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Depressão é um conjunto de sintomas que ocorrem diariamente, duram todo o dia por duas semanas ou mais. Afeta pessoas de qualquer idade, inclusive crianças, e é mais comum em mulheres.
Existe uma forma de depressão que ocorre de acordo com a estação do ano, chamada de sazonal. Aqui, nos EUA, é conhecida pela abreviação SAD (seasonal affective disorder), sendo a mais comum a que ocorre no inverno (winter blues). Os sintomas nesse caso começam a surgir no final do outono e melhoram na primavera. Entretanto, também existe uma forma que ocorre no verão.
Existe também uma condição especial que ocorre logo após o parto. Essa forma dura apenas dez dias e é chamada de “baby blues”. Ocorre devido à adaptação da nova mãe à nova condição com o bebê, com as novas responsabilidades, sentindo-se sobrecarregada, com falta de apetite e concentração. Mas caso esses sintomas não resolvam em dez dias, trata-se de uma depressão pós-parto, que precisa ser tratada por um profissional de saúde para evitar consequências maiores para a mãe e para o recém-nascido.
Os sintomas da depressão podem ser emocionais ou físicos. São diferentes de uma pessoa para outra e nem todos precisam estar presente para o diagnóstico, porém existem critérios que são seguidos.
Os sintomas incluem choro sem motivo, sentimentos de culpa e baixa autoestima, irritação fácil, tristeza, falta de esperança, perda de intersse em coisas que costumava fazer e gostar, e finalmente, pensamentos de morte e suicídio.
É importante salientar que a pessoa com depressão não controla suas emoções, não por culpa dela. Assim, se você tem depressão não se sinta culpado, procure ajuda.
Os sintomas físicos incluem mudanças no apetite, para mais ou para menos, problemas com concentração, dores no corpo que não respondem a tratamento algum, fadiga, insônia ou aumento do sono, falta de vontade de levantar da cama pela manhã. Esses sintomas são diferentes entre crianças, adolescentes e idosos. Em idosos, a perda de apetite é um sintoma comum.
Mas o que causa depressão?
Depressão é uma consequência de um desequilíbrio nos neurotransmissores, isto é, na química cerebral. Esse desequilíbrio poder ser causado por:
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Uma predisposição genética: sabe-se que filhos de pessoas com depressão têm maior chance de desenvolver depressão no curso de suas vidas.
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Causas orgânicas: existem doenças ou condições que favorecem depressão como anemia, doenças de tireoide, diabetes, deficiência de vitaminas, doencas cardíacas e câncer.
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Eventos importantes, às vezes traumáticos, como divórcio, perda de emprego, perda de um ente querido.
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Drogas, álcool e até certos medicamentos: o álcool, em especial, após seu efeito estimulante, tem um efeito depressivo. Também é muito perigoso, pois algumas pessoas o usam como ajuda para dormir, ou esquecer problemas, o que só torna o problema maior e mais difícil de tratar.
O diagnóstico de depressão é clínico. Para isso, o paciente precisa conversar com seu médico, ou outro profissional de saúde. O paciente não deve ter vergonha de contar seus sintomas, como já foi tido, não existe culpa ou culpado.
Alguns exames de laboratório são feitos no intuito de afastar uma causa orgânica, como as citadas anteriormente (diabetes, anemia, deficiência de vitaminas, problemas de tireoide).
É importante salientar que a depressão é tratável. O tratamento melhora a química cerebral e resolve os sintomas proporcionando retorno à vida normal. O tratamento também previne futuras recaídas e, com isso, diminui o risco de suicídio.
O tratamento da depressão compreende um tratamento com medicação e um tratamento psicológico com aconselhamento e psicoterapia. Em casos leves de depressão, às vezes a psicoterapia, sem medicação, melhora dos sintomas.
A hospitalização está reservada para casos graves em que existe risco de suicídio. Da mesma forma, o tratamento com terapia elétrica, o antigo tratamento de choque, que hoje em dia é feito em condições diferentes, com o paciente anestesiado, é feito somente em casos refratários ao tratamento medicamentoso.
O tratamento com medicação geralmente dura seis meses. Esse é o período médio para reequilíbrio da química cerebral. Após esse período, a medicação é diminuida e, então, suspensa. O paciente é monitorado para ver se não há sinas de recaída. Caso isso ocorra, o tratamento é reiniciado, muitas vezes com a mesma medicação que estava tomando antes. Tenta-se novamente suspender a medicação após mais seis meses. Nesse caso, se houver uma recaída, o paciente deve permancer na medicação, da mesma forma que um paciente que tem diabetes ou pressão alta toma remédio para o resto da vida para viver bem.
Hoje em dia, existem vários medicamentos que são seguros e com efeitos colaterais leves (enjoo, dor de cabeça, cansaço). Cada pessoa responde de uma forma diferente à medicação. Cada pessoa tem uma característica própria, um sintoma predominante que guiará à escolha do tipo de medicação a ser usada e que pode ser diferente daquela que o amigo ou o tio tomou e melhorou.
É importante lembrar que os efeitos colaterais das medicações são passageiros, geralmente três a quatro dias. O paciente não deve desistir do tratamento sem antes falar com seu médico, ou outro profissional de saúde que o está tratando. Nunca pare uma medicação de forma abrupta sem falar antes com seu médico.
No caso da depressão sazonal existe também o tratamento com luz. Porém, a cama de bronzeamento não está indicada para o tratamento da depressão.
Algumas dicas para lidar
com depressão
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Evite se isolar, tente rodear-se de pessoas amigas que colocam você para cima;
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Não queira fazer tudo, você não é super-homem ou super-mulher;
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Não se sinta culpado pela depressão;
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Procure fazer coisas que lhe sejam prazerosas;
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Evite tomar decisões importantes quando deprimido;
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Evite álcool e drogas; elas só pioram a sua condição;
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Exercite-se. O exercício produz endorfinas, que são substâncias que agem no cérebro e dão sensação de bem estar;
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Coma uma dieta balanceada e nutritiva;
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Durma bem;
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No inverno, acenda luzes da casa; acenda a lareira;
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Ligue para seu médico, ou seu profissional de saúde, se tiver pensamentos sobre suicídio;
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Tenha paciência e não desista!

Dra. Katia Adams, MD.
Médica brasileira: Clínica-Geral no Northeast Georgia Physicians Group - Dawsonville.
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