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Brasil | Copa do Mundo de 2014 Evento revolucionará a economia brasileira

Pela Equipe Cia Brasil

 

Segundo um estudo lançado pelo MTur (Ministério do Turismo), a Copa do Mundo em 2014 no Brasil deverá ajudar a impulsionar o setor do turismo em grande escala. Todas as projeções estão no Documento Referencial Turismo no Brasil 2011/2014.

Criado com o apoio das principais entidades e lideranças do turismo do país, e utilizando indicadores do IBGE, da Infraero e do Ministério do Trabalho e Emprego, o documento mostra os benefícios do turismo na economia brasileira e o que será preciso, tanto para a iniciativa pública como para a privada, para preparar o turismo para o evento.

Copa do mundo x Crescimento do turismo do país

Outro fato interessante é a perspectiva do turismo se tornar um produto de consumo do brasileiro. Para se ter uma ideia, em 2009 o total de desembarque doméstico chegou a 56 milhões. A previsão para 2014 é de 73 milhões. Para os desembarques internacionais está previsto um aumento financeiro de R$ 8,9 milhões, 55% a mais se comparado ao mesmo período. Ainda há expectativa para a geração de dois milhões de empregos no setor.

Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, essas expectativas favoráveis são reflexo dos últimos anos do desenvolvimento do turismo e da economia nacional. “O Turismo vem apresentando resultados positivos nos últimos anos, refletindo os indicadores favoráveis da economia brasileira. Por isso, trabalhamos com projeções otimistas e com a convicção de que o Brasil chegará em 2014 preparado para organizar com competência o principal evento de futebol do mundo e receber os visitantes com qualidade”, finaliza.

Novos empregos

Segundo estudo feito pela Ernst & Young, em parceria com a FGV Estádio do Maracanã, serão gerados 3,63 milhões de empregos; e os investimentos para garantir a infraestrutura da Copa devem chegar a R$22,46 bilhões.

Mais do que um campeonato internacional, a Copa do Mundo de 2014 irá mudar a cara do Brasil nos próximos anos. E não apenas das 12 cidades-sede. O mundial deve injetar R$142 bilhões na economia brasileira de 2010 a 2014, segundo o estudo “Brasil Sustentável - impactos sócio-econômicos da Copa do Mundo de 2014” realizado pela consultoria Ernst & Young em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. A avalanche de recursos irá criar 3,63 milhões de empregos, além de adicionar R$63,48 bilhões à renda da população.

Somente em investimentos para garantir a infraestrutura e a organização do campeonato serão gastos R$22,46 bilhões. O setor de mídia será o que demandará mais recursos, R$6,5 bilhões. Na sequência, aparecem os gastos com a construção de estádios (R$4,6 bilhões), parque hoteleiro (R$3,16 bilhões), segurança (R$1,7 bilhão) e Tecnologia da Informação (R$309 milhões).

Para coordenar tamanho empreendimento, o Brasil precisará de muito planejamento. “Este é um desafio inédito para o país. Será necessário muita governança, gestão, monitoramento, controle e transparência”, afirma José Carlos Pinto, sócio de assessoria de riscos da Ernst & Young.

Investimentos para a Copa do Mundo 2014

Além dos investimentos diretos na Copa, outros R$112,8 bilhões serão injetados na economia através do crescimento de setores como construção civil, turismo e comércio. Os turistas estrangeiros trarão para o país nos próximos anos uma quantidade significativa de recursos. No período 2010-2014, o número de turistas internacionais deve crescer em 2,98 milhões, alcançando 7,4 milhões no ano da Copa, em 2014. Nesses quatro anos, deverão ser geradas receitas adicionais de R$5,94 bilhões. Para o ano do campeonato, serão nada menos do que US$8,73 bilhões trazidos aos países com gastos de turistas.

O setor mais beneficiado pelo fluxo de estrangeiros será o de hotelaria – cerca de 19,5 mil unidades hoteleiras devem ser construídas -, que deverá receber R$2,1 bilhão dos visitantes, seguido pelo de alimentação com R$902,8 milhões e pelo comércio com R$831,6 milhões.

As cidades-sede da Copa do Mundo 2014 receberão de investimento em infraestrutura cerca de R$14,54 bilhões. O montante investido deve adicionar aos PIBs municipais R$7,18 bilhões. Somente na reurbanização e embelezamento das cidades serão gastos R$2,84 bilhões.

O investimento direto entre 2010 e 2014 será de R$ 29,6 bilhões, mas os impactos indiretos (sobre as outras cadeias produtivas) e induzidos (salários que retornam à economia, por exemplo) resultarão em uma cifra cinco vezes maior (de R$ 112,7 bilhões), totalizando os R$ 142,39 bilhões. Do total de investimento direto, 42% virá do setor público e 58% do setor privado.

 

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