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Saúde | Compreendendo o estresse e seu efeito sobre a saúde bucal
Friday, 18 May 2012 00:00

 

Por Dra. Leia Porcaro

 

Nestes tempos de dificuldades econômicas, em que a taxa de desemprego está em um ponto crítico, muitas pessoas se encontram com altos níveis de estresse devido à ansiedade e a problemas financeiros. Não tratado, o estresse pode afetar a mente e o corpo, inclusive a saúde bucal.

O estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa. Ele é dividido em quatro categorias: eustresse, distresse, hipoestresse e hiperestresse.

O eustresse é uma forma de estresse positivo. É um estresse motivador e permite que a pessoa conclua seu projeto ou trabalho. O distresse é um estresse negativo que afeta as pessoas por meio do medo, da frustração e, por vezes, da raiva. O hipostresse ocorre quando alguém não está sob estresse positivo e pode dar origem a mais problemas, produzindo tédio e desespero. E o hiperstresse é o resultado do estresse quando alguém se esforça em demasia para cumprir prazos.

Quando o estresse ocorre, mais pessoas são afetadas por hábitos pouco saudáveis ou negativos que podem influenciar sua saúde bucal, tais como o uso do tabaco e ou álcool. Os fatores de risco destes podem influenciar o desenvolvimento das doenças periodontais.

Um estudo publicado no Journal of Periodontology em 2007 mostrou que o estresse interfere na higiene bucal. 56% dos participantes do estudo afirmaram que o estresse havia afetado sua capacidade de escovar os dentes e usar fio dental. Além disso, o hormônio cortisol, que está presente no estresse, acumula-se em níveis crescentes e pode levar à doença periodontal.

O estresse pode afetar a saúde das pessoas, causando os seguintes problemas bucais:

 

  • Surgimento de aftas. As aftas são pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do sistema imunológico.
  • ATM/Bruxismo. As pessoas sob estresse podem ter problemas que afetam a articulação temporomandibular, assim como o ranger e apertar os dentes durante o dia ou quando dormem.
  • Boca seca. O estresse pode afetar o nível de salivação. Certos medicamentos podem ter influência sobre o fluxo salivar.
  • Gengivite. Vários estudos mostram que o estresse pode afetar a capacidade de a pessoa realizar uma boa higiene bucal.

 

Estes são alguns dos problemas que podem ocorrer quando o estresse está presente. Consulte seu dentista, se estiver passando por qualquer um deles. Tente aliviar o estresse ingerindo uma dieta nutritiva, dormindo o número de horas necessário à noite e exercitando-se para reduzir a ansiedade e a tensão decorrentes do estresse.

 

Dra. Leia Porcaro, DMD
Formada em Odontologia pela Universidade de
Alfenas, MG. Especialista em Dentística Restauradora
(Cosmética) pela Universidade Federal de Alfenas.
Formada em Odontologia pela segunda vez pela Nova
Southeastern University nos Estados Unidos

Last Updated on Friday, 18 May 2012 20:24
 
Saúde | Alergia sazonal
Wednesday, 18 April 2012 00:00



Por Dra. Katia Adams

 

Com o inverno ameno que tivemos no final do ano de 2011, a primavera chegou mais cedo e com ela muitas flores. O grande problema é que com a primavera chegaram também as alergias.

Neste final de março, aqui na Geórgia, tivemos um recorde da quantidade de pólen no ar e isso deixou muita gente doente.

Mas o que é essa alergia?

