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Reflexão


Reflexão | COMO LIDAR E CONTROLAR A RAIVA
Wednesday, 13 November 2019 00:00


Com o espírito do Thanksgiving em mente, gostaria de compartilhar esta reflexão sobre como lidar com o sentimento de raiva. Nesta época, nos reunimos com amigos próximos e familiares para darmos graças por todas as bênçãos recebidas durante o ano. Não seria ótimo se finalizássemos o ano em harmonia e sem discussões desnecessárias? Quantas vezes perdemos nosso autocontrole e acabamos envergonhados com a nossa própria reação? As vezes acabamos agindo irracionalmente e machucamos outras pessoas e a nós mesmos com as nossas palavras.

O maior problema é quando a raiva começa a ficar rotineira na nossa vida e acabamos nos tornando vítimas de nossas reações desagradáveis, tornando- -nos impotentes frente aos sentimentos incontroláveis e sendo dominados com o empoderamento do nosso ego, culpando e arruinando os sentimentos dos outros.

Mas controlar a própria raiva nem sempre é uma tarefa fácil. Esse tipo de sentimento acaba, muitas vezes, destruindo amizades, casamentos, famílias, e até nos faz perder os melhores momentos da vida, e destrói nossa capacidade de ter uma vida com harmonia paz. A raiva é estressante, afasta as pessoas e cria uma sensação constante de ter sido injustiçado.

A raiva deveria ser vista como uma emoção neutra, podendo ter “benefícios”, por exemplo: quando nos sentimos injustiçados, a reação agressiva é “normal”. No entanto, faço a mim mesmo uma pergunta quando, por exemplo, escuto um copo quebrar em casa, ficando injuriado: “Será que esta raiva que estou sentindo neste caso é saudável ou é prejudicial?” Sobre esta questão, vamos refletir sobre alguns pontos.


A RAIVA DOS OUTROS


Se você está constantemente com raiva de seus funcionários e patrões, com o motorista a sua frente, com o seu filho quando você está assistindo seu filme e ele o interrompe etc., tudo isto significa que você precisa ampliar suas perspectiva e compreender o porquê você está tendo esse sentimento prejudicial. A autoanálise de que o mundo não gira ao seu redor (o chamado egocentrismo) é um bom começo. Não significa que é um sinal de ser injustiçado, mas devemos ver sob o olhar do outro também, para compreender o ocorrido.


A RAIVA “SAUDÁVEL”


A raiva “saudável” é direcionada para uma injustiça ou um problema sistemático, e nunca deve ser descontada nas pessoas. Isso não quer dizer que pessoas específicas não nos causem raiva, mas geralmente isso acontece pela falta de comunicação, ou porque elas tiveram um dia ruim. Isso não é necessariamente uma desculpa para pessoa, mas contextualiza o ocorrido e é base para o perdão. Raiva “saudável” não tem como alvo pessoas e nem busca vingança, mas foca nas causas dos problemas em curso.


A RAIVA DEVE SER TEMPORÁRIA


A raiva como estado emocional permanente é algo crônico. Problemas e emoções vêm e vão, como ondas, e não podemos evitar isso. Sempre que nos sentimos irritados, nossa primeira reação deve ser a famosa “contagem até 30”, deixando a emoção negativa de lado por um momento e fazer um exame interno razoável da causa de sua raiva. Se ela for muito grande, saia do local que você está, e fique ausente fisicamente. Vá para um lugar onde você possa passar um tempo sozinho. A raiva pode exigir uma resposta, ou podemos concluir que é algo injustificado e precisamos deixá-la ir embora. A raiva é saudável quando nos faz reexaminar crenças e problemas.


OFEREÇA UMA SOLUÇÃO POSITIVSA QUANDO ESTIVER COM RAIVA


Uma solução sobre a raiva “saudável” é buscar resolver por meio de uma mudança positiva. Se estou com raiva de mim mesmo, isso é motivação para realizar algumas mudanças no estilo de vida, seja em mim mesmo ou no meu ambiente. Se estou injuriado com uma injustiça, a raiva pode ser a motivação para ter coragem, falar e propor uma solução. A emoção da raiva nunca é um fim em si mesmo; ela nos motiva a tornar o mundo um lugar melhor.


SABER SE COMUNICAR PARA CONTROLAR A RAIVA


A melhor maneira para se controlar um episódio de raiva é saber comunicar com sinceridade o que nos desagrada, dialogar e buscar soluções de maneira mais racional. Algumas etapas podem ser seguidas para uma boa comunicação, para que se controle a raiva.

