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Radar | Atlantis: a última Odisseia
Wednesday, 20 July 2011 00:00

 

Pela Equipe CIA Brasil

 

No dia 8 de junho a espaçonave Atlantis iniciou o que será sua última viagem ao espaço. O vaivém espacial conta com 30 anos de conquistas; mas também com tragédias, derrapagens orçamentais, e muitas dúvidas sobre o futuro do programa espacial norte-americano.

Depois do Discovery, em fevereiro deste ano, e do Endeavour, em Maio, o Atlantis, o segundo shuttle mais jovem da frota da NASA, partiu para a sua missão final – a STS-135 –, depois de ter percorrido 197 milhões de quilômetros e de ter lançado as sondas planetárias Magalhães e Galileo, entre outros equipamentos de investigação espacial.

O Atlantis acumulou, durante os seus mais de 15 anos de existência e 33 missões, um enorme conjunto de experiências científicas na órbita terrestre inferior, protagonizando o histórico atraca mento à estação espacial russa Mir, o primeiro intercâmbio em órbita entre tripulações dos dois países. Mas, com o passar dos anos, esses intercâmbios tornaram-se vulgares na Estação Espacial Internacional (EEI), destino das últimas missões dos vaivens, para entrega de módulos e abastecimento.

O presidente Barack Obama chegou à Casa Branca em 2008 com a bandeira intitulada “mudança”, e em abril de 2010 foi ao centro Espacial Kennedy, palco do lançamento dos vaivens, traçar o rumo para a NASA na “exploração espacial do século XXI”. “O que foi outrora uma competição global [entre russos e norte-americanos durante a Guerra Fria] tornou-se numa colaboração global”, disse Obama, perante os executivos da NASA e alguns dos seus mais ilustres astronautas, como Buzz Aldrin.

A era da “colaboração” passa no imediato pela entrega a privados e aos russos de missões às estações espaciais e órbita inferior da terra. Para o futuro espacial previsto para 2025, os americanos agora se concentram no desenvolvimento de um novo vaivém capaz de alcançar as profundezas do espaço. “Não é aceitável que a nação mais poderosa do mundo se encontre numa situação em que não foi feito o devido planejamento para ter um veículo pronto para substituir o vaivém quando fizer a sua última aterrissagem”, afirmou o administrador da NASA, Charles Bolden, em uma recente entrevista à CNN.

Embora por trás da ideia do vaivém estivesse o barateamento dos voos especiais, com um custo estimado de 10 milhões de dólares nos anos 1970 (uma missão custa hoje aproximadamente 1 bilhão de dólares, um valor proibitivo em maré de corte geral nas contas públicas americanas, ainda mais se comparado com os custos da agência espacial russa.

Se desde o lançamento em 1981 os vaivens representaram a superioridade tecnológica sobre Moscou, essa imagem foi em parte danificada pelos acidentes do Challenger em 1986 e o do Columbia em 2005, que causaram a morte de 14 astronautas.

Enquanto os outros vaivens serão distribuídos por museus em Los Angeles, Virgínia e Nova Iorque, o Atlantis ficará “em casa”, no Kennedy Space Center (Flórida), no seu regresso definitivo à Terra.

Last Updated on Thursday, 21 July 2011 17:52
 

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