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360º


360º | Bolsonaro dispensa visto para turistas de quatro países
Thursday, 18 April 2019 00:00


Em visita oficial aos Estados Unidos no último mês de março, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro se encontrou com o presidente americano Donald Trump para a concretização de alguns acordos estratégicos. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi a medida assinada pelo líder brasileiro que dispensa o visto para turistas dos EUA, Austrália, Canadá e Japão que quiserem entrar no Brasil.

A medida assinada por Bolsonaro e que entrará em a partir de 17 de junho, dividiu opiniões, pois se trata de uma decisão unilateral, ou seja, apenas os turistas desses quatro países poderão entrar no Brasil sem visto e sem passar por toda a burocracia para solicitar um, mas os brasileiros que quiserem visitar qualquer uma dessas nações, continuarão tendo que ter o visto.

Apesar de não ser uma regra, sempre foi uma tradição do Itamaraty manter uma relação de reciprocidade com todos os países, isso significa dizer, que o Brasil não exigia visto de quem não exigisse dos brasileiros, como é o caso dos países que compõem a União Europeia.

O governo Bolsonaro acredita que ao liberar a exigência do visto para esses quatro países, fará o turismo crescer no Brasil, já que os habitantes dessas nações têm o hábito de viajar pelo mundo, e com menos burocracia, haverá mais chances deles quererem conhecer o nosso país. Outro motivo que pesou a favor da decisão, é que não há chances de ocorrer uma forte migração para terras brasileiras de qualquer um desses povos.

Por outro lado, professores e especialistas em Relações Internacionais discordam do acordo, pois, segundo eles, a decisão ataca a autoestima nacional e diminui o Brasil perante o mundo, demonstrando nenhuma altivez.

Outra questão levantada pelos que discordam do acordo, é que os brasileiros seguirão tendo que desembolsar uma boa quantia para tirar o visto, já americanos, canadenses, japoneses e australianos não pagarão nada, ou seja, o Brasil abriu mão também de arrecadar esse dinheiro.

Os que concordam com a medida de Bolsonaro, defendem que os turistas desses quatro países são reconhecidos por gastarem muito em viagens, e que no final das contas, o Brasil sairá ganhando.

Após Bolsonaro anunciar o fim do visto para EUA, Canadá, Austrália e Japão, o presidente Donald Trump declarou que pretende incluir o Brasil no programa Global Entry, facilitando assim a entrada dos chamados viajantes frequentes que entram na América. Nesse caso, esses turistas não teriam que passar pelas filas de imigração. Mas cabe ressaltar, que o visto continuaria sendo exigido para entrar em território americano. Além disso, o interessado teria que passar por uma entrevista, comprovar que não possui antecedentes criminais e pagar U$ 100 pela adesão que teria duração de quatro anos.

A Polícia Federal e a Receita do Brasil afirmaram ter restrições a essa adesão, pois caberia a elas, arcar com os custos estimados em R$ 500 mil para desenvolverem uma plataforma digital visando a troca de informações. Além disso, a PF acredita que não seria de bom tom para a sua imagem ter que deslocar homens para atuarem no programa Global Entry que acabaria beneficiando apenas 1,5 mil de brasileiro de alta renda.


Trump e Bolsonaro firmam acordos


Durante o encontro entre Bolsonaro e Trump, o presidente americano prometeu apoiar a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em troca desse apoio, o Brasil aceitou deixar de ter um tratamento especial e diferenciado na OMC (Organização Mundial do Comércio) que oferecia ao nosso país prazos maiores em acordos comerciais além de outros benefícios.

Outro acordo relevante feito entre os dois presidentes, foi a assinatura de um acordo de salvaguardas tecnológicas. O Brasil alugará a base de Alcântara, no Maranhão, para o lançamento de satélites, o que poderá gerar até U$ 10 bilhões ao ano para os cofres brasileiros.



Da Redação

Last Updated on Thursday, 18 April 2019 14:20
 
360º | Como anda a mudança climática do nosso planeta?
Wednesday, 13 March 2019 00:00


O clima da Terra mudou ao longo da história. Apenas nos últimos 650.000 anos houve sete ciclos de avanço e recuo glacial, e com o fim abrupto da última era glacial, há cerca de 7.000 anos, foi marcado o início da era climática moderna e da civilização humana.

Quando o assunto é clima, as pessoas podem ficar confusas achando que o aquecimento global significa que uma alta temperatura vai aquecer o mundo. Na verdade, esse mal-entendido é exatamente o motivo pelo qual os cientistas pararam de falar sobre o aquecimento global e começaram a se referir a “mudança climática”.

