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Entretenimento | Amor, encontros e reencontros são os ingredientes de “A Fórmula”
Wednesday, 12 July 2017 00:00

O que você faria se tivesse uma segunda chance para reconquistar o amor da sua vida? Este desejo, tão comum a muitos, vira realidade em “A Fórmula”. A comédia romântica escrita por Mauro Wilson e Marcelo Saback, com direção de Flávia Lacerda e de Patrícia Pedrosa, estreou no canal internacional da Globo no dia 6 de julho nas Américas, 7 no Japão e Austrália, e 13 na Europa e África.

Ter uma nova oportunidade, recuperar o tempo perdido e recomeçar. Assim será a história de amor de Angélica (Luísa Arraes / Drica Moraes) e Ricardo (Klebber Toledo / Fabio Assunção), ex-namorados que se conheceram na época da faculdade e planejaram uma vida juntos. Contudo, uma reviravolta do destino separa os dois. O mesmo destino os une novamente, anos depois, em um reencontro em que os dilemas do passado e do presente se misturam, literalmente, de novas formas. “Uma atípica comédia romântica, recheada de humor e lirismo. Uma história de amor que atravessa o tempo”, afirma Marcelo Saback. “É uma série ágil, transgressora, provocativa e abusada. Com o amor como fio condutor e um ingrediente mágico”, conta Mauro Wilson.

Flávia Lacerda também fala sobre a provocação que a série gera sobre o tempo: “Acho que o público pode esperar uma reflexão bem humorada sobre a questão do passar dos anos.” E Patrícia conclui: “É muito instigante e desafiadora a possibilidade de contar a história de um par romântico enquadrada numa estrutura triângulo amorosa.”


Angélica (Drica Moraes) e Afrodite (Luísa Arraes). Foto: Globo/ Paulo Belote.

ENTREVISTA COM AS DIRETORAS FLÁVIA LACERDA E PATRÍCIA PEDROSA


O que você acha que diferencia “A Fórmula” de uma comédia romântica tradicional?


Flavia Lacerda (FL) – Esta é uma comédia romântica bem fantasiosa, com uma personagem que consegue rejuvenescer e tenta viver novamente um relacionamento que não deu certo. Mostra um triângulo amoroso inusitado entre um homem e duas versões da mesma mulher. Mas, apesar da magia que envolve a transformação de Angélica (Drica Moraes) em Afrodite (Luísa Arraes), é uma história de amor com dilemas muito reais.

Patrícia Pedrosa (PP) – É muito instigante e desafiadora a possibilidade de contar a história de um par romântico enquadrada numa estrutura de triângulo amoroso. Além de original, essa inovação traz dinamismo à narrativa, rompendo com o formato tradicional com que estamos acostumados. Tudo isso com leveza, humor e, acima de tudo, muito romance.


A série é uma comédia romântica, mas com um quê de magia, por conta da transformação de Angélica em Afrodite. Como isso será mostrado na obra?


FL – Pensamos em como poderíamos trazer essa magia da forma mais sedutora, tanto para o público quanto para os atores. Por isso percebemos que, além dos efeitos especiais, muitas vezes nossas transformações são puramente truques de câmera, em que os personagens fluem de uma para outra de maneira natural. Tive o empenho de toda a equipe e, mais ainda, do elenco, nas marcas exatas, já que gravamos muitas dessas cenas em planos-sequências. Um verdadeiro trabalho de equipe do início ao fim.

PP – Como há várias transformações dentro do mesmo episódio, o público poderá ver essa transformação de duas maneiras: com os efeitos especiais e também através do jogo de cena das atrizes, quase que um teatro ao vivo, com uma entrando e outra saindo de cena. Criamos maneiras diferentes de contar essa história, sem precisar apenas do recurso da computação gráfica. E isso resultou em um material muito rico e imprimiu um dinamismo nas cenas.


Qual o desafio de dirigir uma série com duas atrizes interpretando a mesma pessoa, mesmo que com personalidades que se descobrem distintas?


FL – Foi muito rico e incrível ver o processo das duas. Fizeram uma preparação intensa, que começou há alguns meses e seguiu até o último dia de gravação. Uma se doando para a outra durante todo o processo. No começo, estavam se descobrindo, e no final, várias vezes no set, quando estavam vestidas iguais, a gente se confundia mesmo. Elas realmente conseguiram uma simbiose incrível.

PP – O preparador Eduardo Milewicz desenvolveu um trabalho muito bacana com as duas atrizes. Drica e Luísa nos surpreenderam muito. Isso é fruto do trabalho diário das duas, de se achar nas pequenas sutilizas, no olhar, no toque. Elas se observaram o tempo todo. Enquanto uma estava em cena, gravando, a outra observava e acompanhava nos bastidores. É incrível ver, após o trabalho concluído, como elas ficaram parecidas.


