te direi como tu te sentes.”

A relação entre emoções e funções corporais tem sido percebida há um bom tempo desde a antiguidade e pesquisadores da Medicina têm prestado mais atenção às atividades viscerais (dos órgãos) que acompanham os estados afetivos. Na Medicina grega antiga, por exemplo, as funções psíquicas eram geralmente atribuídas às da região do tórax e do abdômen. Aristóteles fez observações significativas no coração e, por um processo razoável de pensamento, passou a considerar esse órgão como a principal sede da atividade psíquica. Por essas influências tão antigas até hoje usamos expressões como emoções viscerais, assuntos do coração, coração duro e entranhas de misericórdia.

Hoje em dia existe uma gama de expressões que ligam o sistema gastrointestinal às emoções, tais como: não consigo engolir esse fato; isso me embrulha o estômago; isso não me desce; aquela garota é apetitosa; o sabor da emoção; engolir sapos; fiquei com água na boca; entre outas. Há ainda fenômenos digestórios que acompanham as diferentes emoções ou afetos que são denominados como somatização. Por exemplo, as tendências retentivas se manifestariam pela constipação, o vômito poderia ser expressão de alguma “coisa simbólica” que está no estômago, insuportável, os sintomas sendo a expressão de um conteúdo psíquico na linguagem do corpo.

Podemos dizer que o equilíbrio entre cabeça e barriga é grande e com muita ação. Qualquer interferência mental pode causar cólica, diarreia, gastrite, úlcera e até doenças mais sérias, como a síndrome do intestino irritável. Fato interessante é que a origem embriológica do cérebro é o intestino; portanto, esta comunicação é tão íntima que se fala hoje em cérebro intestinal. Um exemplo disso é que quase toda a serotonina (hormônio do bem-estar e que tem influência em depressões) produzida pelo corpo vem do intestino, e não do cérebro. Também é no intestino que são produzidas 80% das defesas orgânicas, além de uma grande quantidade de hormônio do crescimento (conhecido como GH).

Outro exemplo e usando um pouco de Biologia para explicar: o hipotálamo (uma região do cérebro onde se encontram numerosos centros do sistema nervoso simpático e parassimpático que regulam sono, apetite, temperatura corporal etc.) capta as emoções e as transfere para trato digestório pelo nervo vago e pelo sistema nervoso entérico. No estômago, o nervo vago controla a liberação do suco gástrico, então, quando ocorre um problema emocional, essa liberação de suco gástrico é alterada. Nos intestinos, o nervo vago atua sobre os movimentos peristálticos (movimento dos intestinos), e se ficamos estressados, por exemplo, esses movimentos ficam alterados ou para mais acelerados causando diarreias ou mais preguiçoso causando constipação intestinal. Ou seja, um problema emocional pode virar uma dor de barriga, ou um problema digestório pode virar uma depressão.

Podemos também, de uma forma bem simples, entender um pouco o que se passa com uma pessoa fazendo uma leitura da sua condição digestiva. Pelo vômito, o indivíduo busca se desfazer de algo nocivo para o organismo. Esta nocividade pode ser física, mas também ligada a fantasmas conscientes ou inconscientes. Assim, muitas vezes o engolir pode contrariar um desejo profundo do indivíduo. Em relação ao aparelho digestório inferior, há a constipação que acompanha diferentes doenças orgânicas do trato digestório, gerando uma fragilidade do estado geral do paciente, dores de cabeça e angústias; ela é um dos sintomas somáticos da depressão e da ansiedade patológica, ligada à fixação a um estado afetivo em que a solução dos problemas passa pela retenção (estágio anal), em que a pessoa que passa por uma situação de conflito é levada a “não mudar nada” e manter aquilo que já adquiriu. São pacientes que geralmente apresentam uma grande resistência, desejam de forma inconsciente manter “congelada” uma situação.

Percebe-se também que as diarreias funcionais são desencadeadas pela angústia aguda, na maioria das vezes em crianças, e nas situações em que a pessoa se sente submetida a uma grande exigência. É como se as diarreias fossem uma forma de exprimir tendências a cometer falhas e às vezes de repará-las. Quando temos medo, não sobra tempo para análise das impressões, e assim a expelimos sem serem digeridas, daí a diarreia ser um sintoma ligado à problemática do medo e gerar expressões como “estar se borrando de medo”.

