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Saúde | Depressão não é “frescura”
Tuesday, 17 January 2017 00:00


Algumas pessoas acreditam que para não ter depressão, basta sorrir. Mas não é bem assim. Pois bem, vamos falar sobre depressão?

A depressão é um transtorno do humor que afeta uma parcela significativa da população. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), globalmente, cerca de 350 milhões (5%) de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno. Enquanto que 1,8% dos homens são afetados, nas mulheres esse número acontece quase duas vezes mais, sendo 3,2%, especialmente na fase de maturação sexual, TMP, menopausa e depressão pós-parto. Isso acontece devido à flutuação hormonal. Mas os hormônios não são os únicos responsáveis. É comum, a depressão estar associada a sintomas como ansiedade, distúrbios do sono (insônia ou sono em excesso), distúrbio do apetite, sentimentos de culpa, menos valia ou baixa autoestima e falta de concentração.

Dentre os tipos de depressão, existem a endógena e a exógena. A depressão endógena tem uma causa fundamentalmente biológica e não existe relação entre os eventos externos, como os mencionados acima. Essas pessoas tendem a se sentir melhor no período da tarde e sua doença costuma se relacionar com as mudanças de estação, havendo um aumento de sintomas na primavera e outono.

Já a depressão exógena é ligada ao ambiente, e também denomina depressão reativa, pois se produz como reação ou resposta a um evento traumático, como: estresse, circunstâncias adversas, problemas profissionais, familiares, perda, separação, ruptura, tensão ou outros acontecimentos incômodos.

É importante salientar que vivências ruins podem ser responsáveis pela tristeza, mágoa, frustração etc. Depressão, entretanto, é diferente, sendo uma doença com critérios de diagnóstico precisos.


Principais sintomas


Muitas pessoas que sofrem apresentam todos ou alguns dos seguintes sintomas:

  • Perda de interesse, prazer e energia (fadiga).
  • Ideias ou sentimento de culpa e inutilidade, sente que a vida não tem sentido.
  • Apetite reduzido ou ganho de peso corporal com tristezas persistentes.
  • Dificuldade de concentração ou lentidão em ações e pensamentos.
  • Pensamentos suicidas recorrentes.
  • Distúrbios do sono (especialmente no início da manhã), sonolência excessiva e não querer despertar, acompanhado de um sono perturbado.
  • Palpitações do coração, intolerância a sons, reação de sobressalto ou susto.

Vamos refletir

  • Não nascemos com um manual de instrução. Peça ajuda!
  • Traga mais equilíbrio para a sua vida.
  • Curta mais cada momento.
  • Sua cabeça deve estar onde o seu corpo está.
  • Durante o trabalho, pare, respire profundamente e relaxe.
  • Alimente-se de forma saudável e moderada.
  • Perceba os sinais do seu corpo antes de adoecer. Você recebe uma quantidade enorme de avisos de que seu sistema não está aguentando o seu ritmo de vida.
  • A dor e o mal-estar, ao contrário do que se pensa, são nossos aliados, pois nos alertam para ter atenção ao corpo. Cansaço e estresse são sinais para você ficar atento.
  • Caminhar ou correr todos os dias ou pelo menos três vezes por semana.
  • Mantenha um contato com a natureza: vá à praia, campo, cultive uma horta.
  • Se possível, uma vez por semana vá à piscina, pois a água, além de ser um fator antiestresse, melhora o desempenho cardíaco, pulmonar e tem um efeito relaxante.
  • Energia baixa causa depressão. Evite brigas ou discussões desnecessárias.
  • Sempre que possível, tome sol, pela manhã.
  • Durma pelo menos 8 horas por noite.

Perguntas e respostas


1. Como conciliar a saudade da família e amigos no Brasil com a decisão de viver aqui nos Estados Unidos?

Reforce os objetivos pelos quais o levou a sair do Brasil. Hoje, é possível falar com os amigos e familiares distantes todos os dias. Se necessário, reveja seus planos e metas e tente programar um tempo para visitar seu país.


2. Ao notar os sintomas, qual profissional de saúde devo procurar?

O psiquiatra ou psicólogo irá diagnosticar o tipo de depressão, se leve, moderada ou grave. Dependendo do tipo, pode ser tratada apenas com terapia. Entretanto, nos casos mais graves, é necessário o acompanhamento de um psiquiatra para orientação medicamentosa.


3. Ter uma religião e acreditar em Deus ajuda a melhorar os sintomas da depressão?

Sim, a proposta não seria “receitar” uma crença religiosa, mas sim, estimular o paciente a conversar sobre o assunto. O PubMed do governo americano lista vários assuntos sobre o tema. Pesquisadores mencionam que a religiosidade auxilia no reforço ao contato social, amenizando a solidão, em casos de estresse causado por doenças, perdas, separação etc. Sendo assim, nas depressões consideradas leve, a fé pode sim ser um recurso de grande ajuda no tratamento.


4. O que devem fazer familiares do depressivo?

A depressão afeta toda a família, pois podem despertar sentimentos de frustração, culpa e até mesmo de raiva, causando, assim, ressentimento por dificuldade de entender a doença. Deprimidos são passíveis de experimentar sentimentos de rejeição ou julgamentos negativos, os quais, quando vindo de membros da família, podem agravar ainda mais a doença. Certamente, compreensão e paciência é a melhor forma de apoio que a família pode dar. Conhecer sobre a doença, aderir ao acompanhamento psicológico, entender os tratamentos eficazes da depressão também ajudará a incentivar o familiar deprimido. Podem também se associar a um grupo de apoio para pessoas com depressão e suas famílias. Se um membro da família estiver com depressão, mantenha um relacionamento normal, mas não espere que a pessoa “melhore do dia para a noite”. Demonstre afeição, incentive o tratamento, tenha respeito, não critique o comportamento. Leve a sério qualquer conversa sobre suicídio e avise imediatamente ao médico ou psicólogo que o acompanha.


5. Posso frequentar terapias sem ter depressão, só para conversar com um profissional sobre os meus problemas?

Sim. Como mencionado no texto, não nascemos com um manual de instrução. A terapia com psicólogo auxilia no autoconhecimento, assim como recursos para lidar com as diversidades do dia a dia, evitando possíveis doenças somáticas. Fazer terapia é dar o primeiro passo, é olhar para si buscando sua evolução, livre de suas próprias críticas.



Por Rosemeire Guimarães
Psicóloga e Neuropsicóloga CRP 6/93955
55 11 98445 8816 (whatsapp)
Email: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it (Skype)
Site: www.psiquecogitare.com

Last Updated on Tuesday, 17 January 2017 17:08
 
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