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Homenagem | Mães: Um amor tão seu!
Monday, 18 May 2015 00:00


São elas a melhor tradução do amor incondicional. Menestréis na arte de amar, essas sábias mulheres resgatam a caridade na sua doce essência. Conhecidas também como “mamãe”, “mainha”, “mamãezinha”, “minha mãe”, “mãezinha”.... todas são rainhas.

Virtuosas na sua essência, amam com extravagância os filhos seus. Com maestria amparam, ensinam, disciplinam, abraçam, acalmam, curam, criam, abençoam... e são os seus braços o melhor abrigo onde a alma se aquieta e onde se escuta um canto de Deus. Santas, divertidas, inexatas, divinas, bem-aventuradas, desmedidas, genitoras de tantas vidas, que se multipliquem os seus dias, mulheres divinas!

Sempre presentes, passam por cima da vaidade e do orgulho, algumas vezes protelando seus sonhos, como se seus corações morassem fora dos corpos, pendurados no céu. Ousando desafios jamais sonhados, se reinventam em tantas gentes e em tantos papéis... Ouvem o silêncio, advinham pensamentos, adiam emoções... desprendidas, amam mais que qualquer outra criatura, nos ensinando o que mais queremos ser.

Cheias de graça, nos olhos, lágrimas, preparam suas crias para o mundo, sem saber do futuro.... seus meninos querem colo, fazem planos, seguem rumos. Nelas não há mágoa, nem lugar pra depois, apesar da saudade tão doída e veloz, dão seguimento a vida, seguindo a multidão.

Dos absurdos que a vida traria, algumas experimentaram o mal da solidão. Sem dó, sem parecer, sem avisos sobre o seu destino, no pranto, tiveram que seguir, levando pra longe o lamento, trazendo um sorriso e a força para viverem. E não pensem que é fácil seguir sem vocês, filhos seus.

Outro dia, num gole amargo, ouviu-se um grito que nunca adormeceu. − Meu amorzinho, onde está você? Perdida? Sozinha? Por que não te encontrei? Já é hora de deitar. Onde você está? Que faço agora pra dormir? Me liga, avisa, diga se você vem! − Era a despedida. Um coração quase parou... De tanta dor, de frio... Quem viu, também chorou...

Não esqueçamos de nossas meninas, nas nossas preces, nas nossas idas e vindas, nas alegrias e agonias, em algum momento, celebre-as, visite-as! Algumas disfarçadas de tias, outras de madrinhas, nos seus gestos, todas são mãezinhas... Não deixem o tempo passar em vão! À todas as essas heroínas, filhas de outras tantas filhas, de uma fé jamais corrompida, nossa eterna gratidão! De tantas noites mal dormidas, vencidas pelo cansaço e pela correria, assinam o amor de Deus com suas mãos.







Fernanda Noronha
Cantora e compositora
fernandanoronha.com.br



Ensaio fotográfico de Tais Daher Pereira Aquino
por Alcides Notaro.

Last Updated on Monday, 18 May 2015 18:10
 


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