Com base na percepção de que a região gastrointestinal é sensível às nossas emoções, pessoas com problemas nessa região podem e devem utilizar-se das diversas formas terapia, um acompanhamento multidisciplinar para reduzir o estresse ou lidar com a ansiedade ou depressão, além da prática de meditação e yoga, com exercícios de respiração e alongamento corporal. Essas práticas costumam trazer bons e rápidos resultados nos sentimentos que lhe incomodam em sua vida diária, melhorando os sintomas referentes ao problema gastrointestinal e sua vida emocional.



Dr. Wesley Bandeira
Fundador e criador da terapia CTERT
Core Transformation Emotional Relieve Therapy
Terapeuta na Art Of Healing Atlanta-Clinic

Last Updated on Tuesday, 15 October 2019 13:36
 
Saúde e Bem Estar | Como lidar com a ansiedade da volta às aulas?
Monday, 16 September 2019 00:00


Retornar à rotina depois das férias escolares para as crianças e os adolescentes é complicado até para os pais. É comum que as crianças comecem a demonstrar um comportamento de ansiedade semanas antes do início das aulas, o que pode causar estresse a elas próprias e à família.

Acontece que a criança passará o ano todo convivendo com outras pessoas que não conhecem até então, e ela precisa “sentir” a presença dos adultos (pais, avós, tios, responsáveis) na sua vida escolar, o que faz muita diferença inclusive em seu rendimento. Vamos discutir como lidar com essa ansiedade?

Muitas vezes a criança está curiosa para conhecer os novos amigos e professores, ou rever os amiguinhos antigos, e pronta para a nova etapa de aprendizagem. Mas se seu filho mudar de escola, a ansiedade poderá aumentar. Claro que a expectativa sempre é uma forma de aprendizado de como lidar com um novo mundo. Mas nem sempre as crianças conseguem lidar com as emoções do momento. A ideia de que terá que se adaptar com uma nova turma ou com uma nova escola nem sempre é uma tarefa fácil para as elas.

Os pais e responsáveis precisam, impreterivelmente, observar bem de perto todas as reações, emoções e opiniões dos pequenos, e também dos maiores, em relação ao assunto


ALGUMAS DICAS QUE PODEM AJUDAR NOS MOMENTOS QUE ANTECEDEM À VOLTA AS AULAS

1. Crianças necessitam de organização. Oriente e supervisione o uso da agenda escolar para anotar o que necessita ser feito. Você pode criar e ensinar uma estratégia de utilizar checklist para seu filho aprender a gerenciar o tempo.

2. Faça um cartaz no quarto do seu filho com horários e materiais necessários a ser utilizados na semana de retorno às aulas. Assim, ele criará um hábito de conferir o que é necessário para o dia a dia.

3. É fundamental que você leve seu filho na hora da compra dos materiais escolares, assim ele poderá escolher e experimentar os modelos, demonstrando suas preferências. Mas lembre-se que você é responsável por todos os gastos; observe o seu lado financeiro para não se estressar.

4. Sem dúvida, uma organização da rotina escolar da criança vai depender muito mais da organização familiar do que do próprio estudante. Disciplina de horário para dormir e acordar habitua o organismo, facilitando as atividades diárias que dependem, em grande parte, da criança estar disposta.

5. Toda criança necessita ter rotina de dormir, acordar, horário para fazer as tarefas, brincar etc. Isso traz uma tranquilidade para que ela tenha em sua memória uma rotina saudável, preparando a sua própria mente a se adaptar e se equilibrar.

6. Participe com seus filhos em todo o processo. Compre os materiais escolares e os uniformes, veja as disciplinas e os horários, e faça com que as crianças participem desses momentos para se acostumarem com o início do ano letivo.

7. Para diminuir a ansiedade, principalmente ser for a primeira vez em uma nova instituição escolar, leve seu filho para conhecer o local e explique o motivo dele estar indo e o que vai fazer. Faça isso antes o início das aulas, pois ajudará a diminuir o impacto no primeiro dia.

8. Dialogue com seu filho todos os dias, principalmente no primeiro: perguntar como foi, sobre os amiguinhos, o que mais marcou o seu dia, sobre as aprendizagens... É bom sempre ter um diálogo aberto sem julgar.

9. Sempre preste atenção na linguagem corporal da criança, se ela está depressiva, tristonha, sem vontade de comer etc. Dialogue com ela, não ignore se ela está querendo se isolar. Muitas vezes pode ocorrer um bullying na escola e ela não falar. Os pais são os responsáveis em reconhecer como seu filho está reagindo. Se isto estiver acontecendo, é importante marcar um horário com o diretor e conversar sobre esse assunto abertamente.

