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Saúde | ANSIEDADE
Wednesday, 12 June 2019 00:00


Falar sobre ansiedade parece uma tarefa fácil, já que pode é uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa e a qualquer momento, mesmo porque muitas vezes é vista como uma emoção normal e até saudável. No entanto, quando uma pessoa sente níveis desproporcionais de ansiedade frequentemente, esse estado emocional pode se tornar um distúrbio médico e ser considerado uma das mais complexas doenças da atualidade.


VAMOS COMEÇAR DO PRINCÍPIO


Vamos pensar nos homens das cavernas. Imaginemos a condição em que eles viviam, a aproximação dos predadores e dos perigos que corriam ao simplesmente saírem da área onde se sentiam protegidos. Só esse fato desencadearia alarmes no corpo todo, tornando-os atentos ao que deveriam fazer imediatamente. Esses alarmes que poderiam ser a diferença entre continuarem vivos ou morrerem, se mostravam perceptíveis na forma em que podiam ser percebidos tais como um batimento cardíaco elevado, sudorese, aumento da sensibilidade ao ambiente, aumentando consideravelmente a capacidade de percepção e avaliação da situação.

Todo perigo causa, no ser humano, uma descarga de adrenalina, um hormônio que alerta o cérebro, desencadeado este, por sua vez, essas reações “ansiosas” em um processo chamado de “luta ou fuga”. Isso prepara a pessoa para um confronto físico ou para fugir de quaisquer ameaças em potencial.

Atualmente não vivemos as mesmas condições que os homens primitivos viveram, mas nos encontramos também nessa situação de “fuga ou luta”, causada não por feras gigantescas de pele, músculos e ossos, mas por outros tipos de “feras”, estas que muitas vezes se mostram tão grandes ou maiores como: trabalho, dinheiro, vida familiar, saúde, casamento, vida sexual, vida religiosa, doenças e outras questões cruciais que exigem a atenção de uma pessoa, que sem necessariamente correr o risco de morte imediata, também exige a reação de “lutar ou fugir”.

O sentimento ansioso diante de um evento importante da vida ou durante uma situação difícil em que não se sabe o que fazer, é um eco natural da reação original de “luta ou fuga”. Por várias razões que não serão discutidas agora, a pessoa pode sentir que essas lutas contra inimigos não físicos podem ser essenciais para a sobrevivência.

É bastante comum, e considerada normal, uma forma de ansiedade a curto prazo que desaparece após uma situação estressante ou traumática como um exame, um pós-acidente ou depois da perda de um parente ou amigo. Quando um indivíduo enfrenta situações prejudiciais ou preocupantes, os sentimentos de ansiedade não são apenas normais, mas também necessários para a sobrevivência. Porém há pessoas em que a ansiedade aparece sem motivo aparente e/ou, mesmo tendo uma causa, ela persiste por um tempo maior que o necessário para processar a situação, trazendo consequências desagradáveis e às vezes incapacitantes, tanto para a pessoa como para a família a longo prazo, afetando seriamente a vida cotidiana de todos.

Ao contrário de muitos outros problemas de saúde, não há uma causa única para a ansiedade. Ela é complexa, única para cada pessoa e, na maioria das vezes, imperceptível para os outros. Os distúrbios de ansiedade podem alterar a forma como uma pessoa processa suas emoções e como se comporta, causando até sintomas físicos. A ansiedade é também causadora de muitos outros sintomas como doenças mentais, levando pessoas que têm, por exemplo, nervosismo, medo, apreensão e preocupação excessivas confundirem esses distúrbios com simples sintoma emocional, e se tratam como se assim fosse.

Doenças relacionadas à ansiedade estão em ascensão. Todos os dias consultórios médicos, clínicas de terapias alternativas e até mesmo igrejas, ficam lotados de pessoas de todas as idades, crenças, etnias e orientações sexuais, que relatam ter algum tipo de sintoma ou problema que eles chamam de ansiedade.


