Home
Cultura


Cultura | História incendiada
Thursday, 13 September 2018 00:00


Um incêndio de proporções irreparáveis atingiu os três andares do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, no domingo dia 2 de setembro. O Museu foi criado por Dom João VI e completou 200 anos este ano. Seu acervo tinha cerca de 20 milhões de peças e uma importante parte da história do Brasil. O prédio histórico foi residência da família real portuguesa, onde nasceu D. Pedro II, e está vinculado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A mais antiga instituição histórica do país, especializada em história natural, o Museu Nacional do Rio era a maior museu deste tipo da América Latina, estando entre um dos cinco melhores museus de antropologia do mundo. Mantinha um perfil acadêmico e científico com pesquisas raras e uma diversificação em coleções de Geologia, Paleontologia, Botânica, Zoologia, Arqueologia, relíquias do Brasil Império como quadros, móveis, documentos e objetos, além de uma biblioteca com livros com obras raras. 

Quando a tragédia começou, o Museu já estava fechado para a visitação ao público. Testemunhas relataram que o incêndio começou no 1º andar e se alastrou rapidamente devido ao prédio ser antigo, possuir assoalho de madeira, muitos papéis, móveis antigos, cortinas e material combustível. O Ministério Público Federal instaurou inquérito para apurar as causas do incêndio.

Algumas peças do Museu Nacional estão sendo submetidas a análise de imagens por tomografia e usadas em impressão em 3D. As peças nunca poderão ser substituídas, mas a tecnologia avançada poderá ajudar a resgatar um pouco da história perdida.

Segundo especialistas, a destruição incalculável do acervo do Museu Nacional era uma tragédia anunciada que poderia ter sido evitada. A falta de apoio do Governo Federal com a manutenção e conservação do Museu se arrastava por um longo tempo, e os repasses de verbas da UFRJ se tornaram cada vez menores. Recentemente, a diretoria do Museu estava tentando parcerias com o BNDES e iniciativa privada para a restauração do palácio e para um sistema de prevenção de incêndio. Foram perdidos 200 anos de arte, história, ciência, pesquisa e conhecimento. O Brasil e a cultura brasileira estão de luto!


Principais atrações do acervo do Museu Nacional que se perderam no incêndio


Luzia – O fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, com 11.300 anos.

Dinossauros – O Museu Nacional possuía uma das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina, totalizando 56 mil exemplares entre fósseis de plantas e animais. A Sala dos Dinossauros era um dos grandes destaques da coleção de Paleontologia. O esqueleto Maxakalisaurus topai, foi o primeiro de um dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. 

Meteorito Bendegó – Encontrado na Bahia em 1794, com 5.260 quilos. É um dos único objetos que ficaram intactos ao incêndio.

Trono do Rei Daomé – Peça africana doada em 1811 pelos embaixadores do Rei Adandozan (1718-1818) ao Príncipe Regente D. João VI. 

Esquife de Sha Amun en su – cantora-sacerdotisa do templo de Amon, estrela da coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional. A esfinge lacrada foi um presente a Dom Pedro II durante sua 2ª visita à terra dos faraós. A coleção egípcia era composta por mais de 700 peças e considerada a maior da América Latina e mais antiga do continente.

Múmia Kherima – Kherima viveu no Antigo Egito há quase 2.000 anos. A múmia de origem nobre foi arrematada em um leilão pelo imperador Dom Pedro I, em 1827, e desde então era uma das peças mais importantes do Museu Nacional.

Gato egípcio mumificado – Gato mumificado que data do período romano, século I a.C.

Máscara indígena do povo Tikuna – A máscara fazia parte da exposição “Etnologia Indígena Brasileira.”

Exposição “Kumbukumbu – África memória e patrimônio” – Quase 200 objetos trazidos de diferentes partes do continente africano.

Canhão do Meio Dia – De 1858, usado por D. Pedro I e Theresa Christina Maria.

Sala do Trono – Ela foi construída para ser o “templo” do Imperador e se tornou um dois maiores símbolos do Segundo Reinado. Com pinturas do italiano Mario Bragaldi nas paredes e no teto, a decoração sugere a imagem de um templo grego sustentado por pinturas de ouro, imitando as colunas da Antiguidade. 

De cima para baixo, a primiera foto é de Luiza, o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil. Em seguida, o meteorito Bendegó, um dos "sobreviventes" ao incêndio. Por último, a belíssima Sala do Trono.



Por Marisa Andrade

Last Updated on Thursday, 13 September 2018 20:38
 
Cultura | Do Brasil para o mundo Filmes brasileiros são destaques em Atlanta
Thursday, 16 November 2017 00:00

A indústria cinematográfica de Hollywood não está sozinha no cenário de grandes produções. Apesar da atual crise política e recessão econômica, o Brasil comporta, atualmente, uma das cinematografias mais promissoras do mundo, com uma expansão de mercado de mais de 10%. Produções nacionais vêm batendo recordes de bilheteria e exibição: em 2016, 23 tiveram mais de cem mil espectadores, treze mais de quinhentos mil e sete venderam mais de um milhão de bilhetes, segundo relatório divulgado pela Ancine (Agencia Nacional do Cinema).