10. Marque um encontro com um amiguinho da escola, para que a criança comece a interagir. Convide o amigo para estudar em casa, por exemplo. Assim, seu filho se sente valorizado e seguro com o crescimento de sua vida social. Isto faz parte da identidade da criança.



“Esteja presente, de corpo e alma, nesse período tão importante na vida do desenvolvimento de uma criança! Não hesite em pedir ajuda se seu filho continuar ansioso, mais que o normal.”


Se você, ou alguém que você conhecê apresenta sinais de depressão, ansiedade, ou pensamentos de suicídio, busque ajuda profissional. Setembro é o mês mundial de combate ao suicídio. Todos unidos a favor da valorização da vida, conscientização e ações



Dr. Wesley Bandeira
Fundador e criador da terapia CTERT
Core Transformation Emotional Relieve Therapy
Terapeuta na Art Of Healing Atlanta-Clinic

Last Updated on Monday, 16 September 2019 18:38
 
Saúde e Bem Estar | Como conviver com alguém que tentou suicídio
Wednesday, 14 August 2019 00:00


Se alguém de sua família ou um amigo bem próximo a você tentou cometer suicídio recentemente, é natural que você se sinta perdido, assustado e preocupado. Por não saber o que fazer ou dizer, primeiro se tenta negar a situação ou minimizá-la defendendo a ideia que “não foi de verdade, se fosse teria se matado mesmo”, ou falando “ele só queria chamar a atenção”. Infelizmente, essas posturas ou falas denunciam o total despreparo que sofremos a respeito do assunto, o qual se mostra cada dia mais frequente.

Colocar a vida de volta nos trilhos, tanto para a pessoa que tentou o suicídio como para aqueles que estão muito próximos, como família e amigos, não é fácil. Leva-se tempo para que todos se recuperem física e emocionalmente do trauma. É natural se ter muitos sentimentos confusos, pensamentos circulares e preocupações. E todos, inclusive o suicida, não sabem exatamente o que estão sentindo e não entendem exatamente o que aconteceu.


O FATO É QUE NÃO ENTENDEMOS O SUICÍDIO


Não entendemos que o suicídio leva a um resultado trágico, que foi ou é resultado de uma resignação diária e sistemática, que levou o indivíduo a não acreditar em qualquer possibilidade de mudança de rumo, da história de sua vida, acreditando ele que “foi, é e será sempre assim”. Por isso, o comportamento de negação ou a diminuição do que foi o ato por parte de quem está ao redor será sempre uma forma de demonstrar que o indivíduo que se suicidou tinha razão. Ninguém o entende.

Não entendemos que os suicidas, não querem, na maioria das vezes, se matar, mas querem matar a dor que estão sentindo por muito tempo. Por esta razão, qualquer comportamento que desvalorize os seus sentimentos só reforça a dor e o fato de que ninguém os entendem.

Não entendemos que o suicida, antes de tudo, é um imitador. Ele tentou primeiro imitar os outro tentando mostrar que estava bem, tentando evitar a dor. Depois passa a imitar os suicidas, em seus comportamentos e pensamentos. Sendo assim, qualquer comportamento baseado em um padrão não surtirá efeito algum na vida de quem luta contra a própria vida.

Não entendemos que mais do que negação da vida ou afirmação da morte, como falam os que querem “filosofar” sobre o suicídio, faz com que o suicida seja alguém que acha que já perdeu tudo. Não é uma questão filosófica ou teórica, é um fato. Ele sente que perdeu tudo. Nada nele ou dele vai poder ajudá-lo. Por esta razão, tentar mostrar que ele tem coisas boas dentro dele não surtirá muito efeito.


O QUE FAZER ENTÃO?


É necessário, primeiramente, conversar com a pessoa e ensiná-la a desconfiar do destino. Não estamos presos em uma história na qual não se pode fazer nada. Estimule-a a acreditar na vida e no que a vida oferece, ainda que esta seja cheia de altos e baixos, ainda que não se possa dizer como será o amanhã, porque o amanhã pode trazer qualquer coisa, inclusive soluções e respostas que não chegaram até hoje.

Vamos então a prática!


BUSQUE E OFEREÇA SUPORTE ADEQUADO IMEDIATO!


Se alguém acabou de tentar o suicídio, é imprescindível consultar um médico ou profissional de saúde mental o mais rápido possível, mesmo que a tentativa não tenha parecido fatal. Leve a um hospital ou clínica para garantir que a sua saúde física e mental estejam bem. Nunca concorde em deixar a pessoa que tentou o suicídio sem esse tipo de assistência profissional.

