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Written by Administrator   
Wednesday, 13 November 2019 00:00


Hoje em dia se fala muito de I.E. (Inteligência Emocional), Mas você sabe o que é?

Daniel Goleman, Psicólogo, escritor e Ph.D. de Harvard, é considerado o pai da I.E. Ele dedicou anos de estudo ao tema e escreveu o livro “Inteligência Emocional”, que já vendeu milhares de cópias no mundo inteiro. No livro, ele explica que temos duas mentes dentro do nosso cérebro. A racional, responsável pela compreensão, pelo raciocínio lógico, que nos faz pensar. E a outra parte emocional, conhecida pela impulsividade, pelas nossas ações e reações emocionais, e que é tão poderosa quanto à racional.

Essas duas mentes e sua capacidade ou incapacidade de andarem em equilíbrio é o que vai determinar o sucesso ou insucesso na vida de alguém. O poder que tanto buscamos está em nossa mente e precisamos apenas ajustar nossos pensamentos e ações para alcançarmos o sucesso que buscamos em qualquer área da vida.

Não adianta ter um Q.I. (quociente de inteligência) alto, um raciocínio lógico elevado, se o indivíduo não consegue controlar sua ansiedade, sua arrogância, tristeza e ter um relacionamento saudável com outras pessoas. Se a mente emocional não está bem, a racional também sofrerá.

Quantas pessoas você conhece que são excelentes em fazer planilhas analíticas, passam horas frente a um computador checando dados, números, mas quando precisam se expor ao público ficam nervosas, a mão treme e têm calafrios, e ainda acabam não se expondo e se fechando no seu mundo racional?

A pessoa com inteligência emocional se comporta diferente. Ela busca o equilíbrio entre o racional e o emocional, busca recursos e motivações para conquistar seus objetivos; consegue controlar seus impulsos e impede que ansiedade, medos e receios interfiram em sua capacidade racional de ser confiante e empática. Apenas 13% dos profissionais fracassam por falta de habilidades intelectuais e técnicas. 87% fracassam por falta de empatia, segurança, liderança, autocontrole, superação, iniciativa, otimismo e relacionamentos. Ou seja, fracassam porque não têm inteligência emocional.

Quando falamos em I.E., não podemos deixar de falar de autoconsciência, que nada mais é que o conhecimento que temos de nós mesmos, o que sentimos e por que sentimos. Você só consegue entender o que sente, conhecendo o que acontece na sua cabeça. Por isso trouxe aqui, uma avaliação para você começar a verificar se a sua I.E. está realmente boa ou se você precisa melhorar: faça uma lista com suas qualidades e defeitos, o que tem feito para gerenciar o que não gosta em você e o que tem e o que tem feito para ressaltar o que tem de bom. Seja honesto, coloque tudo que o vier à sua cabeça.

Após ter autoconsciência, vamos para autogestão, que é a capacidade de entender e controlar as emoções que você sente. Por exemplo, aquele dia que você acorda atrasado, tem que arrumar filhos para escola, o pneu do carro está vazio, sabe que está maior trânsito, chega no trabalho, o chefe lhe olha de cara feia, o parente que liga para você logo cedo pra pedir alguma coisa e assim por diante... Esse dia parece que tudo vai dar errado desde o início, não é mesmo? Esses sentimentos ruins que você teve logo cedo podem acabar com o seu dia, ou você pode entender que tem o dia todo pela frente ainda para recuperar o fôlego, respirar, realizar e fazer o seu melhor com as pessoas ao seu redor ou no seu trabalho. Isso é autogestão das emoções.

Sentir coisas boas e ruins faz parte da natureza humana, mas a maneira como gerenciamos isso dentro de nós é que vai determinar como cada coisa nos afetará durante o dia, semana, mês ou até durante a vida inteira e se teremos sucesso na vida ou não.

Anote agora quais os sentimentos que mais mexem com você, a ponto de lhe tirar do sério e acabar com o seu dia, ou a ponto de você brigar com aquela pessoa que mais ama? O que faz você perder o controle e agir como se não fosse você mesmo? Depois disso, se pergunte: qual nota você daria para o seu autocontrole emocional? Para o seu otimismo? O quanto você reconhece seus anseios e desejos? O quanto você tem se superado ultimamente? O quanto tem se adaptado às mudanças e ter esperança de dias melhores? Se avalie em cada uma dessas questões e isso já será um ponto de partida para entender como vai sua I.E. Boa sorte!

Nos próximos artigos, abordarei muito mais sobre I.E. Esse é um assunto complexo que envolve várias peculiaridades e de interesse de muitas pessoas.



Fabiana Sampaio
Health & Life
Master Coach Certified
www.fabianasampaiocoach.com

Last Updated on Wednesday, 13 November 2019 21:13
 

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