• Diga o que sente e não sobre a ação ou as palavras do outro - Fale: “Meu sentimento é excluído quando você não faz planos comigo” ao invés de dizer “Eu me sinto injuriado e com raiva quando você sai sozinha com seus amigos”.

• Interpretar os problemas de modo racional - Evite expressões como “sempre”, “nunca”, “todo mundo”… que dão aspecto de ataque, mas amenize as palavras, por exemplo, substituir o “Você está sempre com eles” por “Você tem dedicado vários dias a estar com eles”.

• Demonstrar o desejo - Aqui é o momento de mostrar o que realmente gostaríamos, por exemplo: “Gostaria que você continuasse fazendo planos com seus colegas, mas que não deixasse de separar um tempo para dedicar a nós dois”.

• Ter empatia com outros - Tentar entender o motivo de o outro agir de uma forma específica nos ajuda a não sentir as ações ou as palavras dele como uma ofensa, o que permite resolver a situação de uma maneira mais eficaz, exemplo: “Entendo que você goste de passar um tempo junto com os seus colegas de vez em quando”.

• Buscar soluções - Aqui está o desafio mais importante: não só mostrar como se sente, mas também o que se quer alcançar: “Poderíamos encontrar algum tempo e espaço para continuar fazendo atividades juntos”.

Espero que este texto tenha lhe ajudado a identificar e reconhecer os momentos em que o sentimento não saudável de raiva aparecer. E não tenha medo ou receio de buscar ajuda profissional se os seus sentimentos de raiva estão prejudicando você e aqueles que você ama.



Por John Kunihiro
Founder of Art Of Healing, Inc
Senior Director of Marketing
www.artofhealinginc.com

Last Updated on Wednesday, 13 November 2019 21:47
 
Reflexão | Mindfulness: o poder da mente para mudar a sua vida
Wednesday, 14 August 2019 00:00


Por que cada um tem um modo diferente de viver a vida? Tem algum segredo que alguns descobriram a maneira inteligente de viver com vida plena? Deixe-me contar uma história:

Numa floresta existiam vários animais diferentes e foi convocada uma reunião entre eles para ver quem seria o próximo chefe da floresta. O Rei Leão falou: “Eu sou o mais poderoso, porque defendo vocês, e sou o mais forte de todos.”. O macaco disse: “Na realidade, vocês dependem de mim, porque sempre estou na arvore; se tiver incêndio, eu posso avisar vocês e salvar os animais da floresta.” O terceiro candidato era o sapo: “Eu sim posso dizer que sou o mais eficiente, estou aqui embaixo, sempre comendo os insetos para vocês não ficarem infestados nesta floresta.”

A água, que não era candidata, falou: “Na realidade, parece que não tenho valor algum, porque fico parada o dia todo, mas às vezes eu caiu do céu, às vezes fico fluindo nos rios ou nos mares. Na realidade estou dentro de vocês e todos dependem de mim para sobreviver. Se eu não existisse, não haveria floresta, vocês não existiriam, a terra seria vazia. Sou apenas água com várias formas de ser. Às vezes agitada, outras vezes parada, mas continuo sendo água. Vocês, na realidade, são indivíduos diferentes uns dos outros, que dependem da simbiose para viver. Ninguém é mais importante do que outro, cada um tem funções e modos diferentes, estilos de pensar e viver.”

Podemos estar em vários lugares na vida, em situações tumultuosas ou calmas, mas somos a mesma substância do nosso ser. Neste mundo atual, levamos uma vida agitada, cheia de compromissos. Quando o ritmo se torna mais intenso, começam a aparecer doenças e estresses. Isto comprova que é necessário aprendermos a relaxar a mente e desacelerar. Neste sentido, a minha primeira dica é: não se permita chegar ao ponto de você começa a perder o sentido de viver. Não deixe para amanhã os seus planos de melhorar a vida, comece a se cuidar hoje mesmo e crie uma mentalidade de saber encarar os desafios da vida com leveza.


DICAS DE MINDFULNESS E EVITAR O ESTRESSE


Ha várias maneiras de relaxar, algumas a mente e outras para o corpo. Entretanto, como estão interligados, o foco deve ser em métodos que atuam promovendo o bem-estar sistêmico, que irá revigorar e renovar suas energias de modo pleno. Desta forma, seguem 10 dicas para você utilizar na sua vida, métodos simples e fáceis de serem colocados em prática e que vão lhe ajudar a encontrar o equilíbrio e maior fluidez.