Sabemos que ir a um hospital pode ser uma experiência assustadora, tanto para a pessoa que tentou o suicídio como para os familiares. A espera, o corre-corre dos profissionais de saúde e a aparente falta de controle sobre a situação podem parecer inquietantes, mas é no hospital que os profissionais procurarão qualquer lesão física, fazendo exames laboratoriais. Depois que os problemas encontrados forem tratados, será providenciado que um profissional de saúde mental converse sobre o que estava acontecendo antes da tentativa. E usando as informações dessa conversa, o profissional o ajudará a fazer planos para os próximos dias e também falar sobre o que pode ser útil nas próximas semanas.


CONFIDENCIALIDADE


Lembre-se que é um momento muito difícil para todos, principalmente para aquele que tentou o suicídio. Portanto, mesmo sendo da família ou alguém muito próximo, não tire fotos da pessoa, não compartilhe em redes sociais. Esta é uma exposição que até pode fazer com que a pessoa ganhe alguns seguidores, mas com certeza trará grandes prejuízos para aquele que está tentando sobreviver a uma tentativa de suicídio. Se quiser pedir ajuda, faça-o pessoalmente. Num momento inicial, procure envolver o menor número de pessoas possíveis.


OS PRIMEIROS DIAS


Após uma tentativa de suicídio os primeiros dias são críticos para todos e aparecem questões como:

- E agora?

- Como posso ter certeza de que não vai acontecer de novo?

- Como posso estar seguro?


Não há respostas claras e/ou objetivas para essas perguntas, mas há coisas que podem ser feitas:


  • Deixe que outras pessoas, inclusive os profissionais, ajudem quando for possível;
  • Não deixe a pessoa que tentou suicídio sozinha. Considere pedir a alguém de confiança para ficar com ela até que as coisas se acalmem;
  • Siga o conselho dos médicos e aplique qualquer medicamento que tenha sido prescrito;
  • Tente estabelecer uma rotina para o sono, as refeições e os exercícios;
  • Mantenha consultas com conselheiros, terapeutas e médicos;
  • Remova as coisas e em torno da casa com as quais o suicida poderia se machucar;
  • Evite completamente o uso de álcool e drogas;
  • Cerque-se de pessoas nas quais o suicida confie, que o ouvirão sem julgamento e com quem ele gosta de estar;
  • Procure ajuda espiritual, se a pessoa que tentou o suicídio tem algum tipo de crença.

O QUE NÃO FAZER


  • Entrar em pânico: “Isso não pode estar acontecendo! Eu não sei o que fazer!”
  • Xingar: “Você é um verdadeiro psicopata.”
  • Criticar: “Isso foi uma coisa tão estúpida para fazer.”
  • Sermões: “Você sabe que não deveria ter feito isso; você deveria ter pedido ajuda.”
  • Ignorar: “Se eu apenas fingir que isso não aconteceu, vai sumir.”
  • Abandonar a pessoa: “Eu não posso aceitar isso, vou embora.”
  • Punir a pessoa: “Eu não vou falar com você até que você se endireite.”
  • Drama: “Esta é a pior coisa que você poderia ter feito!”
  • Simplificar demais: “Você só precisa de um remédio e vai se sentir bem novamente.”
  • Ficar com raiva: “Não acredito que você tenha tentado isso!”
  • Fazer a pessoa se sentir culpada: “Como você acha que isso me faz sentir?”
  • Não se sentir culpado: “Se eu tivesse ficado mais perto...”

O APOIO NA PRÁTICA


Esteja disponível e deixe a pessoa saber que você vai ouvir. É muito importante criar um “espaço seguro” para a pessoa falar. Isso ajuda a construir ou restabelecer a confiança entre você e a pessoa com a qual você está preocupado.

Não é bom tocar no assunto do suicídio o tempo todo, mas esteja disposto a ouvir caso a pessoa queira falar sobre. Caso ele queira discutir a tentativa o tempo inteiro, seja paciente e deixe-o falar por quanto tempo quiser. Trata-se de um modo natural de processar o ocorrido. Tente entender os sentimentos e a perspectiva da pessoa antes de explorar as soluções junto a ela.

Lembre-se: é certo que, se você não é um suicida, você nunca irá entender o que se passa na cabeça de uma pessoa antes de uma tentativa de suicídio. Mas se você se importa com seu familiar ou amigo, e sabe o que tem ocorrido na vida dele, é possível se esforçar para compreender a dor dele. Na maioria das vezes, ouvir é mais importante que dizer a coisa certa. E necessário remover os possíveis meios de suicídio, incluindo drogas e álcool, para manter a pessoa segura.

