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Tecnologia | As novas fronteiras espaciais da NASA
Thursday, 24 January 2019 00:00


O Ano Novo foi de muita celebração para os cientistas da NASA. Logo no primeiro dia do ano, a sonda New Horizons enviou a primeira imagem da Ultima Thule, um objeto localizado no Cinturão de Kuiper, uma zona mais periférica do nosso sistema solar. A agência espacial norte-americana bateu um novo recorde e chegou ao objeto mais distante já explorado por uma missão.

A sonda New Horizons partiu da Terra há 13 anos, lançada ao espaço pela NASA em Cabo Canaveral, na Flórida, em janeiro de 2006. A missão inicial da sonda espacial tinha como objetivo estudar o planeta Plutão e suas cinco luas, com data para chegar ao planeta-anão em junho de 2015. A sonda explorou Plutão e entre as relevantes descobertas feitas, a principal delas é que, ao contrário do esperado, Plutão e suas luas não são regiões congeladas e mortas. Na realidade, há muitos sinais de atividade geológica, inclusive de que o gelo se movimentou na superfície de Plutão recentemente. Também descobriram que ele tem uma atmosfera fina e azul, rica em nitrogênio.

Quatro anos depois de passar por Plutão, no dia 1º de janeiro de 2019 a New Horizons chegou ao objeto Ultima Thule. A sonda New Horizons capturou fotografias e fez análises científicas nas horas que antecederam e logo após o esperado "encontro" com o tal objeto. A New Horizons sobrevoou o objeto por 24 horas a 3,5 mil quilômetros de distância, descobrindo que MU69 (Ultima Thule) tem um formato alongado e arredondado, com dimensões de 32 por 16 quilômetros. Segundo a NASA, os primeiros dados fornecidos pela sonda indicam ainda a possibilidade de Ultima Thule ser um de dois objetos que orbitam um ao outro. Durante a aproximação, a New Horizons descobriu ainda que o MU69 gira como uma hélice, com seu eixo apontando para a nave. A observação foi feita cerca de 6,4 mil bilhões de quilômetros da Terra. A missão New Horizons da NASA revela um novo tipo de mundo. As imagens do objeto do Cinturão de Kuiper Ultima Thule revelam os primeiros estágios da história do sistema solar.

A equipe da New Horizons usou o Telescópio Espacial Hubble para procurar seu alvo para ser fotografado após a sonda passar por Plutão, no Cinturão de Kuiper. Usando observações feitas com o Hubble em 26 de junho de 2014, a equipe de cientistas descobriu um objeto que a New Horizons poderia alcançar com seu combustível disponível. O objeto foi posteriormente designado como “2014 MU69”, dado o menor número do planeta 485968 e, com a contribuição do público, apelidado de "Ultima Thule" (que significa "além do mundo conhecido").

A life-size model of the New Horizons spacecraft: Credit: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory

Mas as aventuras da Sonda New Horizons não chegaram ao fim! A chegada à Ultima Thule não será, o fim da missão da New Horizons. Enquanto a missão original era a exploração de Plutão, o objetivo da NASA é agora o Cinturão de Kuiper e as atenções dos cientistas estão concentradas para a descoberta de um novo alvo para 2020. Após analisar a Ultima Thule, a sonda vai enviar os dados de volta à Terra, aos poucos, algo que deve levar até 20 meses, por causa da distância, diminui-se a velocidade de transmissão de volta desses dados para a Terra. A expectativa é concluir o download dos dados e de saber tudo sobre o local onde tirou as fotos de Ultima Thule até setembro de 2020. Quando isso acontecer, a sonda já vai estar bem longe da região, indo em direção à constelação de Sagitário. Os cientistas informaram que a New Horizons tem combustível suficiente para continuar fazendo outras explorações até meados dos anos 2030.

A Nasa, atualmente, está trabalhando em vários projetos e tem obtido sucesso em quase todas as suas missões. No dia 26 de novembro, a agência espacial também celebrou o pouso da Sonda Insigt na superfície de Marte após sete meses de viagem. Esta é a oitava vez que a Nasa consegue pousar uma sonda no planeta. A sonda Mars InSight, é a primeira capaz de captar terremotos e estudar o funcionamento interno do planeta. A missão da sonda Insight é fazer uma espécie de 'ultrassom' do planeta, registrando pulsação e temperatura. Além do sismógrafo, a InSight carrega também um termômetro e um sensor de posição. Minutos após o pouso, a sonda conseguiu enviar uma imagem do local em que mostra o horizonte e algumas manchas de poeira na lente.

2005 New Horizons Science Team Photo - Credit: Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory

A missão Insight está focada em obter dados do interior de Marte para construir um cenário de como teria sido sua evolução desde que o Sistema Solar foi formado.


PROJETO DA NASA ENVOLVENDO ESTUDANTES BRASILEIROS


Ready for Launching New Horizon spacecraft. KENNEDY SPACE CENTER, FLA. Credit NASA

Em agosto do ano passado, a NASA abriu inscrições para projetos de estudantes brasileiros de 12 a 16 anos da Missão Garatéa, consórcio nacional que prepara alunos de escolas públicas e particulares do país para participarem do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP).

No início de dezembro do ano passado, os três melhores projetos foram selecionados em uma classificatória com parceiros norte-americanos. Por fim, a NASA escolherá um experimento finalista para ser lançado entre maio e agosto de 2019. O experimento escolhido irá voar com o foguete da SpaceX junto com os astronautas da NASA. A tripulação comercial foi apresentada em um evento no início do mês de agosto de 2018 no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, no Texas (EUA). Os nove astronautas iniciam os preparos para inaugurar missões testes nas naves SpaceX Crew Dragon e da Boeing CST-100 Starliner – e, posteriormente, voarem para a Estação Espacial Internacional.

Essa será a primeira vez em sete anos que astronautas da NASA serão enviados ao espaço a partir de solo norte-americano, algo que não acontece desde o lançamento do ônibus espacial (Space Shuttle), em 2011. Até então, a agência espacial norte- americana optava por enviar sua tripulação para a Estação Espacial Internacional em solo russo.



Da Redação

 

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