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Saúde | Câncer de mama: prevenção e tratamentos precoces fazem toda a diferença
Wednesday, 12 July 2017 00:00


O câncer é, atualmente, a doença que registra mais mortes no mundo. Segundo o NAAC (Núcleo de Apoio à Criança com Câncer), o câncer é o nome que se dá a um conjunto de mais de 100 doenças que se caracterizam por um crescimento desordenado das células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo, num processo conhecido por metástase, dando origem a novos tumores.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer, e cerca de oito milhões morrem. E a previsão é que, se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de novos casos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e define-se como um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. O primeiro sintoma dessa doença para a maioria das mulheres é o aparecimento de um nódulo duro (caroço) e de formato irregular em uma das mamas. Por isso, quanto mais cedo for detectado através de um exame de “screening” e tratado, maiores são as chances de cura completa.

O objetivo do “screening” é diagnosticar doenças antes delas se manifestarem. No caso do câncer de mama, o objetivo é diagnosticar antes que ele se torne um nódulo palpável, quando ele é muito pequeno e restrito. Isso melhora muito as chances de cura do paciente com uma cirurgia menor.


Fatores de risco para o câncer de mama


O histórico familiar, como o câncer de mama em mãe, pai ou irmãs, e dependendo da idade do diagnóstico, é um fator de risco para desenvolver a doença. E é maior ainda quando doença ocorreu numa idade mais jovem do que em mais avançada. O risco de câncer de mama em mulher é cem vezes maior quando comparado ao homem.

As idades de risco mais frequentes é entre 45 e 50 anos e a raça branca (caucasianos) tem risco maior que a raça afro-americana ou latina.

Mulheres após a menopausa que são obesas têm risco maior do que as que não são. Isso se deve ao fato de que a gordura produz maior exposição da mama ao estrógeno, hormônio que está relacionado à doença.

O álcool e o cigarro aumentam o risco de câncer, bem como dietas com muita gordura. Também são fatores de risco: o início da menstruação cedo e a menopausa tardia, pois existe exposição hormonal maior; a gravidez após os 30 anos ou não ter ficado grávida; o uso de hormônios após a menopausa (de acordo com estudos do NHI - National Health Institute); a exposição à radioterapia no tórax para tratamento de linfoma de Hodgkins.

Especificamente no caso do câncer de mama no homem, os fatores de risco são histórico familiar, histórico de doença de fígado ou testículo (este devido aos hormônios produzidos e metabolizados).

Não existe relação entre cafeína e câncer de mama, assim como não existem suficientes estudos provando que vitaminas C ou E protegem contra a doença, ou que prótese de mama possa causar câncer. O mesmo vale para doença fibrocística da mama.


Prevenção Precoce


Hoje em dia, as intensas campanhas para detecção precoce do câncer de mama têm tido um efeito muito grande na redução da taxa de mortalidade dessa doença. Isso possibilitou cirurgias mais conservadoras. Hoje em dia, a recomendação varia um pouco de acordo com as diferentes organizações (American Cancer Society, American College of Obstetrics and Gynecology etc.); no entanto, é consenso que a mulher entre 20 e 39 anos deve ter a mama examinada por um profissional de saúde a cada três anos, e que após os 39 anos de idade, esse exame deve ser anual.

A mamografia ainda é a forma de melhor detecção precoce do câncer e deve ser feita a partir dos 40 anos anualmente, e mais cedo dependendo dos fatores de risco. Após os 50 anos, pode ser feita a cada dois anos, também dependendo dos fatores de risco de cada um.

Caso exista alguma imagem suspeita na mamografia, você será orientada a voltar e fazer imagens mais concentradas na área suspeita. Muitas vezes, o exame é completado com ultrassonografia. Caso esses exames confirmem que existe uma área suspeita, o próximo passo é uma biopsia. A detecção precoce do câncer de mama pode ser a diferença entre uma excelente qualidade de vida ou um tratamento extenso e longo.

Hoje em dia, a biopsia é feita guiada pela mamografia (sterotatic biopsy), com anestesia local, em ambulatório, pelo médico radiologista. De acordo com o resultado, se confirmado câncer, um tratamento específico ao tipo de células cancerosas encontradas deve ser delineado. Esse tratamento inclui remoção cirúrgica do tumor, muitas vezes apenas do nódulo, tratamento complementar com quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, dependendo do tipo de células encontradas e se existe algum envolvimento das glândulas linfáticas da axila (gânglios).


Para reduzir seu risco do câncer de mama


O cuidado com a sua saúde é um grande ato de amor, valorização e respeito para com seu corpo, sua saúde e sua própria vida. Esteja atento para mudanças no seu corpo, e tenha hábitos saudáveis que podem ajudar na prevenção do câncer de mama, como:

  • Fazer do autoexame uma rotina na sua vida;
  • Quando estiver lactando, amamente seu bebê por pelo menos seis meses;
  • Evitar ganho de peso depois da menopausa;
  • Manter-se ativo fisicamente;
  • Limitar o uso de hormônios após a menopausa;
  • Não fumar e limitar o uso de álcool;
  • Fazer regularmente o exame de mamografia.


Por Dra. Lynne Cunningham
Tradução por Marcia Schmitt

Last Updated on Wednesday, 12 July 2017 17:55
 

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