Apoie a pessoa na exploração e desenvolvimento de planos e soluções realistas para lidar com sua dor emocional. Para não reconhecer o suicídio como solução, ela precisará ver mudanças reais em sua vida. Geralmente é um caso de dar pequenos passos no começo, pois as dificuldades da pessoa não foram criadas da noite para o dia.

Ajudar com as pequenas tarefas pode fazer uma diferença enorme. Nunca pense que algo é pequeno demais. Fique atento quando ela precisar de ajuda, por exemplo: seu amigo ou familiar pode comentar que não saiu da cama o dia inteiro e está evitando telefonemas. É um sinal de que ele está se afastando dos outros. Essa pode ser a hora de chamar alguém que possa ajudar.

É importante que o suicida assuma a maior responsabilidade possível por seu próprio bem-estar, de ver do que ele é capaz de fazer. Isso pode ser difícil para você considerar, pois você pode não se sentir capaz de confiar no seu ente querido naquele momento.

Conte com a ajuda de outras pessoas e se certifique de que você receba familiares e amigos para ajudá-lo a apoiar a pessoa. Lembre-se de que você não precisa fazer o papel de conselheiro, psiquiatra ou médico. Incentive a pessoa que tentou o suicídio a utilizar os suportes profissionais disponíveis para ele.

Considere ajudar a pessoa a escrever um plano de segurança que detalha os passos que aqueles que estão ao seu redor precisam tomar para se manterem seguros caso o indivíduo se sinta tentado a cometer outro suicídio. Ter um plano concreto em prática pode ajudar todos a se sentirem mais preparados e assim controlar a possibilidade de futuros pensamentos suicidas da pessoa.

Nunca aceite guardar segredo sobre a possibilidade de outra tentativa de suicídio. Pessoas próximas e importantes devem saber, não só do ocorrido, como também da possibilidade de acontecer novamente, para que também possam ajudar.

Ofereça um pouco de esperança sobre o futuro. Faça com que a pessoa pense e fale sobre a esperança e pergunte sobre como ela o tem influenciado ultimamente. A intenção é ajudar sempre!



Dr. Wesley Bandeira
Fundador e criador da terapia CTERT
Core Transformation Emotional Relieve Therapy
Terapeuta na Art Of Healing Atlanta-Clinic

Last Updated on Wednesday, 14 August 2019 19:18
 
Saúde | ANSIEDADE
Wednesday, 12 June 2019 00:00


Falar sobre ansiedade parece uma tarefa fácil, já que pode é uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa e a qualquer momento, mesmo porque muitas vezes é vista como uma emoção normal e até saudável. No entanto, quando uma pessoa sente níveis desproporcionais de ansiedade frequentemente, esse estado emocional pode se tornar um distúrbio médico e ser considerado uma das mais complexas doenças da atualidade.


VAMOS COMEÇAR DO PRINCÍPIO


Vamos pensar nos homens das cavernas. Imaginemos a condição em que eles viviam, a aproximação dos predadores e dos perigos que corriam ao simplesmente saírem da área onde se sentiam protegidos. Só esse fato desencadearia alarmes no corpo todo, tornando-os atentos ao que deveriam fazer imediatamente. Esses alarmes que poderiam ser a diferença entre continuarem vivos ou morrerem, se mostravam perceptíveis na forma em que podiam ser percebidos tais como um batimento cardíaco elevado, sudorese, aumento da sensibilidade ao ambiente, aumentando consideravelmente a capacidade de percepção e avaliação da situação.

Todo perigo causa, no ser humano, uma descarga de adrenalina, um hormônio que alerta o cérebro, desencadeado este, por sua vez, essas reações “ansiosas” em um processo chamado de “luta ou fuga”. Isso prepara a pessoa para um confronto físico ou para fugir de quaisquer ameaças em potencial.

Atualmente não vivemos as mesmas condições que os homens primitivos viveram, mas nos encontramos também nessa situação de “fuga ou luta”, causada não por feras gigantescas de pele, músculos e ossos, mas por outros tipos de “feras”, estas que muitas vezes se mostram tão grandes ou maiores como: trabalho, dinheiro, vida familiar, saúde, casamento, vida sexual, vida religiosa, doenças e outras questões cruciais que exigem a atenção de uma pessoa, que sem necessariamente correr o risco de morte imediata, também exige a reação de “lutar ou fugir”.