A presença audiovisual brasileira no exterior tem tido uma excelente receptividade. Hoje existem inúmeras coproduções internacionais, que o país passou a estimular com acordos bilaterais e linhas específicas do programa “Brasil de todas as telas”, da Ancine. Muitos produtores buscam também por conta própria, ancorados em fundos internacionais.

A Ancine apoia participações de obras brasileiras em todo o mundo com o Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais.


Third Annual Latin American Film Festival


Em Atlanta, todos os anos é realizado o Latin American Film Festival. Este ano, a Kennesaw State University, em colaboração com os consulados da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México e Peru, foi o anfitrião da terceira edição do evento.

Esse programa é projetado para destacar filmes inovadores da América Latina e para construir consciência na comunidade do campus da KSU e também na comunidade local de Atlanta. A arte desses filmes traz à luz tópicos sociais e culturais importantes que abrangem.

As exibições são free e abertas ao público. Neste ano cada exibição foi acompanhada por uma breve introdução do cônsul-geral do país de cada filme exibido. O Brasil participou do Festival no dia 9 de novembro com o filme de Walter Salles e Daniela Thomas intitulado “Linha de passe” (2008), produzido por Maurício Andrade Ramos, Walter Salles, Daniela Thomas e Rebecca Yeldham, com roteiro de George Moura, Daniela Thomas e Bráulio Mantovani. Teve duração de 108 minutos e, na noite da exibição, o filme foi introduzido pelo Cônsul-Geral do Brasil em Atlanta.

O filme “Linha de passe” ocorre em São Paulo e conta a história de quatro irmãos que tentam se reinventar: Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) – o mais novo e único negro na família – procura seu pai obsessivamente; Dario (Vinícius de Oliveira) sonha com uma carreira de jogador de futebol, mas, aos dezoito anos, se vê cada vez mais distante dela; Dinho (José Geraldo Rodrigues) se refugia na religião; e o mais velho, Dênis (João Baldasserini), pai involuntário de um menino, que tem dificuldade em se manter. Além deles, sua mãe, Cleuza (Sandra Corveloni), empregada doméstica que criou sozinha os quatro filhos, está grávida novamente de mais um pai desconhecido. O futebol e as transformações religiosas pelas quais passa o Brasil, o exército de reserva de trabalhadores que alimenta a cidade, a questão da identidade e da ausência do pai estão no coração da história de “Linha de Passe”.

Além do Brasil, os outros países que participaram com filmes no evento foram: Argentina - “El ciudadano Ilustre/The Distinguished Citizen” (2016); Colômbia - “La tierra y la sombra/Land and Shade” (2015); México - “Mexican Shorts” (2014); Peru - “Cuchillos en el Cielo” (2013); e Equador - “El facilitador/The Facilitator”(2013).


Programa de português do Spelman College


Além da participação no Latin American Film Festival de Atlanta, outro filme brasileiro foi exibido no dia 16 de novembro no Spelman College, Cosby LL32. O evento foi realizado pelo departamento do programa de português do Spelman College. O programa realiza periodicamente vários eventos para incentivar seus estudantes a praticarem a língua portuguesa e conta com o apoio do Consulado Brasileiro em Atlanta, além de outros colaboradores de nossa comunidade, empresas e a Cia Brasil Magazine.

O filme da noite foi “Faroeste Caboclo” (2013), dirigido e produzido por René Sampaio, estrelando os atores Fabrício Boliveira, Isis Valverde e César Trancoso. O filme foi feito baseado na música “Faroeste Caboclo” lançada em 1987 da banda Legião Urbana, e conta a saga de João do Santo Cristo (Fabrício Boliveira), que deixa sua cidade natal e se muda para a Brasília em busca de uma vida melhor. Lá, ele encontra a miséria e o crime, mas também descobre o amor nos braços de Maria Lúcia (Isis Valverde).

A superprodução recebeu inúmeras premiações, dentre as quais sete premiações em 2014 no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, incluindo o de melhor filme e melhor ator, com Fabrício Boliveira.



Da Redação

Last Updated on Thursday, 16 November 2017 16:58
 
Cultura | Brazil Cine Fest 2017 em Atlanta
Monday, 17 April 2017 00:00

Voluntários (Fernanda Luchine, Kirk Bowman, Angélica Trapp, Joana Madruga, Shirmênia Nunes, Phillip Lee e Mauro Cesar Siqueira).