1. Gratidão - Agradecer a tudo, em qualquer situação, estar com coração de gratidão. Seu coração ficará repleto de regozijo.

2. Aceitar - Capacidade de aceitar as coisas como são. Isto é uma arte de sermos nós mesmos, e não querermos ser aquilo que nós gostaríamos de ser.

3. Viver a vida - O momento é agora! Planejar a vida de um modo dinâmico para algo melhor. Planejar uma viagem, caminhar em um bosque com uma pessoa que goste.

4. Conexão - Com família e amigos, passar tempo e se interligar com pessoas que ama.


5. Compaixão - Ter compaixão e ser generoso com as pessoas e animais. Compreender que há muito sofrimento neste mundo e tentar ajudar as pessoas, fazer a diferença. Uma dica: adote um animal, cuide bem e você terá uma recompensa chamado amor incondicional.

6. Exercícios – Ser saudável comprovadamente traz benefícios para todos os setores de nossa. Existem diversos tipos de atividades que podem ser praticadas. Pode ser na sua casa, em academias ou na rua. Pode ser de curta, média ou longa duração, dependendo do seu tempo disponível. Encontre a opção que mais lhe agrade e melhor se encaixe à sua rotina. Exercitar o corpo é uma ótima maneira de relaxar a mente, liberar o estresse e promover sua saúde em todos os sentidos.

7. Ser feliz – Cultive o bom humor, a vida é bem melhor quando conseguimos ser felizes. Mesmo em momentos de estresses, ver a vida de modo positivo e soltar uma bela gargalhada quando sentir vontade. Permita-se ser divertido! É terapêutico e nos deixa bem internamente.


8. Respirar – É essencial quando estamos superativos. Lembre-se sempre de respirar profundamente, pois isto trará muita clareza na sua mente. A forma como respiramos tem grande influência sobre como nos sentimos, pois sem a oxigenação necessária, o cérebro não consegue trabalhar com toda a sua potência. Para relaxar, controle a sua respiração durante cinco minutos, segurando o ar por cerca de cinco segundos, e depois libere-o vagarosamente. Se você está muito ansioso, conte até dez, faça contagem regressiva, e repita o procedimento até ficar calmo.

9. Meditação - Num ambiente tranquilo, coloque uma música suave e deixa sua mente fluir. Não se preocupe se você está ainda pensando em algo; depois de três minutos, você começará a aliviar as suas preocupações e suas tensões serão aliviadas. A meditação é um dos exercícios mentais mais indicados para relaxar mentes inquietas. Para começar, pode ser interessante buscar áudios de meditação guiada, como um app chamado Insight Timer. O Art of Healing no Sandy Springs oferece esse serviço gratuitamente. Pela meditação é possível aprender a viver o momento presente e eliminar as “pré-ocupações” da mente.

10. Ser equilibrado - Para viver com equilíbrio, procure se alimentar de forma saudável e durma bem. Antes de dormir, desligue todos os aparelhos eletrônicos uma hora antes de começar a dormir; isto dará tempo para o seu cérebro descansar em vez de estimular.


Jesus falou: “Quem beber desta água, terá sede outra vez; aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der, tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna.”>


Espero que tenha gostado das dicas e que elas lhe ajudem a levar a vida de forma mais equilibrada e feliz. Cuide-se! Você é coisa mais importante, mais que qualquer coisa. Somente você pode valorizar quem é!



Por John Kunihiro
Founder of Art Of Healing, Inc
Senior Director of Marketing
www.artofhealinginc.com

Last Updated on Wednesday, 14 August 2019 20:09
 
Reflexão | Dizer “NÃO” cria a sua própria identidade - Como perder o medo de expressar a palavra NÃO?
Thursday, 18 July 2019 00:00


Na vida sempre buscamos uma aprovação e evitamos a reprovação. Sobre isso refleti nas palavras SIM e NÃO. As pessoas têm medo de ser rejeitadas e sentirem-se negadas se falarem NÃO para a pessoa que foi pedido.


POR QUE TEMOS TANTA DIFICULDADE DE DIZER NÃO?


Provavelmente você sempre foi aceito por causa das suas respostas positivas, mesmo sendo afetando a sua integridade e os seus compromissos, e sacrificando o seu ser somente para agradar o próximo. Por isso, uma das dificuldades é o medo de ser criticado e não ser aceito.