O sentimento ansioso diante de um evento importante da vida ou durante uma situação difícil em que não se sabe o que fazer, é um eco natural da reação original de “luta ou fuga”. Por várias razões que não serão discutidas agora, a pessoa pode sentir que essas lutas contra inimigos não físicos podem ser essenciais para a sobrevivência.

É bastante comum, e considerada normal, uma forma de ansiedade a curto prazo que desaparece após uma situação estressante ou traumática como um exame, um pós-acidente ou depois da perda de um parente ou amigo. Quando um indivíduo enfrenta situações prejudiciais ou preocupantes, os sentimentos de ansiedade não são apenas normais, mas também necessários para a sobrevivência. Porém há pessoas em que a ansiedade aparece sem motivo aparente e/ou, mesmo tendo uma causa, ela persiste por um tempo maior que o necessário para processar a situação, trazendo consequências desagradáveis e às vezes incapacitantes, tanto para a pessoa como para a família a longo prazo, afetando seriamente a vida cotidiana de todos.

Ao contrário de muitos outros problemas de saúde, não há uma causa única para a ansiedade. Ela é complexa, única para cada pessoa e, na maioria das vezes, imperceptível para os outros. Os distúrbios de ansiedade podem alterar a forma como uma pessoa processa suas emoções e como se comporta, causando até sintomas físicos. A ansiedade é também causadora de muitos outros sintomas como doenças mentais, levando pessoas que têm, por exemplo, nervosismo, medo, apreensão e preocupação excessivas confundirem esses distúrbios com simples sintoma emocional, e se tratam como se assim fosse.

Doenças relacionadas à ansiedade estão em ascensão. Todos os dias consultórios médicos, clínicas de terapias alternativas e até mesmo igrejas, ficam lotados de pessoas de todas as idades, crenças, etnias e orientações sexuais, que relatam ter algum tipo de sintoma ou problema que eles chamam de ansiedade.


MAS AFINAL, O QUE É ANSIEDADE?


Segundo a definição médica americana, a ansiedade é “uma emoção caracterizada por sentimentos de tensão, pensamentos preocupantes e mudanças físicas, como aumento da pressão arterial”. Sabendo disto e entendendo que a ansiedade pode causar sofrimento, ela nem sempre é uma condição médica, mas sempre vai requerer ajuda para uma abordagem adequada.

Há, portanto, que se estar atento ao fato que existe uma diferença importante entre os sentimentos normais de ansiedade e um transtorno de ansiedade, que muitas vezes requer atenção médica, psicológica ou psiquiátrica, para ajudar a pessoa a reconhecer e identificar as diferenças e discutir possíveis tratamentos.

De forma clara e sucinta seguem alguns “tipos de ansiedade”. Caso você se identifique com algum deles, é importante que procure ajuda:


• Transtorno de ansiedade generalizada: é um distúrbio crônico (demorado) que envolve ansiedade excessiva e duradoura e preocupações com eventos, objetos e situações da vida, não específicos as vezes sem importância alguma. Neste quadro, há uma grande manifestação de sintomas físicos que na maioria das vezes não se justificam.
• Transtorno do pânico: ataques breves ou repentinos de intenso terror e apreensão com sensação de morte iminente. Geralmente são rápidos mais em casos graves podem durar horas.
• Fobias: este é um medo irracional e ilógico juntamente com a necessidade de evitar um determinado objeto, ser ou situação. Mesmo que a pessoa saiba que o medo não se justifica ela não consegue vencê-lo.
• Mutismo seletivo: esta é uma forma de ansiedade muito comum em crianças. No entanto adultos também sofrem e experimentam, ficando incapazes de falar certos contextos ou em determinados lugares.
• Transtorno de ansiedade social: é um medo do julgamento negativo dos outros em situações sociais ou de constrangimento público.


Em relação ao tratamento, quero deixar bem claro que é necessário procurar ajuda competente. É maravilhoso ter amigos, que podem ajudar muito em uma abordagem sobre ansiedade, mas sempre assistido por profissionais competentes que podem orientar, dar dicas, ensinar e ajudar você a vencer os limites impostos pela ansiedade. Como orientação profissional, digo que procure primeiro ajuda e não medicamentos. Busque alguns recursos alternativos, vitaminas e suplementos alimentares. E se nada disto fizer realmente diferença, aí assim é hora de tomar alguma medicação.