A mudança climática refere-se a uma alteração estatisticamente definida na média e/ou na variabilidade do sistema climático, incluindo a atmosfera, o ciclo da água, a superfície terrestre, o gelo e os componentes vivos da Terra. A maioria dessas mudanças climáticas é atribuída a variações muito pequenas na órbita da Terra que alteram a quantidade de energia solar que nosso planeta recebe. Os cientistas notaram que o mundo estava, em média, ficando mais quente, daí o nome de aquecimento global. Mas logo ficou claro que aquecer o mundo como um todo tinha muitas consequências diferentes. Os cientistas pensaram sobre o assunto e reconheceram o problema. Como todos os sistemas climáticos globais estão conectados, a adição de energia térmica faz com que o clima global mude como um todo.

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática diz que a evidência científica para o aquecimento do sistema climático é inequívoca. Noventa e sete por cento dos cientistas do clima concordam que as tendências de aquecimento do clima no século passado são muito provavelmente devido a atividades humanas, e a maioria das principais organizações científicas do mundo emitiu declarações públicas endossando essa posição.

A atual tendência de aquecimento é significativa, porque a maior parte é extremamente provável (maior que 95% de probabilidade) como resultado da atividade humana desde meados do século 20 e continua a uma taxa sem precedentes ao longo de décadas a milênios. Satélites em órbita da Terra e outros avanços tecnológicos permitiram aos cientistas ver o panorama geral, coletando tipos diferentes de informações sobre o nosso planeta e seu clima em escala global. Este conjunto de dados, coletados ao longo de muitos anos, revela os sinais de um clima em mudança. Estamos testemunhando os graves impactos da mudança climática em todo o mundo.

A natureza de retenção de calor do dióxido de carbono e outros gases foi demonstrada em meados do século XIX. Sua capacidade de afetar a transferência de energia infravermelha através da atmosfera é a base científica de muitos instrumentos usados pela NASA. Não há dúvida de que o aumento dos níveis de gases de efeito estufa deve fazer com que a Terra aqueça em resposta.

Os núcleos de gelo retirados da Groenlândia, da Antártida e das geleiras tropicais das montanhas mostram que o clima da Terra responde às mudanças nos níveis de gases do efeito estufa. Evidências antigas também podem ser encontradas em anéis de árvores, sedimentos oceânicos, recifes de corais e camadas de rochas sedimentares. Essa evidência antiga, ou paleoclimática, revela que o aquecimento atual está ocorrendo aproximadamente dez vezes mais rápido que a taxa média de aquecimento da recuperação da idade do gelo.

A evidência da mudança rápida do clima é convincente e pode ser vista com: aumento da temperatura global, aquecimento dos oceanos, encolhimento de lençóis de gelo, retração glacial, redução da enseada de neve, elevação do nível do mar, gelo do mar ártico em declínio, eventos extremos e acidificação do oceano.


Efeito dominó


O clima global é um sistema que inclui não só o seu clima local, mas também o de todos os lugares do mundo, oceanos, florestas, cidades e fazendas e agriculturas do mundo. É controlado pelo sistema conectado do sol, terra e oceanos, vento, chuva e neve, florestas, desertos. e savanas. E como todos os sistemas climáticos globais estão conectados, a adição de energia térmica faz com que o clima global como um todo mude. O calor é energia e quando você adiciona energia a qualquer sistema, ocorrem mudanças.

Uma atmosfera mais quente derrete as geleiras e os depósitos de neve nas montanhas, a calota de gelo polar e o grande escudo de gelo que se projeta da Antártica, resultando no aumento do nível do mar. A água aquece mais rapidamente que o gelo. Quando o oceano aquece, mais água evapora em nuvens. Onde tempestades como furacões e tufões estão se formando, o resultado é mais tempestades que consomem muita energia. O congelamento profundo que atingiu grande parte dos Estados Unidos e do Canadá no final de janeiro de 2019 foi atribuído a um vórtice polar.

Alguns cientistas atmosféricos acreditam que o rápido aquecimento do Ártico afetou tanto o vórtice polar estratosférico quanto a corrente de jato (ou vórtice polar troposférico), grandes determinantes do nosso clima e condições climáticas, como o congelamento das Cataratas do Niágara.

Os padrões climáticos estão sendo afetados em todo o mundo. Enquanto a América pode estar passando por temperaturas congelantes, a Austrália está sofrendo com ondas de calor bizarras e escaldantes. O aquecimento global está tendo um efeito dominó em nosso sistema climático e os dominós estão caindo mais e mais rápido.


