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Capa | A Páscoa
Monday, 17 April 2017 00:00


Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo no capítulo 12.

A palavra Páscoa vem do termo hebraico Pesach, cujo significado é passagem ou passar por cima. Tem relação com a passagem dos hebreus através do Mar Vermelho, liderados por Moisés, quando saíram do Egito, da dura escravidão do terrível domínio do faraó, em direção à terra de Canaã. Na noite que aconteceu a saída do povo de Israel do Egito, Deus da uma ordem expressa (Êxodo 12) para que o seu povo se prepare para celebrar a Páscoa, que teve início com o sacrifício do cordeiro pascal. 

Sendo assim, a Páscoa é um memorial (um dia para se recordar) da libertação da morte e da escravidão do Egito, sofrida pelo povo de Israel. Esse memorial é celebrado originalmente com três elementos: o cordeiro, o pão ázimo (sem fermento) e as ervas amargas. Cada um desses elementos tem seu significado específico para um povo liberto. O cordeiro é o símbolo da aliança feita entre Deus e o seu povo. O pão ázimo é o símbolo da purificação de toda influência idolatra e cultural do Egito. As ervas amargas serviam para lembrar a amargura da escravidão e o domínio opressor do faraó.

Essa celebração é marcada por uma grande festa de comemoração, adoração e ações de graças ao seu libertador: o Eterno. A Páscoa é a principal celebração dos judeus, que marca uma transição de um estado de escravidão para o estado de liberdade. Todas essas coisas posteriormente nos seriam reveladas em Jesus Cristo o Cordeiro Pascal.

O que muitos desconhecem é que todo esse cerimonial já apontava para Cristo, de forma profética; era um prenúncio de sua paixão, “A Paixão de Cristo”. 

Para os Cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus; Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados e, com o seu próprio sangue, nos redimiu, introduzindo uma nova aliança, agora não só com um povo, mas com todos os povos, não baseado em méritos, mas em sua bondade. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo... Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5. 19,21).

Nos dias que antecederam a sua crucificação, Jesus não se preocupa “apenas” com a libertação do seu povo, mas também com a purificação. O evangelho de Marcos (Mc 11.11- 17) nos mostra Jesus vasculhando Jerusalém, purificando o templo, a casa de Deus, e expulsando todos os que a corrompiam com seus “fermentos”.

Há uma necessidade urgente de não nos esquecermos do amargor da escravidão de onde fomos resgatados com mãos fortes, não para vivermos uma vida de amargura, mas principalmente, para sabermos apreciar e valorizar a doçura da liberdade.

Páscoa é quando se recorda o sacrifício de Jesus Cristo em sua crucificação, marcado com a Sexta-feira da Paixão, o dia da sua morte. Mas é na sua ressurreição dentre os mortos que a Páscoa “ganha” seu sentido maior com a vitória do cordeiro de Deus sobre a morte, em sua Pesach (passagem) da morte para a vida. Esse é o nosso memorial, o do triunfo do Cordeiro de Deus. 

Façamos uma profunda reflexão, e que haja em nossos corações gratidão, uma gratidão tão profunda, de forma que nunca mais olhemos para trás com algum desejo de povoar o “Egito” novamente, para não anularmos todo o sacrifício Pascal. Que a Páscoa seja, para todos nós, um motivo de nos movermos em liberdade e alegria pelo nosso resgate. É um tempo para pensarmos sobre o cordeiro imolado, sobre o pão sem fermento e sobre as ervas amargas.

Feliz Páscoa a todos!



Pastor Maurício da Silva
Igreja New Alliance

Last Updated on Monday, 17 April 2017 19:36
 
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