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Capa | Dia de Ação de Graças
Thursday, 16 November 2017 00:00


O Dia de Ação de Graças na América é comemorado na 4ª quinta-feira do mês de novembro. As origens desse dia remontam ao século XV. No ano de 1.620, colonos europeus vindos da Inglaterra chegaram ao Novo Mundo. Depois de uma longa e perigosa travessia de navio, os colonos começaram a árdua tarefa de estabelecer um novo lar. Entre os peregrinos, como ficaram conhecidos, vieram separatistas religiosos que buscavam liberdade onde pudessem praticar livremente a sua fé, e outros indivíduos com aspirações pessoais de prosperidade e promessas de possessão de terra no Novo Mundo.

No ano seguinte, em novembro de 1621, os peregrinos realizaram a sua primeira colheita de milho com sucesso em sua nova pátria. E para comemorarem a colheita, foi organizada uma festa comemorativa denominada de “o primeiro ato de graças”. Um banquete foi servido na ocasião usando especiarias e métodos de culinária nativos americanos tradicionais. Assim nascia o Thanksgiving, que acabou se tornando um feriado oficial. Acredita-se que a comemoração tenha uma influência direta com o antigo festival da colheita judaica de Sukkot, que era comemorado após a colheita do outono.

Ao longo do tempo o Thanksgiving foi tomando proporções cada vez maiores. Autoridades passaram a pedir que aos americanos que expressassem sua gratidão por meio de jejuns religiosos dias antes do banquete de ação de graças. Em 1789, George Washington emitiu a primeira proclamação do Dia de Ação de Graças pelo governo nacional dos Estados Unidos.

Você parou para pensar na profundidade de se dedicar um dia de gratidão, somente para agradecer a Deus por tudo o que se recebeu pela a lei da semeadura, na qual se colhe tudo o que foi semeado? A valiosa lição que temos de aprender com o Dia de Ação de Graças é a gratidão, um dia de reconhecimento e agradecimento pelas bênçãos recebidas, mesmo aquelas que não sabemos muito bem como avaliá-las.

A gratidão é o vínculo do amor, é um dos primeiros sentimentos que demonstramos na vida, e não por acaso. Quando ainda não tínhamos consciência da vida, em nossa infância inconsciente, já respondíamos ao estímulo da gratidão quando percebemos que somos amados e queridos por meio do cuidado que recebemos; involuntariamente retribuímos com o sorriso de um recém-nascido, por exemplo. O problema é que ao longo da vida já não respondemos mais a esses estímulos como deveríamos, já não estamos tão receptíveis como no início da vida.

Mas por que perdemos algo tão precioso na medida em que vamos “ganhando” consciência da vida? A chave desta pergunta está na aceitação. Existem pessoas que não se aceitam na vida como elas são; normalmente são insatisfeitas consigo mesmas, não se percebem como preciosas e amadas. E não estamos falando de conformismo ou comodismo, mas sim de percepção real de valores.

Deus, ao criar o mundo, foi grato Consigo mesmo. Ao criar a luz no seu primeiro ato de criação da Terra e do nosso Sistema Solar, Deus se sente grato pela resposta da luz ao seu mandar. “E disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz...” (Genesis 1:3-4). Essa mesma expressão se repete sucessivas vezes na medida em que Deus vai chamando o mundo à existência. Havia ali uma aceitação em tudo que Ele estava fazendo, e uma reciprocidade maravilhosa estava acontecendo no ato da criação a tudo o que Deus chamava à existência, havia uma resposta da existência ao fazer de Deus. Quando então por fim, Deus criou o homem… “e viu que era muito bom” (Gênesis 1: 31), neste instante havia uma satisfação plena. Como corresponderemos a isso?

Há pessoas que não sabem receber, por não poderem retribuir na mesma proporção que receberam. Isso cria uma sensação enorme de débito. Retribuir não necessariamente é devolver na exata proporção que recebemos, mas sermos capazes de dar o que podemos dar. Até porque a intenção de devolver por si só já perde o sentido de gratidão, gerando um sentimento de grandeza (quando sou capaz de exceder) ou de humilhação (quando não sou capaz de retribuir na mesma proporção), e aquilo que deveria me fazer sentir amado, me faz sentir devedor ou humilhado.

O maior nível de gratidão é a aceitação. Aceitar que alguém me socorreu em minha necessidade; não me faz menos; na verdade, me faz amado. Jesus nos ensina isso o tempo todo: que a aceitação é um fardo leve e um jugo suave, e que a mansidão de coração e humildade produzem um alívio para alma (Mateus 11: 28-30). A humildade consiste em disponibilizar o que tenho e não em competir se o que tenho e mais ou é menos.

Ação de graças também é a retribuição sem concorrência, que só me fará receber mais. O contrário disso gerará uma cobrança interna perturbadora, de sempre reconhecer o que não tenho ao invés de reconhecer o que já tenho ou tive um dia. Não seria tempo de pararmos por um instante e averiguarmos se estamos sendo gratos por tudo o que Deus tem nos dado? Será que somos capazes de reconhecer? Ou seríamos ingratos o suficiente para não percebermos que temos sido agraciados por Deus em muitos momentos de nossas vidas? Na vida se ganha e se perde e mesmo quando perdemos devemos ser gratos naquela experiência.

Há tempo para todas as coisas. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu | Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou | Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar | Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar | Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar | Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora | Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar | Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” (Eclesiastes 3: 1-8). Reconheçamos que fluxo da vida é de se dar e receber. Discernir o tempo é viver o momento presente, desfrutando do presente de Deus, percebendo o dom e o cuidado do Criador. Gratidão é um dos maiores sentidos da vida, e o maior propulsor da alegria.

Por isso, agradeça e agradeça! Em todo tempo seja grato, pois o passado já ficou para trás, e o presente lhe aponta um futuro glorioso.

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” (Jeremias 29:11-13)

Feliz Thanksgiving a todos!



Pr. Maurício Leite da Silva

Last Updated on Thursday, 16 November 2017 13:45
 
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