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Business | Vinhos brasileiros nos Estados Unidos. O projeto “Wines of Brasil” reforça promoção de sete vinícolas brasileiras em tour nos Estados Unidos
Tuesday, 16 May 2017 00:00


Neste mês de maio, sete vinícolas brasileiras (Casa Perini, Casa Valduga, Miolo Wine Group, Mioranza, Pizzato Vinhas, Cave Geisse e Vinhos e vinícola Salton) desembarcam na terra do Tio Sam para participar de cinco eventos voltados ao trade, imprensa e críticos. As ações são articuladas pelo projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), pela Embaixada e consulados brasileiros nos EUA e  em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O circuito realizado em uma parceria inédita com a Embaixada e os Consulados brasileiros em quatro cidades: Miami, dia 8; Atlanta, dia 10; Washington, dia 11; e em Nova York, dia 12. Aproximadamente, 20 rótulos foram colocados para degustação do público convidado. 


Wines of Brasil reforça promoção nos Estados Unidos


O país lidera o consumo global de vinhos e figura como segundo maior importador de vinhos brasileiros. Enquanto o consumo em países tradicionais na produção e a venda de vinho têm registrado recuo, a comercialização nos Estados Unidos aumentou 13% nos últimos 10 anos. Em 2015, dados mais recentes da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o país ostentou a liderança no consumo mundial, com 31 milhões de hectolitros. Esses dados justificam a busca dos vinicultores brasileiros por uma fatia desse mercado. No ano passado, os norte-americanos aumentaram em 34,6% o valor das aquisições de vinhos do Brasil, totalizando US$830,7 mil e 280,6 mil litros exportados. Os circuitos foram realizados em restaurantes da rede de churrascarias Fogo de Chão e a prospecção de compradores e formadores de opinião foi realizada pelos setores de promoção comercial dos postos diplomáticos.

“Nos últimos dois anos, estamos consolidando parcerias com novos distribuidores que apostaram no produto brasileiro em suas ações. Assim, estamos obtendo resultados mais efetivos, com crescimento sustentado nas vendas para diferentes estados americanos”, explica o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini. “Essas iniciativas têm o objetivo de mostrar o Brasil como país produtor de vinhos e convidar as pessoas a descobrirem a qualidade e diversidade dos nossos rótulos”, completa.

Bertolini informa que, no ano passado, os Estados Unidos se consolidaram como o segundo principal destino das exportações brasileiras de vinhos. Devida à importância desse mercado, as ações no país devem ser intensificadas nos próximos anos. E uma das apostas dos produtores brasileiros será o espumante. Somado ao fato de o Brasil deter reconhecimento internacional e uma excelente relação de custo x benefício no produto, a taxa de crescimento do consumo dos borbulhantes entre os americanos é duas vezes maior que a dos vinhos tranquilos. No ano passado, apesar de representar 17,3% do valor total das exportações dos rótulos nacionais, os espumantes tiveram um incremento de 54,3% ante o ano anterior. Bertolini explica que o potencial de crescimento e os resultados obtidos estimularam, por exemplo, a Vinícola Salton a instalar um escritório comercial no estado de Maryland. “Este é um movimento que mostra o amadurecimento da indústria vinícola brasileira, buscando a internacionalização como estratégia de ganho de competitividade”, pontua o gerente.


Exportações de vinhos para os Estados Unidos:

  • Em 2016, o valor das exportações de vinhos e espumantes para os Estados Unidos foi de US$830,7 mil, representando um incremento de 34,6% sobre o período anterior;
  • No ano passado, foram comercializados 280.687 litros de produtos brasileiros para o país, 30,9% a mais do que 2015;
  • Os espumantes representaram 17,3% do valor total exportado para os Estados Unidos em 2016. Entretanto, tiveram um desempenho mais expressivo do que os vinhos, com incremento de 54,3% em relação a 2015;
  • O total das exportações brasileiras de vinhos foi de 2,27 milhões de litros, que representaram alta de 43,14% no volume, e de US$ 5,93 milhões, contabilizando alta de 45% no valor.