Enquanto a cidade vivia o clima hollywoodiano com o 41° Atlanta Film Festival, que aconteceu entre 24 de março e 2 de abril de 2017, o Rio-Atlanta Sister Cities Committee promovia o Brazil Cine Fest, projeto incentivado pelo prefeito Kasim Reed com o intuito de promover algumas mudanças e inovações no Atlanta Sister Cities Commission.

O festival selecionou este ano três filmes focados no Brasil, uma das razões pela qual o Brazil Cine Fest foi criado. O evento aconteceu em 25 de março, no The Highland Inn Ballroom, entre Virginia Highlands e Little Five Points, não por acaso, onde o festival “bombava” em diferentes salas de cinema.

Kirk Bowman, produtor do filme/documentário “Bad and the Birdieman” (Não deixe a peteca cair), um dos participantes do festival, teve a oportunidade de expor durante o evento um pouco de sua experiência trabalhando em uma das favelas do Rio de Janeiro ao longo das filmagens. O filme fala sobre o crescimento da prática do badminton ou jogo de peteca numa comunidade pobre da cidade e do relacionamento entre os jovens competidores em busca de seus sonhos. A ocasião também contou com a participação da colunista de entretenimento do Atlanta Journal Constitution (AJC) e de Taylor Woodruff, chefe de protocolo da prefeitura de Atlanta. Os dois também falaram por alguns minutos.

O Cine Brazil Fest contou com o apoio do Brazilian-American Chamber of Commerce of the Southeast (BACC-SE), do World Affairs Council, e do próprio Atlanta Film Festival. Alguns patrocinadores foram fundamentais para que o evento fosse um sucesso: Rise Up Care, Georgia Tech (The Sam Nunn School of International Affairs), Georgia Tech (Ivan Allen College of Liberal Arts), Minas Emporium, Cris’s Brigs e Barco.

Phillip Lee, co-chair do Atlanta-Rio Sister Cities Committee e produtor do Brazil Cine Fest, fechou a cerimônia com agradecimentos e elogios à equipe de voluntários: Angélica Trapp, Fernanda Luchine (World Affairs Council), Shirmênia Nunes (Consulado do Brasil), Joana Madruga (CNN), Mauro César Siqueira (BACC-SE) e Kirk Bowman (Georgia Tech).


Kirk Bowman (Georgia Tech).

Phillip Lee (Rio-Atlanta Sister Cities) e Mauro César Siqueira (BACC-SE).

Cristiana Servera (Cris's Brigs) e Joana Madruga (CNN).

Carlos Carvalho, Cristiana Servera, Sandra Garotti, Mauro Siqueira e Silvia Camargo.



Mauro César Siqueira
Executive Director
Brazilian-American Chamber of
Commerce of the Southeast, Inc.

Last Updated on Thursday, 04 May 2017 17:35
 
Cultura | Balé Folclórico da Bahia em Atlanta
Thursday, 16 March 2017 00:00


Nos últimos dias 24 e 25 de fevereiro, a cidade de Atlanta prestigiou mais uma vez a performance do Balé Folclórico da Bahia. O show aconteceu no Rialto Center for the Arts, bem no coração da cidade.

Na ocasião, o Brazilian-American Chamber of Commerce of the Southeast (Câmara de Comércio Brasil-Sudeste dos Estados Unidos, BACC-SE) promoveu, em parceria com o Rialto, uma recepção pré-show para convidados e associados da própria Câmara.

De acordo com Mauro César Siqueira, diretor executivo da BACC-SE, a recepção foi uma boa oportunidade de networking entre alguns integrantes do conselho administrativo e associados da BACC-SE e outros convidados presentes. “Mesmo que o nosso foco seja voltado para negócios, parcerias como essa com o Rialto são importantes para que a BACC-SE possa promover intercâmbios culturais entre os dois países”, disse Mauro.

Leslie Gordon, diretora do Rialto, convidou para a abertura do show o secretário Guillermo Rivera, do Consulado-Geral do Brasil em Atlanta, e Lucia Jennings, presidente da BACC-SE.

A companhia de dança, criada em 1988 e que possui hoje 38 integrantes, entre bailarinos, músicos e cantores, apresentou a origem da cultura africana no Brasil, fazendo um passeio pela tradição religiosa trazida pelos escravos, praticada até hoje na Bahia e no resto do Brasil.

Na última parte do show, eles cantaram e dançaram ao som de muito samba-reggae, levando o público a um “delírio” geral. Mas o momento mais esperado veio no final quando todos os integrantes desceram do palco tocando tambores e outras percussões, dirigindo-se à frente do teatro e fazendo um verdadeiro carnaval de rua bem ao estilo Salvador.

Para quem perdeu o show do Balé Folclórico da Bahia, certamente haverá outras oportunidades de vivenciar um pouco do carnaval brasileiro bem no centro de Atlanta.




Mauro César Siqueira
Executive Director
Brazilian-American Chamber of
Commerce of the Southeast, Inc.

Last Updated on Thursday, 04 May 2017 17:36
 


Translate

Portuguese English Spanish