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Crônica | 2014, um dos anos mais incríveis da história
Monday, 19 January 2015 00:00


Quando a gente fala que o tempo voa, não está falando bobagem. O tempo tem mudado de modelo de avião a cada ano. Começou com um 14-Bis e agora o tempo já pilota um hipersônico Falcon HTV-2. O ano de 2014 foi um ano cheio de ação, nos melhores moldes de Hollywood. As coisas mais inconcebíveis aconteceram no ano passado; quer ver?

Quem diria que os Estados Unidos reatariam as relações com Cuba? E que o Papa Francisco atuou como um excelente diplomata para aproximar esses países? Aliás, outros dois papas foram destaque em 2014: João Paulo ll e João XXlll foram consagrados santos pela Igreja Católica.

Quem diria que o Brasil iria dar um vexame cinematográfico perdendo por 7 a 1 da Alemanha dentro de casa, depois de termos gastado bilhões de dólares para ser o país sede?

Quem diria que Michael Schumacher, que escapou ileso de um carro de Fórmula 1, iria quase perder a vida batendo a cabeça numa pedra ao esquiar na Suíça?

Quem diria que depois de tantos protestos e escândalos do Mensalão, o PT elegeria a Dilma?

Quem diria que um Boeing da Malasia Airlines desapareceria sem deixar pistas?

Quem diria que a nossa fortíssima Petrobrás estaria nas manchetes do mundo todo por mais um esquema de corrupção do Brasil?

Quem diria que a maconha, logo depois do casamento gay, seria legalizada pelo presidente José Mujica do Uruguai? Ele anda de Fusca, mas é bem moderninho, concorda?

Quem diria que o julgamento do “mensalão”, um esquema de atuação política fraudulenta, chegaria ao fim, apesar de continuar dando o que falar.

Quem diria que um latino e um negro levariam o Oscar? O diretor de “Gravidade”, Alfonso Cuarón e o filme de Steve Mcqueen, “12 anos de escravidão”, levaram as estatuetas.

Quem diria que tanta gente talentosa iria ser promovida e se mudar pro outro mundo? Robin Williams, que fez a gente morrer de rir, fez a gente quase morrer de tristeza. José Wilker, que ninguém imaginava. Roberto Gomez Bolaños, o Chaves... ninguém contava com tamanha astúcia. O escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna deixou a Academia Brasileira de Letras sem palavras. Outro escritor que nos deixou foi Gabriel García Marquez, o colombiano que foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Tudo passa! Até o Nelson Ned passou...

E nem ela previu: Mãe Diná, a vidente se mudou para o mundo dos astros. O Jair Rodrigues deixou o Brasil em luto; ele morreu sem saber que era tão querido. Paulo Goulart foi mais um talento brasileiro que cumpriu muito bem o seu papel.

A lista é extensa e eu não quero que você, meu amigo leitor, fique triste. Mesmo porque a economia americana se recuperou. Com a sua ajuda, tivemos o melhor PIB em 11 anos. Quem apostou no Obama se deu bem. E quem não apostou não pode reclamar da maré.

E os nossos cientistas descobriram a vacina contra o vírus Ebola; testada e aprovada em humanos, em Uganda. E mais: cientistas americanos da Universidade de Stanford chegaram mais perto de descobrir a causa e a cura para o Alzheimer: a equipe descobriu que é preciso bloquear uma proteína, batizada de EP2.

Choveu em São Paulo, depois dos níveis das represas chegarem ao limite mais baixo.

Schumacher saiu do coma e segue com esperanças de continuar vivendo e de poder desfrutar de tantas outras vitórias.

E não faltaram histórias pra deixar a vovó de queixo caído. A mulherada pôs a leitura em dia e os seios de fora durante um encontro em Nova York; os marmanjos nunca ficaram tão impressionados com tanto peito e apetite por parte delas para encarar um livro num dia de sol. A britânica Barbarella Buchner, de 48 anos, se tornou bígama de dois gatos. E pior que a bigamia foi ter se casado com seus animais felinos.

Outra pra derrubar a vovó da cadeira: a jornalista Leilane Neubarth ganhou até prêmio de vergonha alheia da frase mais infeliz do ano pelo Portal Poços 10, de Minas Gerais. A apresentadora da Globonews referiu-se a ex-gerente da Petrobrás, Venina Velosa da Fonseca, no dia 21 de dezembro, como “uma brasileira digna... que nos enche de orgulho”. Em seguida, a ironia: foi noticiado que a ex-gerente fechara sem licitação, à frente da petrolífera, contratos que somaram R$7,8 milhões com a empresa de seu ex-marido. É pra rir ou é pra chorar depois dessa?

Depois de tantas emoções, vamos aguardar que neste ano de 2015 as notícias sejam engraçadas e cheias de esperança para este mundo que não para de nos surpreender. Que a tia solteira encontre o seu amor verdadeiro e se case com seu príncipe; que os cegos voltem a enxergar; que a criança abandonada encontre um lar; e que você, caro leitor, tenha um ano novo daqueles, com direito a muita felicidade, saúde e amor pra dar.



Wilson Versolado
Jornalista
Fotos: Divulgação

Last Updated on Monday, 19 January 2015 15:50
 


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