Muitas vezes também deixamos de falar NÃO porque temos uma bagagem de frustrações passadas, e tentamos vencê-las sempre dizendo sim para os pedidos. Muitas vezes temos dificuldades de dizer NÃO porque temos dificuldades de lidar com os negativismos dos outros.

Há pessoas que interpretam o NÃO de modo tão negativo, que temos um sentimento de culpa de dizer para a pessoa o que realmente sentimos e não colocamos limitações na própria vida e tentamos agradar os demais, mesmo machucando a nós mesmos.


A VONTADE É GRITAR UM GRANDE NÃO, MAS ACABAMOS DIZENDO SIM... POR QUE BARRAMOS AS EMOÇÕES QUE REALMENTE QUEREMOS EXPRESSAR?


Desrespeitamos a nós mesmos, desvalorizamos as nossas necessidades. Isso é alarmante porque nos sentimos tão desabilitados de dizer um simples NÃO, e isso é uma das grandes razões que nos faz desmerecer o nosso próprio ser.

Às vezes tentamos inventar histórias e mentiras para evitar falar SIM. São as chamadas “mentiras brancas”, que tentam mostrar histórias desnecessárias e não verdadeiras para evitar o desejo de não expressar a verdade, porque temos medo das consequências e acabamos nos acostumando com essas situações, que podem piorar, em vez de sermos honestos conosco mesmos.


TER CORAGEM DE DIZER NÃO TEM RELAÇÃO COM ASSERTIVIDADE?


Vamos considerar que a assertividade é a capacidade de priorizar suas necessidades de forma sincera no momento adequado. É a forma como interagimos no mundo, para que cada um defenda o seu próprio lado, mas com respeito mútuo, o que permite a todos interagir com uma simbiose natural da vida.

Isso significa termos a habilidade de reconhecer quando alguém falar NÃO, para sermos capazes de ceder à necessidade do próximo, sem vermos o nosso lado egoísta, e compreender ambos os lados. Se não conseguirmos falar NÃO, o que prevalecerá poderá ser apenas a prioridade e necessidade pessoais, e assim acabamos humilhando o nosso próprio ser.

Dizer NÃO é um meio de estarmos prontos para criarmos o nosso próprio ser e limites de nós mesmos. Principalmente na formação da sua vida profissional sabermos colocar limites nas situações que nos acomodam, e dizer “basta!”. Trata-se de um reconhecimento que somos seres com limites e que ninguém devera tirar o nosso respeito. Devemos dar respeito para sermos respeitados.


EM QUAIS SITUAÇÕES DEVEMOS DIZER “NÃO” EM NOSSA PRÓPRIA FAMÍLIA?


É uma pergunta complicada, porque situações de família são delicadas. Mas a única maneira de recebermos e darmos respeitos é quando respeitamos a nós mesmos e paramos de ser aquele “super bacana”; é saber que temos nossas próprias vidas e saber ter limites em si mesmo.

Tenha a certeza que isso talvez traga um choque familiar. Mas, com o tempo, o respeito será muito maior, porque você mesmo respeitará os seus próprios merecimentos, no seu tempo e espaço.


ESTÁ NA HORA DE VOCÊ DIZER SIM PARA A SUA VIDA, AMAR A SI PRÓPRIO E APRENDER A DIZER NÃO COM RESPEITO


Devemos saber escolher e praticar conosco mesmo a dizer SIM para nossos desejos, e praticar o NÃO para o que não queremos em nossa vida, começar a falar “Eu não quero”, sem enrolação. Dar um basta em nosso próprio desrespeito e amarmos a nós mesmos.

Também devemos parar de justificar as nossas vontades aos outros, e não buscar desculpas para nós mesmos para expressar aquilo que queremos e termos coragem de falar o NÃO. Claro que há melhores maneiras em como falar NÃO, com respeito e carinho, mas devemos ser firmes em nossas convicções.

Estamos prontos para sermos firmes, com aceitação própria, respeitando os nossos limites e formando um novo eu com um NÃO, para aquilo que não queremos. Trata-se de uma liberdade do seu ser e assim viver uma vida plena.



Por John Kunihiro
Founder of Art Of Healing, Inc
Senior Director of Marketing
www.artofhealinginc.com

Last Updated on Thursday, 18 July 2019 19:24
 
Reflexão | Por que sofremos tanto?
Thursday, 16 May 2019 00:00


Outras pessoas vão mais além desta questão: “Por que Deus, sendo soberanamente justo e bom, permite que a sua criação sofra”? Na verdade, ninguém tem o destino do sofrimento, somos criados simples e ignorantes para que possamos evoluir através de nosso ego. As dificuldades são muitas vezes um reflexo da nossa conduta moral, do caráter e, sobretudo, de nossas ações. É a aplicação da lei de causa e efeito.