Na embaixada de Washington e nos consulados de Miami, Atlanta e Nova York, a ação foi focada nos principais comerciantes, distribuidores e formadores de opinião (imprensa e influenciadores) das regiões e funcionará no formato walk around tasting, em que os convidados circulam entre os balcões das empresas degustando e trocando informações diretamente com os vinicultores. A expectativa é de que circulem entre 60 e 100 pessoas em cada evento. Em Nova York, entretanto, mais de 150 pessoas já confirmaram presença, surpreendendo pelo interesse imediato gerado pelo convite. A projeção de negócios para o circuito é atingir cerca de US$250 mil.

No Brooklyn Crush Wine & Artisanal Food Festival, voltado para o consumidor final, os organizadores contaram com um público de aproximadamente mil pessoas. Além de reunir 175 rótulos de diferentes partes do mundo, o evento agrega comida artesanal e apresentações de jazz ao vivo.


Curiosidades do mercado de vinhos nos Estados Unidos:

  • 20 anos consecutivos de crescimento no consumo de vinhos, apesar das variações da economia do país;
  • É o maior mercado mundial na comercialização de vinhos;
  • Em 2015, os consumidores americanos gastaram aproximadamente US$45 bilhões em vinho;
  • Os vinhos espumantes representavam uma fatia de consumo de apenas 5,7% em 2013. Entretanto, desde então, o consumo dessa categoria cresceu duas vezes mais do que o de vinhos tranquilos;
  • Entre 2003 e 2013, o consumo de vinhos espumantes nos Estados Unidos aumentou 51%. A projeção é de que amplie em mais 15% entre 2014 e 2018;
  • 18 milhões de americanos atualmente bebem espumantes ao menos uma vez por semana.


Entrevista com Angélica Giordani Daltoé, do Departamento de Promoção da Wines of Brazil


CB: O vinho brasileiro vem alcançando destaque nos últimos tempos. Existe um diferencial entre as vinícolas brasileiras?

WB: Mais de 2,5 mil medalhas internacionais recebidas na última década, reconhecimento de críticos internacionais, como: Steven Spurrier, Jancis Robinson, Oz Clarke e Erick Jacquin; aumento das exportações, dados slide mercado americano; aumento das exportações para o mercado americano entre os anos de 2015 e 2016 de 34,64%, sendo que os Estados Unidos é o segundo principal destino das exportações brasileiras de vinhos e espumantes.


CB: Qual tipo de vinho brasileiro com maior aceitação nos Estados Unidos e por quê? 

WB: Nosso maior volume de exportação é de vinhos tintos, por uma questão de mercado. Mas o grande destaque e estrela do Brasil são os espumantes, que apresentam excelente qualidade com uma excelente relação custo x benefício. Por isso, vem conquistando o reconhecimento de crítica e de consumidores nos principais mercados internacionais. Tendo em vista que o mercado americano nos últimos dois anos vem aumentando muito a importação de champanhe, cavas e prosecco, o Brasil acredita que há uma excelente oportunidade comercial para os espumantes.


CB: Quais as dificuldades de exportação que o mercado brasileiro de vinho enfrenta?

WB: Concorrência com países tradicionais como França, Chile, Argentina, Austrália e a consolidação da distribuição no mercado americano.


CB: O que ajudaria para facilitar este comércio?

WB: Desenvolver “awareness” dos vinhos e espumantes brasileiros no consumidor americano, além do convencimento dos distribuidores para terem foco na categoria.


CB: Qual foi a sua experiência com o evento de Atlanta?

WB: Tivemos uma grande oportunidade de introduzir os vinhos brasileiros em conjunto com a gastronomia brasileira, e transmitir um pouco da brasilidade por meio de nosso produtos. Obrigado a todos que nos prestigiaram com sua presença no evento de Atlanta!



Da Redação
Fotos: Manoel Oliveira

Last Updated on Tuesday, 16 May 2017 18:34
 
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