AINDA COMO RECURSOS SUGIRO ALGUMAS DICAS:


Gerenciamento de estresse - Tente ter mais controle sobre as coisas relativas ao futuro. Se organize. Compile listas para tornar tarefas assustadoras mais fáceis e, sempre que possível, tire uma folga para relaxar.
Aprenda técnicas de relaxamento - Atividades simples podem ajudar a aliviar os sinais mentais e físicos da ansiedade.
Substitua pensamentos negativos por positivos - Faça uma lista dos pensamentos negativos que podem estar circulando como resultado da ansiedade e anote outra lista ao lado, contendo pensamentos positivos e críveis para substituí-los.
Rede de suporte - Converse com pessoas conhecidas que dão apoio, como um membro da família ou um amigo.
Pratique exercício - A atividade física pode melhorar a autoestima e liberar substâncias químicas no cérebro que desencadeiam sentimentos positivos.


Para terminar este artigo, aqui vai uma sugestão pessoal: tenha um estilo de vida ativo, uma dieta equilibrada e ame sempre. Esteja perto de pessoas que te amam. Evite pessoas que considera como toxicas para você. Tente colocar diante de seus olhos coisas bonitas. Passeie, veja belas paisagens. E sempre que puder e mesmo quando não puder, também sorria.



Dr. Wesley Bandeira
Fundador e criador da terapia CTERT
Core Transformation Emotional Relieve Therapy
Terapeuta na Art Of Healing Atlanta-Clinic

Last Updated on Wednesday, 12 June 2019 15:03
 
Saúde | Francine Choren: Conheça a brasileira especialista em fertilidade
Thursday, 16 May 2019 00:00


Neste mês das mães, convidamos a brasileira, natural de Belo Horizonte, Francine Choren, que é acupunturista e especialista em fertilidade na clínica Art of Healing em Atlanta, para falar sobre o seu trabalho. Francine tem bacharelado em Science and Human Physiology pela University of Oregon e mestrados em Science in Acupuncture e Traditional Oriental Medicine (MSAOM) pela Pacific College of Oriental Medicine campus in Chicago, Illinois. É também licenciada em Acupunture and herbalism L.AcI e Specialty courses on fertility, women’s health.

Acupunturista há 5 anos, Francine se especializou em saúde da mulher e fertilidade. A acupuntura entrou em sua vida durante a adolescência. Foi nesse período que ela descobriu a paixão de seu pai pela medicina chinesa. Francine pode presenciar seu pai usando a acupuntura, como um último recurso, para deixar de fumar. Isso teve um grande impacto tanto na vida dele quanto na da brasileira, pois foi a partir dessa experiencia que ele se tornou acupunturista e anos depois ela também.

Francine cresceu vendo o resultado da medicina chinesa nos pacientes de seu pai, além na dele. Os pacientes, felizes com o resultado, sempre fizeram questão de agradecê-lo, até mesmo quando caminhava pelas ruas. Ela via que esse procedimento curava, mas não entedia como funcionava. Quando Francine tinha cólica menstrual e o seu pai fazia acupuntura usando pontos nos pés ou pernas, não fazia sentido para ela, mais a cólica passava. Com o tempo, a dores sumiram, sem a necessidade de tomar remédio algum. Foi assim que Francine se interessou pela medicina chinesa, mas ainda com muita dificuldade em entender o sentido real de tudo aquilo, devido à mentalidade ocidental.

Quando a brasileira fez seu bacharelado aqui nos Estados Unidos em Fisiologia Humana, ela pensava que seguiria a medicina ocidental e focaria em ginecologia. No entanto, quanto mais ela estudava, menos interesse tinha no estilo invasivo e cheio de remédios para se tratar o paciente.

Foi no último ano do bacharelado em que Francine decidiu fazer um curso de pesquisa dentro da medicina alternativa. Esse curso a fez entender a ciência e a fisiologia dentro da medicina chinesa, e assim seguiu os passos do pai. Foram mais quatro anos de estudos e especialização. Trabalhou em clínicas e hospitais em Chicago antes de se mudar para Atlanta.

Na clínica Art of Healing, Francine tem pacientes com dores de coluna, de cabeça, com ansiedade, insônia, entre outros casos. Mas sua especialidade é a saúde da mulher e também fertilidade. Ela ajuda as mulheres não somente a ficarem grávidas, mas também aquelas que sofrem com síndrome do ovário policístico, ciclo anovulatório, ciclo irregular, TPM, enxaquecas e menopausa. Tudo de forma natural, por meio da acupuntura e ervas chinesas. E claro, educando cada paciente sobre o seu próprio corpo.