O que o público pode esperar de “A Fórmula”?


FL – Acho que uma grande provocação que a série gera é sobre o tempo. O público pode esperar uma reflexão bem-humorada sobre a questão do passar dos anos. Sobre a necessidade de aceitarmos isso e como viver da melhor forma possível. Tudo com uma história de amor engraçada e inusitada.

PP – Acho que o grande diferencial é que se trata de uma história com par romântico, mas em um formato de triângulo amoroso. Acho que isso é uma grande novidade para a TV. O público pode esperar muitas risadas, uma história divertida, alegre e emocionante com muito amor e humor ao mesmo tempo.


Ricardo (Klebber Toledo) e Angélica (Luísa Arraes). Foto: Globo/ Estevam Avellar.

ENTREVISTA COM OS AUTORES MARCELO SABACK E MAURO WILSON 


Que história “A Fórmula” pretende contar? 


Marcelo Saback (MS) – É uma atípica comédia romântica, recheada de humor e lirismo. O público vai poder mergulhar em uma história de amor que atravessa o tempo, além de se identificar com um inquietante questionamento humano que nos acompanha desde sempre: a busca pela eterna juventude. 

Mauro Wilson (MW) – É uma série sobre amor e segundas chances. Com uma narrativa ágil, transgressora, provocativa e abusada. Com diálogos afiados, interpretações incríveis e uma direção maravilhosa. Tudo isso com o amor como fio condutor e um ingrediente mágico. 


Falem um pouco da construção deste “par romântico” tão diferente e inusitado. 


MS – O grande charme da série é o triângulo amoroso atípico. A verdade é que Angélica (Drica Moraes), ao virar Afrodite (Luísa Arraes), acaba descobrindo outra mulher dentro dela mesma. Cria uma segunda identidade e acaba virando vítima do seu próprio plano. É uma dualidade de sentimentos constante entre eles. E tem o lado do Ricardo (Fábio Assunção), que acaba se apaixonando pelas duas. Mas será que ele está traindo a mulher, sendo que no fundo são a mesma pessoa? Essa brincadeira, que deixa todos enlouquecidos, é o grande barato de “A Fórmula”.

MW – Essa é a grande brincadeira da série, que parece uma comédia romântica tradicional, mas traz esse triângulo amoroso inusitado entre um homem e duas versões da mesma mulher. O reencontro é cheio de mágoas e desavenças, e ambos tentam definir questões que não foram resolvidas no passado. Mas a graça é acompanhar esses dilemas. Angélica (Drica Moraes) acaba criando sua própria rival e não consegue descobrir qual delas é mais feliz. E Ricardo (Fábio Assunção), sem saber de nada, fica divido entre duas mulheres. Mas é interessante ver que ele não se sente confortável nesta situação e também fica confuso ao perceber que ama as duas.


Como falar sobre envelhecimento e busca pela eterna juventude de forma leve e bem humorada?


MS – “A Fórmula” é uma grande história de amor, que tem como premissa a possibilidade de se ter uma segunda chance. E, dentro desse universo, brincamos com essa questão de voltar no tempo, mesmo que momentaneamente. Imagina se pudéssemos ficar mais jovens na aparência, mas com a cabeça que temos agora? Acho que todo mundo já pensou nisso, em algum momento da vida. Mas mostramos também as diferenças e características do amor jovem e do amor maduro. E os prós e contras de ambas as fases. ​Será que o jovem é, necessariamente, o mais feliz? 

MW – O que a princípio pode parecer uma comédia romântica tradicional tem, na verdade, várias camadas e diferentes possibilidades de se olhar a mesma história. Falamos sobre a ditadura da juventude, mas usando essa fantasia de poder voltar no tempo e resolver questões que deixamos em aberto. Tudo isso contado por um triângulo amoroso inusitado e com muito humor. Isso dá leveza ao assunto.


O que público pode esperar ao assistir à série? 


MS – Acho que a série fala muito sobre nossos anseios e da possibilidade de se ter uma segunda chance, tanto​ física quanto emocionalmente. Sobre os anseios, vontades e de como seria se amor pudesse atravessar tantos anos com o mesmo sabor. ​ 

MW – Acho que as pessoas terão a chance de se divertirem e se questionarem como eu quando vi o produto pronto. Porque, quando um autor fica muito mergulhado no mundo das palavras, enquanto escreve, não tem muita ideia de como será o resultado final. E quando vi as cenas fiquei maravilhado. Ficou muito melhor do que imaginei. E me diverti muito.


Por Rede Globo Comunicações

Last Updated on Wednesday, 12 July 2017 18:15
 
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