MAS AFINAL, O QUE É ANSIEDADE?


Segundo a definição médica americana, a ansiedade é “uma emoção caracterizada por sentimentos de tensão, pensamentos preocupantes e mudanças físicas, como aumento da pressão arterial”. Sabendo disto e entendendo que a ansiedade pode causar sofrimento, ela nem sempre é uma condição médica, mas sempre vai requerer ajuda para uma abordagem adequada.

Há, portanto, que se estar atento ao fato que existe uma diferença importante entre os sentimentos normais de ansiedade e um transtorno de ansiedade, que muitas vezes requer atenção médica, psicológica ou psiquiátrica, para ajudar a pessoa a reconhecer e identificar as diferenças e discutir possíveis tratamentos.

De forma clara e sucinta seguem alguns “tipos de ansiedade”. Caso você se identifique com algum deles, é importante que procure ajuda:


• Transtorno de ansiedade generalizada: é um distúrbio crônico (demorado) que envolve ansiedade excessiva e duradoura e preocupações com eventos, objetos e situações da vida, não específicos as vezes sem importância alguma. Neste quadro, há uma grande manifestação de sintomas físicos que na maioria das vezes não se justificam.
• Transtorno do pânico: ataques breves ou repentinos de intenso terror e apreensão com sensação de morte iminente. Geralmente são rápidos mais em casos graves podem durar horas.
• Fobias: este é um medo irracional e ilógico juntamente com a necessidade de evitar um determinado objeto, ser ou situação. Mesmo que a pessoa saiba que o medo não se justifica ela não consegue vencê-lo.
• Mutismo seletivo: esta é uma forma de ansiedade muito comum em crianças. No entanto adultos também sofrem e experimentam, ficando incapazes de falar certos contextos ou em determinados lugares.
• Transtorno de ansiedade social: é um medo do julgamento negativo dos outros em situações sociais ou de constrangimento público.


Em relação ao tratamento, quero deixar bem claro que é necessário procurar ajuda competente. É maravilhoso ter amigos, que podem ajudar muito em uma abordagem sobre ansiedade, mas sempre assistido por profissionais competentes que podem orientar, dar dicas, ensinar e ajudar você a vencer os limites impostos pela ansiedade. Como orientação profissional, digo que procure primeiro ajuda e não medicamentos. Busque alguns recursos alternativos, vitaminas e suplementos alimentares. E se nada disto fizer realmente diferença, aí assim é hora de tomar alguma medicação.


AINDA COMO RECURSOS SUGIRO ALGUMAS DICAS:


Gerenciamento de estresse - Tente ter mais controle sobre as coisas relativas ao futuro. Se organize. Compile listas para tornar tarefas assustadoras mais fáceis e, sempre que possível, tire uma folga para relaxar.
Aprenda técnicas de relaxamento - Atividades simples podem ajudar a aliviar os sinais mentais e físicos da ansiedade.
Substitua pensamentos negativos por positivos - Faça uma lista dos pensamentos negativos que podem estar circulando como resultado da ansiedade e anote outra lista ao lado, contendo pensamentos positivos e críveis para substituí-los.
Rede de suporte - Converse com pessoas conhecidas que dão apoio, como um membro da família ou um amigo.
Pratique exercício - A atividade física pode melhorar a autoestima e liberar substâncias químicas no cérebro que desencadeiam sentimentos positivos.


Para terminar este artigo, aqui vai uma sugestão pessoal: tenha um estilo de vida ativo, uma dieta equilibrada e ame sempre. Esteja perto de pessoas que te amam. Evite pessoas que considera como toxicas para você. Tente colocar diante de seus olhos coisas bonitas. Passeie, veja belas paisagens. E sempre que puder e mesmo quando não puder, também sorria.



Dr. Wesley Bandeira
Fundador e criador da terapia CTERT
Core Transformation Emotional Relieve Therapy
Terapeuta na Art Of Healing Atlanta-Clinic

Last Updated on Wednesday, 12 June 2019 15:03
 
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