Nos últimos anos, a médica tem focado cada vez mais na área de fertilidade, pois percebe muitas mulheres que tentam engravidar várias vezes e não conseguem. As pacientes falam de suas frustações a cada teste negativo, bem como tudo isso afeta o casal, desde o sexo programado e robotizado, até o sentido de culpa de cada um. Quando o casal procura informações ou ajuda dos amigos, acabam escutando conselhos como “Vocês só têm que relaxar”, fala que acaba não ajudando ninguém a relaxar, e faz com que muitas mulheres se sintam culpadas.

Mas apesar de existir uma cobrança muito maior na mulher do que no homem, os problemas com fertilidade atingem os dois igualmente. Por isso, é muito importante que os homens também façam avaliações para ver a quantidade e a mortalidade dos espermatozoides. Se a mulher tiver o ciclo menstrual regular, a recomendação é que o homem seja o primeiro a fazer os testes. Nas mulheres, os testes são muitos mais invasivos.

Receber um diagnóstico de infertilidade é frustrante para ambos no casal, especialmente quando não se sabe o motivo. Na maioria dos casos, é preciso um ano de tentativas para depois aceitar o resultado. Antes disso é considerado dificuldade, mas não é um problema. Em situações em que o diagnóstico é claro, as soluções, dentro da medicina convencional, envolvem muitos hormônios e/ou técnicas extremamente invasivas ao corpo.

A medicina chinesa oferece uma solução diferente para essas mulheres ou para o casal, sem efeitos colaterais, ajudando, inclusive, a diminuir o estresse do dia a dia. As pesquisas mostram que acupuntura facilita a transformação normal dos hormônios liberados pelo ovário, e pode também restaurar funções normais do sistema endócrino (sistema no cérebro responsável pela liberação de hormônios). Em casos em que o casal já decidiu usar in-vitro ou inseminação intrauterina (IIU), existem muitas pesquisas que mostram que o uso da acupuntura antes e depois desses procedimentos aumentam as chances de um resultado positivo.

Segundo Francine, um dos grandes problemas trabalhando com fertilidade é que existem muitos mitos e pouco conhecimento do próprio corpo. Muitas pessoas se autodiagnosticam pela internet ou tentam resolver problemas lendo a experiência de outras pessoas. Um exemplo disso é o mito do ciclo de 28 dias. É muito comum mulheres terem aprendido que o ciclo menstrual é de 28 dias e no meio desse ciclo (dia 14) ela ovula. Isso não é um dado exato. O ciclo menstrual normal varia de 21 a 35 dias, dependendo da mulher e por isso a ovulação de cada uma é diferente. É importante prestar atenção no seu próprio corpo e ver os sinais de ovulação, como o tipo de fluido cervical, temperatura basal e muitas vezes cólica unilateral, comuns na época fértil.

O seu corpo é único. A sua fisiologia não responde somente aos hormônios e remédios. O seu corpo responde também ao seu redor e suas emoções. Portanto, é bom lembrar que o seu relacionamento, o tipo de trabalho que faz, os horários em que dorme, a alimentação, são todos fatores que afetam a sua fisiologia. Assim, fazer mudanças no seu cotidiano muitas vezes são essenciais para criar atitudes duradouras.

O sucesso da medicina chinesa para continuar existindo e crescendo por mais de 2000 anos, está em poder ver em cada paciente como único e decidir no tratamento vendo o corpo como um todo. Por isso, mesmo quando a paciente quer engravidar, Francine pergunta sobre a sua alimentação, digestão, trabalho, exercício físico e estado emocional. Os pontos de acupuntura usados em cada pessoa não são tabelados de acordo com o diagnóstico. Poucos são protocolados e pré-decididos. Eles são selecionados depois de cada consulta com o paciente porque cada pessoa é diferente.

Para concluir, Francine diz “que entende que muitas pessoas têm receio em experimentar essa medicina. As vezes por não entender o seu funcionamento, assim como eu no início. Muitos têm medo de agulhas, usadas na acupuntura. Mas se lembrem que essa é uma medicina natural, e poder sentir o seu corpo funcionando como deveria sem ter que lidar com efeitos colaterais ou procedimentos invasivos é um investimento em você mesmo.



Da Redação
Francine trabalha na Art Of Healing Atlanta-Clinic
www.artofhealinginc.com
Phone: (404) 355-1662

Last Updated on Thursday, 16 May 2019 14:54
 
« StartPrev12NextEnd »

Page 1 of 2

Translate

Portuguese English Spanish