O ser humano tem sempre a necessidade de buscar algo, como forma de aliviar o sofrimento – paz, prosperidade, amor, bens materias – mas sempre se apresenta insatisfeito com o que tem e o que é. Hoje, a humanidade apresenta uma desnutrição de calor, de vivenciar e se relacionar com outros, desidratado do desconhecimento da razão de viver. O maior mal é aquele que criamos dentro nós mesmos, pelos nossos próprios vícios, aqueles que provêm de orgulho, egoísmo, ambição, de exageros nas suas expectativas.

O sofrimento é algo antigo, vem da nossa origem, em um passado muito distante. No início, quando a luta pela sobrevivência era a única preocupação humana, destacavam-se os padecimentos físicos e lutas pela sobrevivência. Na medida em que a mente foi se desenvolvendo, surgiram também as aflições do Ser, pautadas em suas vivências, problemas existenciais, angústias morais, frutos de suas próprias escolhas.

“Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive. Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.” (Ecl. 3:12-13). Sofremos muitas vezes porque resolvemos não sair das situações que nos fazem infelizes. A origem da nossa dor parte de duas fontes distintas: as que são geradas na vida presente e as que têm origem em vivências agarradas ao nosso passado. Então devemos interpretar o sofrimento como uma espécie de punição? Tenho uma história para lhe contar:

Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. Segundo o mestre, tudo o que está diante de nós nos traz uma chance de aprender ou ensinar. Neste momento, cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável.

“Veja este lugar”, comentou o discípulo. “O senhor tem razão: acabo de aprender que muita gente está no Paraíso, mas não se dá conta e continua a viver em condições miseráveis”.

“Eu disse aprender e ensinar”, retrucou o mestre. “Constatar o que acontece não basta, é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas”.

Bateram à porta e foram recebidos pelos moradores: um casal e três filhos, com as roupas rasgadas e sujas. “O senhor está no meio desta floresta e não há qualquer comércio nas redondezas”, disse o mestre para o pai de família. “Como sobrevivem aqui?”.

E o senhor, calmamente, respondeu: “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos; com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo”.

O mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao discípulo: “Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente, e jogue-a lá embaixo.

“Mas ela é a única forma de sustento daquela família!”, retrucou o discípulo.

O mestre permaneceu mudo. Sem ter outra alternativa, o rapaz fez o que lhe era pedido e a vaca morreu na queda”.

A cena ficou marcada na memória do discípulo. Depois de muitos anos, quando já era um empresário bem-sucedido, resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente. Qual foi sua surpresa ao ver o local transformado num belo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a família humilde tivera que vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.

“Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos?”, perguntou.

“Continuam donos do sítio”, foi a resposta.

Espantado, ele entrou correndo na casa e o senhor o reconheceu. Perguntou como estava o rapaz, mas o rapaz estava ansioso demais para saber como conseguira melhorar o sítio e ficar tão bem de vida.

“Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu”, disse o senhor. “Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. As plantas demoravam a crescer e comecei a cortar madeira para venda. Ao fazer isto, tive que replantar as árvores e necessitei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa de meus filhos e pensei que podia talvez cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou, eu já estava exportando legumes, algodão, ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui. Não sabia que a vaquinha era o que segurava à minha miséria”, contou

Apesar de bem-humorada, essa história nos ensina muitas lições. Todos nós precisamos descobrir qual é a vaquinha da nossa vida. Como devemos eliminar certas coisas que nos impedem para viver bem conosco mesmo e com os outros. Tenho uma palavra para lhe dar hoje: a felicidade depende completamente do que está incutido dentro de você, e não uma repercussão do que acontece ao seu redor ou situações a sua volta. Todos nós sofremos. Se você está vivo, vai experimentar sofrimento. Mas alguns entendem e descobrem que o segredo da felicidade vem por meio do sofrimento.

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.” (Mary Cholmondeley)

Para conhecer a causa do sofrimento, basta consultar a nossa própria consciência. Os nossos tormentos são reflexos de nossas decisões ou omissões, das atitudes egoístas, do orgulho e da vaidade que ainda domina nosso íntimo. As doenças físicas que sempre nos proporcionam momentos difíceis, são ocasionadas pelos excessos e a falta de cuidado para com a matéria. Ninguém mais é responsável por nossos dissabores, a não ser nós mesmos.

