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Capa | Natal a maior história de amor
Friday, 15 December 2017 00:00


Quantas histórias de amor nós já escutamos e testemunhamos, algumas com finais felizes e outras não, algumas verdadeiras e outras nem tanto?

Talvez você nunca ouviu falar do príncipe Kurran, depois rebatizado de Shah Jahan e da princesa Mumtaz na Índia do século XVI, mas com certeza conhece ou já ouviu falar do legado desse amor, o Taj Mahal, um mausoléu construindo em nome do amor. Já choramos diante de várias versões, sejam elas teatrais ou cinematográficas, de um dos maiores contos de amor do período medieval de Shakespeare, passado nas ruas de Verona, Itália, a história de Romeu e Julieta. Em filmes como “O Vento Levou” e Titanic, veremos as marcantes cenas em nome do amor. Lembro-me neste momento do início da década de oitenta, quando cavalos puxando carruagens levavam o Príncipe Charles e a Princesa Diane à catedral de Saint Paul em Londres, num dos contos de amor mais marcantes da era moderna, visto por bilhões de pessoas em todo o mundo.

Mas a maior história de amor que a humanidade já teve conhecimento é do amor de Deus para com os homens. Quando olhamos para dentro de nós, podemos perceber o quanto Deus nos amou ao nos formar a sua imagem e semelhança, descrito no livro de Gênesis no capitulo 1. Ele nos fez dotados de sentidos, de alma e de todas as potências perfeitas e necessárias para vivermos bem: inteligência, memória, entendimento, vontade, consciência, liberdade... contingências que ser nenhum tem como nós. Deus olhou para dentro dele mesmo ao nos formar. Relacionar-se com Deus é algo completamente diferente de todos os relacionamentos que já tivemos ou experimentamos em toda a nossa vida. Ele tem por nós um amor único, incondicional, que não depende do que temos ou podemos fazer por Ele. Ele simplesmente nos amou.

E ao longo da história do homem vemos o cuidado de Deus para conosco, porque quem ama cuida. Davi, o homem segundo o coração de Deus expressou isto de uma forma majestosa ao dizer: “Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá” (SL 27.10); apropriou-se Davi, de uma noção intensa de amor, o amor de pais, mesmo que este venha a falhar, o de Deus jamais findará.

E o ápice da demonstração desse amor foi, sem dúvida, com o nascimento de Seu único filho em uma das estrebarias da cidade de Belém. Não somente a cidade de Belém, mas toda a região de Jerusalém e cidades circunvizinhas testemunharam sobre o amor de Deus para com a humanidade ao entregar o Seu filho para viver como um homem.

O Natal traz a história do relacionamento desse amor entre Deus e os homens, um amor que não pode ser expresso em palavras, declamados em poesias, ou visto em filmes, como falamos um pouco mais acima. Na carta de I João, no capítulo 4, os versos nove e dez nos revela que: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou...” Então, não é sobre o que você foi ou é, sobre o que fez ou continua a fazer, sobre o que você tem ou não, Ele nos amou e pronto.

Até o nascimento de Jesus em Belém, tudo o que conhecíamos ou experimentamos sobre amor era condicional e ordinário. Até então, o amor dependia do que poderíamos oferecer ou fazer em função de outrem. Se tivéssemos um bom desempenho em determinadas áreas de nossa vida, determinaria ser amado ou não, mas não foi este o amor revelado a mais de 2000 anos atrás por Deus na árida e desértica região do oriente médio.

O amor de Deus por nós é tão profundo que temos dificuldade de entender ou compreender. Poderíamos folhear toda a Bíblia a procura de respostas do porquê Ele nos amou, e não encontraremos resposta. A única coisa que Ele espera de nós é que, como Ele nos amou, possamos pelo menos tentar amar o nosso próximo. O amor de Deus é tão avassalador, demolidor, confrontador, constrangedor que é impossível experimentarmos este amor e continuarmos vivendo como antes.

Quando temos o amor de Deus como base para a nossa experiência pessoal descobrimos que esta relação não é sobre o que eu vou obter, sobre o que eu vou ganhar, mas sim, sobre como estamos caminhando para dar ou fazer o outro feliz.

O amor de Deus demonstrado no Natal, não é sobre ganhos. Ele nos amou, e como resultado Ele se doou na pessoa de Jesus Cristo para que pudéssemos ter uma vida restaurada. Não é sobre o quanto eu posso melhorar a minha vida amando, mas o quanto eu posso renunciar de mim para fazer a vida do meu próximo melhor. Deus lhe ama e se você tem certeza disto, este amor afeta a sua forma de viver.

Que neste Natal o amor de Deus transforme verdadeiramente os nossos corações, nos levando a ter atitudes de boa vontade para com o nosso próximo.

Talvez você não acredite no Natal; há inúmeras interpretações para este evento. Talvez você não vá colocar um pinheiro enfeitado em sua casa ou algumas luzes coloridas, mas o certo é que você não pode passar por este período do ano alheio ao amor de Deus, que um dia lhe alcançou sem que isto lhe mova para um estado melhor de compreensão e aceitação do próximo.



Pastor Marcos Muniz
Igreja Assembléia de Deus Restaurando Vidas em Atlanta

Last Updated on Friday, 15 December 2017 12:51
 
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