Alergia é uma reação do corpo a um agente externo e é peculiar de cada indivíduo. Ou seja, dois indivíduos podem ser expostos ao mesmo agente externo e só um deles desenvolver uma reação alérgica. Esta ocorre quando seu corpo secreta substâncias químicas chamadas histamina, que é a causa todos os sintomas da alergia. A alergia que todos estão falando agora é a que chamamos de alergia sazonal ou febre do feno (Hay Fever), que causa sintomas das vias aéreas superiores, a rinite alérgica. Esse tipo de alergia afeta cerca de 20% da população em geral, sendo que até 40% das crianças são afetadas. Pessoas com asma ou eczema ou com histórico familiar de asma possuem uma maior possibilidade de ter rinite alérgica. Essa alergia é causada pelo pólen das árvores, grama e também de vegetação natural rasteira (weeds). Também podem causar rinite alérgica fungos como o mofo que se desenvolve em locais úmidos, escuros e quentes. Os sintomas mais comuns da rinite alérgica são: espirros, tosse, coceira na garganta, olhos e nariz, congestão nasal, sensação de pressão nos ouvidos, dor de cabeça, dor de garganta, lacrimejamento dos olhos e, em alguns casos, urticária (placas elevadas na pele que coçam muito e aparecem e desaparecem sozinhas). O que difere a rinite alérgica do resfriado comum é que a rinite dura semanas e a secreção é mais fluida. O espirro e a coceira no nariz e olhos são mais comuns na rinite do que no resfriado. O indivíduo percebe logo que em certa época do ano ele sempre fica “resfriado” durante semanas. Esse padrão é típico da rinite alérgica. Na primavera os sintomas são piores nos dias quentes e secos. Quando chove, os pólens são levados para o solo e as pessoas podem respirar melhor, o que alivia os sintomas.

Quando você deve procurar o médico?

Quando os sintomas estão interferindo em seu dia a dia, em suas atividades e/ou em seu sono. Seu médico pode lhe receitar corticoides em forma de solução nasal, comprimidos que diminuem a reposta alérgica ou, até mesmo, corticoides em comprimidos ou injetáveis, dependendo da gravidade dos seus sintomas. Os corticoides são medicações que diminuem a resposta inflamatória indesejada, mas devem ser utilizados com critério e apenas sob orientação médica. Caso você sofra muito com esses ataques alérgicos e não responda ao tratamento inicial, você pode ser testado para ver exatamente qual a sua é alergia. Assim, uma vacina pode ser desenvolvida e você recebe uma dose semanalmente. Caso seus sintomas não sejam muito graves, você pode utilizar medicações vendidas sem receitas como anti-histamínicos, porém deve seguir as intruções e não misturá-los com outras. Fique longe das medicações para múltiplos sintomas, várias em um só comprimido, pois você pode acaba tomando medicação em dobro, ou ainda podem existir combinações que interferem em outras medicações, ou ainda causar reações indesejáveis. Lembre-se: se você está tomando algum remédio sob prescrição médica, consulte o seu médico antes de tomar uma medicação vendida sem receita. Além dos anti-histamínicos, há outra forma de aliviar os sintomas, como o uso de solução fisiológica (saline solution) em gotas nasais. Essa solução dilui os fatores irritantes da mucosa nasal, como se lavasse seu nariz por dentro. Outra medicação que pode ser usada por um curto período de tempo são os decongestionantes orais ou em spray nasal. Estes últimos não devem ser usados por mais de três dias, sob o risco de desenvolver dependência e congestão nasal recorrente de difícil tratamento.

Outras recomendações

 

  • Tome banho e lave o cabelo antes de dormir para tirar o pólen que está impregando na sua pele e cabelos.
  • Evite ficar ao ar livre quando estiver ventando ou em dia muito seco.
  • Mantenha as janelas fechadas e use o ar condicionado (não esqueça de trocar os filtros se você tem aparelho central).
  • Quando andar de carro, feche as janelas e ligue o ar condicionado.
  • Se tiver que trabalhar ao ar livre, use máscara sobre o nariz.
  • Quanto menor a exposição, menor a sua chance de desenvolver sintomas alérgicos durante a primavera.



Dra. Katia Adams, MD.


Médica brasileira: Clínica-Geral no Northeast
Georgia Physicians Group- Dawsonville.

Last Updated on Wednesday, 18 April 2012 20:18
 
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