É verdade que ninguém em sã consciência busca o sofrimento. Não podemos escolher sofrer ou deixar de sofrer. Mas podemos escolher o que fazer com ele, sem medo de mudar ou de perder, aprendendo com ele, conscientes de que Deus, em sua infinita bondade, nos apresenta sempre oportunidades para escolhermos o novo, ampliando a possibilidade de crescermos e progredirmos.

Encare, portanto, o sofrimento como oportunidade de regeneração, de corrigir, educar, aperfeiçoar, exaltar, redimir e glorificar a alma humana. A chave para a felicidade está em nossas mãos. “Bem-aventurados os aflitos… porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus, 5:4,6 e 10). Como aliviar as dores do que não foi vivido? A resposta é simples: Se iludindo menos e vivendo mais!



Por John Kunihiro
Founder of Art Of Healing, Inc
Senior Director of Marketing
www.artofhealinginc.com

Last Updated on Thursday, 16 May 2019 17:29
 
Reflexão | Qual o significado da Páscoa em nossas vidas
Thursday, 18 April 2019 00:00


A palavra Páscoa provém do hebraico Pessach, que significa passagem. É uma festa judaica celebrada por uma semana, e que comemora a saída do povo judeu do Egito, quando deixou de ser um povo escravo para caminhar rumo à libertação. Esse período também era lembrado pelos gregos no Mediterrâneo, que festejavam a passagem do inverno para primavera, visto que a troca das estações climáticas era um meio de sobrevivência, de produção de alimentos, de colheita para alimentar o povo.

A Páscoa judaica é muito importante, pois é uma referência de um novo tempo para os cristãos. Jesus, o Filho de Deus, ao celebrar a última Páscoa com os seus discípulos, anunciava a sua morte e ressurreição. Ele foi crucificado e ressuscitou no 3º dia, e assim começou a celebração cristã a qual chamamos hoje de Semana Santa, iniciando no Domingo de Ramos.

A morte e ressurreição de Jesus Cristo, exatamente quando os judeus celebravam a Páscoa, nos trouxe uma nova libertação, uma nova esperança. A Páscoa não é somente a libertação dos judeus, mas também a liberação dos homens do pecado.

Com o seu sofrimento, morte e ressurreição, Jesus estabeleceu na Terra um Novo Reino: um Reino baseado no Amor. Em nossa vida diária, às vezes machucamos outros com atitudes e palavras. Mas por que não entendemos o verdadeiro significado da Páscoa, para não gerarmos feridas nos nossos semelhantes? Jesus já fez o sacrifício para que nós tenhamos uma vida com mais abundância e uma ligação direta com o Pai. Não há mais necessidade de sacrificarmos os outros ou nós mesmos. 

Ainda hoje somos escravos dos pecados, do ego, do poder, da ganância e do sofrimento.  Você sabe identificar o que falta para deixarmos o nosso velho homem interior e fazer ressuscitar nosso novo ser? Jesus foi um grande mestre que não enfatizou o bem material, não tinha posses, nem lugar para dormir e muito menos uma casa; mas ele tinha tudo, que era a glória de Deus.

Então, vamos aproveitar esta Páscoa para refletir sobre Jesus, aprender com Ele a humildade, o amor ao próximo, aprender a ter um coração de ajudar os outros, sermos bondosos com pessoas e animais carentes. Vamos experienciar que vale a pena ter uma passagem nesta vida com um sentido de vida.

Nesta Páscoa, vamos orar para que o Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos alivie o sofrimento de tantos irmãos, perseguidos por causa de Seu nome, assim como de todos os que sofrem com os conflitos e as violências que assolam a humanidade.

Restaure a sua fé! Deus fará um milagre na sua vida, transformando-a de modo que as pessoas que estão ao seu redor verão essa mudança, pois houve uma substituição da amargura pela compreensão, ódio pelo amor, impaciência pela espera sem rancor. 

Comece a fazer diferença na sua própria casa que é o Planeta Terra, sendo mais prudente com o meio-ambiente, reciclando as garrafas de água, utilizando os seus sacos de compras de papel ao invés do plástico etc. Ajude as pessoas próximas. Conecte-se com velhos amigos e familiares que há anos você não conversa. Conecte-se com Deus e esteja mais presente na vida de sua família, pois a vida passa rápido demais. 



Por John Kunihiro
Founder of Art Of Healing, Inc
Senior Director of Marketing
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Last Updated on Thursday, 18 April 2019 18:16
 
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