Home
Bem estar


Bem Estar | Ansiedade
Monday, 17 April 2017 00:00


A ansiedade é uma reação natural do ser humano quando se encontra em situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. Entretanto, se esse sentimento persiste por um longo período e passa a interferir nas atividades do dia a dia, ela deixa de ser natural e passa a ser motivo de preocupação. Estamos falando do Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG), o qual, segundo o DSM-IV, é caracterizado como “preocupação excessiva”.

Alguns dizem que a ansiedade é a doença do século, com sintomas como unhas roídas, sensação de vazio na cabeça, palpitações, transpiração, agitação, tremores, tensão muscular, gaguejo, dores na barriga que podem causar enjoos, agitação nas pernas e braços, dores no peito ou na cabeça. As dores de quem sofre com ansiedade são potencializadas pelo nervosismo, apresentando sintomas tão intensos que podem até ser confundidos com a depressão (abordamos sobre o tema depressão na edição de janeiro) ou transtorno bipolar, pois a pessoa pode apresentar comportamentos de fuga ou até mesmo de isolamento nas relações, além da agitação e irritabilidade. A ansiedade pode ser confundida também com fobia, descrita como uma preocupação, tensão, medo ou qualquer outro sentimento em excesso, como o medo de animais, avião ou multidão.

Quando exagerada, pode ser considerada um transtorno, assim como recordações ruins, situações que marcaram de forma negativa, lembranças frequentes de um trauma. Alguns acreditam ser bom dizer que são perfeccionistas, mas esquecem que isso gera muita pressão, afinal, toda essa preocupação para que tudo seja perfeito pode estar à frente da ansiedade para ouvir do outro o quanto é bom e competente.

A medida está no excesso, assim como muito amor, ódio, raiva, ou seja, tudo que é demais faz mal. Vale lembrar que em alguns momentos ou situações é comum apresentar algum sintoma de ansiedade, afinal, quem nunca ficou apreensivo para um encontro, ou passou a noite em claro por ter algum compromisso importante no dia seguinte? Mas hoje existe certa banalização devido à frequência desses episódios e, com isso, a pessoa que sofre desse mal não percebe sua evolução para um transtorno.

Não se sabe ao certo a causa desse distúrbio, porém existem alguns estudos que defendem que o transtorno da ansiedade generalizada esteja relacionado a alguns neurotransmissores, como a serotonina, dopamina e norepinefrina. A genética e fatores externos, como o estresse do dia a dia e a qualidade de vida, também são considerados fatores importantes para desenvolver o TAG. Mas existem outras condições as quais também podem ser determinantes como, por exemplo: o gênero, em que as mulheres, devido a mudanças hormonais e maior exposição ao estresse, podem agravar esse quadro; ou as crianças que sofreram abuso ou algum tipo de trauma, e que terão maior risco de desenvolver transtorno em algum momento da vida; ou ainda outro fator de risco é o abuso de substâncias, como o uso excessivo de drogas, álcool, bem como a cafeína e a nicotina, presente no cigarro, que podem levar ao transtorno de ansiedade generalizada.


Tratamentos


Há tratamento pela ingestão de medicamentos, os quais somente um médico pode prescrever o mais indicado para cada caso, bem como a dosagem e duração do tratamento.

Os medicamentos podem ser: ansiolíticos, antipsicóticos ou antidepressivo. Essas categorias de medicações necessitam de um acompanhamento profissional rigoroso, pois estes vão alterar todo sistema cerebral e podem desenvolver efeitos como diminuir a libido, ânimo e crise existencial. Por isso é importante seguir à risca as recomendações.

Há também métodos de tratamento alternativos, dentre os quais: medicação homeopática; ingestão de chás, suco de maracujá, alface, valeriana e chá de kava-kava; e exercícios como pilates, alongamento, natação, yoga, corrida, bicicleta e outras técnicas de relaxamento.

Além do acima mencionado, situações da vida cotidiana também podem ajudar: um banho morno, um vídeo engraçado, as mensagens de afeto, sair com os amigos e família.


Psicoterapia


A combinação de acompanhamento médico e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funcionam melhor que uma técnica ou outra isoladamente. A TCC objetiva compreender os comportamentos e como controlá-los, evitando, assim, a reincidência dos sintomas.

Tudo que causa sofrimento deve ser olhado com mais cuidado. Às vezes não percebemos isso, ou precisamos de um amigo para nos alertar. A melhor forma de estar sempre à frente de qualquer enfermidade é se proteger e cuidar de você diariamente.



Por Rosemeire Guimarães
Psicóloga e Neuropsicóloga CRP 6/93955
55 11 98445 8816 (whatsapp)
Email: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it (Skype)
Site: www.psiquecogitare.com

Se você quer alguém para conversar, sem julgamentos e imparcial, ou apoio psicológico profissional para você ou um membro de sua família, entre em contato pelo Whatsapp. Podemos ajudar!

