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Capa | O verdadeiro sentido do Natal
Friday, 14 December 2018 00:00


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim...” IS 9,6-7.


Havia uma promessa, o povo de Israel aguardava ansiosamente pelo seu cumprimento: a vinda do Messias. Aquele que seria o libertador, o ungido, aquele que viria para libertar o povo da opressão. Desde Gênesis, quando Adão e Eva receberam a primeira promessa do libertador, passando pelas promessas feitas a Abraão, Moisés, Davi, agora em Isaías, como o texto acima indica. Tudo apontava para o grande momento da história da humanidade: o nascimento de Jesus.

O Natal tem o seu significado especial nesta promessa, pois se comemora o nascimento de Jesus, o que não é o nascimento de uma pessoa normal, de um grande líder, de um revolucionário ou de um libertador, mas do próprio filho de Deus. O 25 de dezembro é uma data fictícia, pois devemos permitir que o filho de Deus nasça em nossos corações todos os dias, pois o Natal é a celebração da esperança e das formas surpreendentes de Deus se revelar à humanidade.

E por que falamos tanto Dele? Ele nunca foi autor, mas escreveram mais sobre Ele que qualquer outra pessoa. Ele nunca foi artista, mas os quadros mais caros o retratam (da Vinci, Michelangelo). Ele não era escultor, mas a maior estátua da América do Sul tenta mostrar a sua imagem. Não era arquiteto, mas os mais belos prédios da cristandade foram dedicados a Ele (Catedral de São Pedro, Westminster). Não era músico, mas foi tema das maiores canções. Não era advogado, mas sua lei envolve toda a terra e um dia vai julgá-la. Não era viajante (300km da sua terra), mas o mundo todo o conhece e viaja para conhecer a sua história. Ele não era historiador, mas a história do mundo é dividida por sua causa.

Apesar de tudo isso, para grande parte das pessoas, esta data não tem mais nenhuma relação com Jesus. Nos envolvemos tanto com os preparativos, que Jesus já não mais interessa, não é o mais importante. Dizemos muito “Feliz Natal”, mas o significado desta expressão hoje é vazio, é apenas mais um feriado sem substância. O certo é que o Natal tomou rumos distantes dos propósitos de Deus.

Quando falamos em Natal logo vem a ideia da troca de presentes, presépios montados num canto da sala em miniatura, do pinheiro verde no outro canto cheio de luzes coloridas, sinos, estrelas, Papai Noel etc. Há também toda a confraternização familiar: preparamos uma linda mesa cheia de comida, trocamos presentes, apertos de mãos e abraços, vemos e revemos os de perto e os de longe, quando temos a oportunidade. Infelizmente, para a maioria das pessoas, isto acontece apenas uma vez por ano, nesta época. O que deveria acontecer em todos os momentos da nossa vida, Natal é para ser todos os dias.

Precisamos voltar para o verdadeiro Jesus do Natal, precisamos entender quais são as características de suas poderosas obras: nos nossos conflitos e encruzilhadas, a vida que muitas das vezes nos encontramos, Ele é o maravilhoso conselheiro, seus ensinamentos foram transmitidos através de parábolas, sermões e discursos, revelando a perfeita vontade de Deus, os mistérios do reino dos céus e o caminho para a eternidade. Ele conhece todas as coisas, seu amor é insuperável, é avassalador. Ele não somente fala da verdade, Ele é a verdade em pessoa. Ele não somente nos mostra o caminho, mas Ele é o caminho. Ele não só traz consolo, como Ele é a própria paz. Ele não só guia os cansados pela vida, como Ele é a própria vida. Quantas vezes nos sentimos fracos e sem forças para prosseguirmos e Ele se revela como o Deus Forte, que na pessoa de Jesus, revestido da fragilidade humana, entendeu e compreendeu todos os nossos limites, sofreu as nossas dores e viveu cada limite das emoções humanas.

Quantos de nós, ao longo deste ano, não perderam um ente querido, aqui ou no Brasil. Recebemos aquele triste telefonema, cujo conteúdo era para nos avisar que alguém amado por nós nos deixou. Para nós que vivenciamos esta tristeza, Ele é o Pai da Eternidade, o Alfa e o Ômega. Ele não foi criado, Ele criou todas as coisas juntamente com o Pai, e Ele é co-igual, co-eterno, Ele sempre existiu com o Pai. Isto significa que tudo aqui fica e passa, mas o Jesus do Natal permanece para sempre.

Temos os nossos planos a curto, médio e longo prazo, mas somente Ele pode nos dar planos para a eternidade. Quantas guerras interiores nós vivemos, quantos conflitos familiares, aqui, Ele é o príncipe da paz, não é uma paz passageira.

Deixa eu contar uma história: “Em dezembro de 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, os soldados da Grã-Bretanha e da Alemanha saíram das suas trincheiras e juntos comemoraram o Natal, tiveram um bom tempo de comunhão, mas um soldado britânico disse a um soldado alemão: “Hoje nós temos paz, amanhã você lutará pelo seu país e eu pelo meu”. A paz que Jesus promove não é para um dia ou uma noite, mas para uma eternidade. Foi Ele quem selou a paz entre Deus e o homem e esta paz que temos, não se dá pela ausência de problemas, mas pela certeza de que temos Jesus conosco, por isso, é perfeitamente possível passarmos por adversidades e sermos, ao mesmo tempo, alegres e felizes.

Este Jesus do Natal promove o triunfo da glória sobre a aflição, da luz sobre as trevas, da alegria sobre a tristeza, da libertação sobre a opressão. Que possamos nesta data tão importante, lembrar que o nascimento de Jesus foi para promover o bem-estar entre os homens, entre todos os familiares.

Que esta breve reflexão possa te levar a pensar sobre o verdadeiro sentido do Natal. “Paz na terra e aos homens de boa vontade”; vontade é uma disposição de espírito que nos motiva a agir de uma determinada forma. Paz na terra, o Jesus do Natal promove, mas boa vontade precisa existir em nossos corações.



Pastor Marcos Muniz
Igreja Assembléia de Deus Restaurando Vidas em Atlanta

Last Updated on Friday, 14 December 2018 13:15
 
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