A solução para as mudanças climáticas é uma tarefa coletiva


A mudança climática é a questão definidora do nosso tempo e agora é o momento decisivo para fazer algo a respeito. Ainda há tempo para enfrentar essa alteração, mas isso exigirá um esforço sem precedentes de todos os setores da sociedade. Os impactos da mudança climática estão sendo sentidos em todos os lugares e estão tendo consequências muito reais na vida das pessoas. As alterações climáticas estão a perturbar as economias nacionais, custando-nos caro hoje e ainda mais amanhã. Mas há um crescente reconhecimento de que soluções acessíveis e escaláveis estão disponíveis agora, o que nos permitirá saltar para economias mais limpas e mais resilientes.

O “Acordo de Paris”, adotado em 2015, foi um passo essencial para enfrentar as mudanças climáticas do planeta. Ele tem o objetivo central de manter a elevação da temperatura média global neste século bem abaixo de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e o mais próximo possível de 1,5 graus Celsius. Esse acordo marcou um ponto de viragem histórico. Líderes mundiais de todo o mundo conquistaram um novo acordo universal sob a égide da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Em dezembro passado, na Conferência sobre Mudança Climática da ONU, COP24, que ocorreu na Polônia, os governos concordaram com as diretrizes de implementação do Acordo de Paris, liberando todo o seu potencial. Em novembro de 2018, 184 estados e a União Europeia aderiram ao Acordo, que entrou em vigor com velocidade recorde.

Para impulsionar a ambição e acelerar as ações para implementar o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sediará a Cúpula do Clima de 2019, em 23 de setembro, para enfrentar o desafio climático. A Cúpula mostrará um salto na ambição política nacional coletiva e demonstrará movimentos maciços na economia real em apoio à agenda. Juntos, esses desenvolvimentos irão enviar fortes sinais políticos e de mercado e injetar impulso na “corrida para o topo” entre países, empresas, cidades e sociedade civil que é necessário para alcançar os objetivos do Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.



Da redação

Last Updated on Wednesday, 13 March 2019 18:23
 
360º | SóTocaTop: Luan Santana e Fernanda Souza comandam novo programa
Monday, 16 July 2018 00:00

Fernanda Souza e Luan Santana estão empolgados com a parceria e acreditram no sucesso do programa. Foto: Tomás Arthuzzi / Globo.


Uma tarde musical em que os artistas mais ouvidos na semana poderão apresentar seus sucessos. Assim será o ‘SóTocaTop’, novo programa que estreiou no canal internacional da Globo em 14 de julho, nas Américas; no dia 21, na Europa e África; e no dia 22, no Japão e Austrália. Sob o comando de Luan Santana e Fernanda Souza e com direção artística de Raoni Carneiro, a atração apresentará rankings semanais dedicados exclusivamente aos sucessos atuais da música nacional, que contemplará o que é mais ouvido nas rádios e também na internet.

A cada semana, artistas de diferentes gêneros e estilos passarão pelo palco, que abrirá também espaço para novidades e lançamentos de quem está despontando no cenário musical. “O palco do ‘SóTocaTop’ será um reflexo do que as pessoas consomem musicalmente nas ruas, com possibilidades infinitas de ritmos, estilos e gêneros. Os Top 10, por exemplo, serão formados com o que o público mais ouve. Será uma grande festa musical. A energia do programa terá a cara do Brasil, com sua diversidade de sons e ritmos, e com tantos artistas talentosos no nosso palco”, explica Raoni Carneiro.

Luan Santana está animado com o novo desafio. Para ele, o ‘SóTocaTop’ vai lhe proporcionar uma grande troca de experiências. “Aprendi que apresentar é muito mais do que ter carisma. É preciso estudar muito e conhecer aquilo sobre o que se está falando. E o programa vai me possibilitar uma importante troca com tantos artistas e seus diferentes gêneros musicais. Acho que o programa vai ter a cara do Brasil, com toda a sua democracia musical e a nossa mistura de ritmos, que fazem um bem enorme para a nossa cultura”, afirma ele. Sobre apresentar ao lado de Fernanda Souza, Luan é categórico: “Vamos nos divertir muito!”.

Fernanda Souza concorda com o parceiro de palco e diz que a ótima sintonia que os dois têm refletirá na atração. “Dividir a apresentação com o Luan vai ser incrível. Nós dois somos bem-humorados, gostamos muito de nos divertir. Vamos falar de música e trabalhar com alegria e descontração. O público vai ganhar um super programa, com inúmeros artistas e estilos musicais, e também com dois apresentadores extremamente empenhados em mostrar o melhor de todos esses gêneros, trazendo bom humor, descontração e sendo felizes. Porque eu acredito que quando a gente está feliz no palco, o público também fica feliz”, diz Fernanda Souza.

Esta temporada do ‘SóTocaTop’ tem direção artística de Raoni Carneiro e apresentação de Luan Santana e Fernanda Souza.



Por Central Globo de Comunicação - NY

Last Updated on Monday, 16 July 2018 14:59
 


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