Last Updated on Monday, 17 April 2017 19:43
 
Bem Estar | Os brasileiros que vivem nos Estados Unidos são unidos?
Thursday, 16 March 2017 00:00


Acredito que muitos já ouviram alguém dizer: “Se coloca no lugar do outro!”, aprendemos a fazer isso por volta da segunda infância que seria dos três aos seis anos. Sair da nossa condição é imaginar como o outro se sente com fome, frio, sede, dor, e também como a pessoa deveria se portar em determinada situação, sempre baseado nos nossos valores e conceitos morais aprendidos com nossos pais na infância e aprimorado por nós quando adultos.

Desta forma, em determinada situação, imaginamos por meio de nossos conceitos ou pré-conceitos, como a pessoa deveria agir e, em alguns casos, nos atrevemos a prever o que estão pensando ou até mesmo o resultado final de suas ações. Nesse momento, somos capazes de julgar/sentenciar se compreendermos que os meios ou o resultado final não convêm com os nossos valores. Com isso, surge aquele pensamento “mas isso é simples...” e se o outro não “adivinha”, vem decepção, tristeza, negação, mesmo quando tal atitude não esteja diretamente relacionada a você.

Se entendemos que não somos capazes de machucar ou roubar alguém, os que estão a nossa volta também não são. Claro que sabemos que existem pessoas ruins, mas não as que estão ao nosso lado e pensamos assim, seja por inocência ou por julgamento de que nossas escolhas são sempre as melhores.

Algumas pessoas acham que devem levar vantagem porque todos são assim. Afinal, o importante é o resultado final (dinheiro, status ou até amor). Contudo, existem aqueles que acreditam no “fazer o bem”, ajudar o próximo, não por obediência, mas por pensar que essa é a única forma de Ser Humano. Logo, cada um se comporta conforme seus valores morais, éticos ou crenças.

Em uma pesquisa informal em grupos fechados do Facebook sobre a “união/desunião” de brasileiros que moram nos Estado unidos, foi possível verificar que brasileiros que possuem interesses em comum, apresentam tendência a serem mais solícitos, sejam interesses religiosos, pessoais ou profissionais. A união acontece quando o objetivo está voltado para o bem comum ou para terceiros. Em grupos de moças que trabalham como “au pair” existe tal união, tanto para as mulheres que já estão trabalhando e estudando nos Estados Unidos, quanto as que ainda pretendem ir. Existe uma lista de famílias inapropriadas para o trabalho (onde algumas sofreram maus tratos), dicas de cursos e como se portar, encontros para saírem evitando a solidão (afinal, estão longe de suas famílias, longe de casa), entre outras ajudas.

Em algumas comunidades brasileiras, ocorre um movimento entre os participantes em ajudar os recém-chegados ao local, oferecendo desde móveis até apoio e acolhimento. Esta ação pode vir de brasileiros anônimos, filiados a igrejas, ou em ações sociais.

Já em grupos com interesses variados, observamos relatos preocupantes, como aqueles que se sentem ameaçados ao perceberem a capacidade de trabalho (mesmo que em sua fantasia) no outro, passando a olhar para este como rival. Existem também pessoas que prejudicam compatriotas buscando certa “vantagem”, aproveitando-se de sua inexperiência, chegando a explorar o outro, valendo-se dos documentos de permanência que possui. De um modo geral, a deficiência de valores morais, aqueles que aprendemos na segunda infância e que deveriam ser aprimorados, faz toda a diferença. As justificativas para cada ação pode ser extensa, mas em sua maioria fazemos do outro nosso espelho, refletindo nele nossos defeitos ou qualidades. Logo, ao olhar para aquele colega cheio de defeitos (que na verdade são seus), queremos destruí-lo, pois estamos nos identificando nele. Por fim, o “agressor” compreende possuir caráter semelhante ao seu, por saber que não é adequado, julga o outro merecedor do seu ataque. Ao agredido ou ofendido, cabe a decepção e a sensação de impotência, pois provavelmente também olhou para o “amigo” com o seu espelho, observando suas qualidades em quem nunca as possuiu.

O adequado pode estar em compreender o outro como uma pessoa capaz de sentir amor, raiva, inveja, desejos e impulsos, porque é um ser humano. Logo, ao compreender o outro como um humano, possibilitamos suas mudanças, verificamos suas atuais limitações e, principalmente, não se cria expectativas demasiadas sobre o que o outro pode fazer por você. Pense nisso!



Por Rosemeire Guimarães
Psicóloga e Neuropsicóloga CRP 6/93955
55 11 98445 8816 (whatsapp)
Email: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it (Skype)
Site: www.psiquecogitare.com

Se você quer alguém para conversar, sem julgamentos e imparcial, ou apoio psicológico profissional para você ou um membro de sua família, entre em contato pelo Whatsapp. Podemos ajudar!

Last Updated on Thursday, 16 March 2017 18:10
 
« StartPrev12NextEnd »

Page 2 of 2

Translate

Portuguese English Spanish