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Ciência e Tecnologia


Tecnologia | Mudança de Planos - Próxima parada: Lua
Monday, 20 April 2015 00:00


Julio Verne, famoso escritor nascido em 1828, já deve ter visto em sua mente visionária um futuro cheio aventuras a outros mundos quando escreveu em 1865 o livro de ficção Da Terra à Lua. E bem mais tarde, todos nós, quando crianças, assistíamos a desenhos e filmes de ficção científica em que haviam marcianos, naves, viagens a outros mundos, enfim, exploração humana a outros planetas. Tudo começou com os contos, livros e filmes de Hollywood. A ideia foi ganhando corpo e chegamos à lua com a Apollo 11, a quinta missão tripulada do Programa Apollo, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou que: “Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança”.

De lá pra cá, planos têm sido desenvolvidos para ir mais além. Na edição passada, nós divulgamos um programa de migração de humanos a Marte e sugerimos que a Lua talvez fosse vista com mais carinho pelos nossos engenheiros espaciais.

E olhem só, parece que eles nos ouviram, e Marte não será mais o alvo principal de um segundo lar para nós terráqueos. A NASA vinha investindo em estudos e projetos para desenvolver bases em Marte, mas agora os planos são menos ambiciosos. A Lua, o nosso tão idolatrado satélite, será nossa primeira base fora da Terra. Estaremos construindo uma base de lançamento, laboratórios e moradias lá.

Em 2010, os Estados Unidos declararam que não havia interesse em povoar a Lua, segundo discurso de Barack Obama. Mas cinco anos depois, William Gerstenmaier, chefe do grupo de exploração humana da NASA, engenheiro respeitado que tem supervisionado programa de voos espaciais tripulados da NASA desde 2005, declarou que a Lua pode ajudar muito na missão direta de 900 dias para Marte. Gerstenmaier acredita que grandes quantidades de gelo nos pólos lunares fornecerão um importante reservatório de oxigênio e hidrogênio combustível para a propulsão de foguetes e naves espaciais.

Portanto, a Lua seria uma espécie de escala da Terra para Marte. Isso parece ser o mais sensato, pois a ela é bem mais perto que o “planeta vermelho” e será um embrião importante na implantação de exploração humana fora do nosso planeta.

A superfície da Lua seria um ótimo teste para os rovers, módulos habitacionais e outras tecnologias, antes de enviar astronautas para o espaço distante, sem a garantia de retorno. E isso também abre campo para uma nova indústria e mais desenvolvimento de pesquisas e criação de novos empregos.

Imagine ver a Lua toda iluminada e talvez com outdoors de propaganda. Poder presenciar o lançamento de foguetes... Eu já comprei um monóculo que aumenta o satélite em 30 vezes. Acho que vou curtir bastante a Lua nessa nova fase daqui da Terra. E prepare-se pra conhecer quem sabe uma Disney Lunar... As possibilidades são infinitas e você já pode viajar pra onde quiser, pelo menos através da sua imaginação.



Wilson Versolado
Jornalista

 
Ciência | Seria o Sol o responsável pelo apocalipse na Terra?
Wednesday, 20 August 2014 00:00

Se você fica desesperado com as notícias e previsões do fim do mundo, convido você a ler essa matéria e parar de se preocupar ou dar ouvidos a quem afirma ter o calendário de Deus em mãos.

Muito se falou sobre o perigo das manchas do sol. Essas manchas denotam temperaturas mais baixas e de menor pressão de massas gasosas em seu interior, podendo provocar erupções e tempestades solares. Essas tempestades produzem grande intensidade de radiação solar, causando explosões violentas de plasma em direção ao espaço. Se de fato esse fenômeno ocorresse, poderíamos ter sérios problemas no nosso planeta. Sistemas de telefonia celular ou transmissões via satélite. Os acidentes aéreos e de tráfego causados por falhas nas rotas, nos semáforos de trânsito.

Sistemas de eletricidade sofreriam um apagão, deixando casas, indústrias, refinarias, fábricas, escolas e hospitais sem energia. Os elevadores, os sistemas de ar condicionado, refrigeradores, computadores e tudo que é elétrico deixariam a humanidade sem comunicação e transporte. Continentes inteiros poderiam ficar na escuridão por um tempo indeterminado e longo.

Em janeiro de 2013, o Solar Dynamics Observatory da NASA alertou sobre a formação de uma grande mancha, seis vezes maior que a Terra. O Sol apresenta ciclos de atividade a cada 11 anos ou até 14 anos. Acreditava-se até semanas atrás, que esse novo ciclo de tempestades solares teriam picos mais fortes e profundamente prejudiciais para a vida na terra. A indústria cinematográfica de Hollywood apavorou o mundo todo com o filme Knowing, Sinais do Futuro, com o ator Nicholas Cage. O mundo ficou em alerta máximo.

A comunidade científica que estuda o sol tinha convicção plena de que estávamos à beira do apocalipse. Era seguro que o fim do mundo estava bem próximo e as evidências sinalizavam que de uma hora para outra seríamos exterminados. Mas, não é que nosso astro-rei ficou mais calmo e as manchas desapareceram nas fotos tiradas pelo observatório da NASA? Isso deixou os astrônomos e físicos intrigados.

“Como isso poderia acontecer?”, você deve estar se perguntando. “Isso não é assim tão raro”, afirmou o físico solar Tony Phillips, que acrescentou: “Ter um dia sem manchas durante o máximo solar é estranho, mas, por outro lado, este máximo solar pode ser o mais fraco dos últimos 100 anos. Tudo isso indica que os físicos solares, na realidade, não sabem o que está acontecendo com o Sol; simplesmente, não podemos prevê-lo”.

“Estamos estudando o Sol por apenas 50 anos, período que representa apenas um piscar de olhos em relação aos 4,5 milhões de anos que o Sol tem de idade”, ressalta Axel Young, físico solar do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa.

Ora, se gente de tanta credibilidade está dizendo que não sabemos praticamente nada sobre o nosso Sol e que tudo que estudamos foi apenas durante uma piscadinha, é melhor a gente “desencanar” de vez e parar de dar ouvidos a tudo que especula sobre o dia certo do fim do mundo. Na verdade, cá pra nós, nem é bom saber!



Wilson Versolado
Jornalista

 


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