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Bem Estar | Inteligência emocional
Tuesday, 15 August 2017 00:00


Hoje vamos falar sobre inteligência emocional. Mas antes, responda algumas perguntas: O que você pretende mudar em sua vida pessoal ou profissional, mas continua repetindo os mesmos erros? Você já jurou que iria mudar, fazer diferente, mas bastou alguns dias para voltar a cometer os mesmos erros? Já perdeu oportunidades por não conseguir expressar tudo aquilo que você sabe, sendo como aquelas pessoas que dizem “Na hora fiquei calado, mas quando cheguei em casa, pensei que poderia ter dito isso ou aquilo...”? O que o impede de mudar?

O que nos diferencia dos outros animais é a capacidade de raciocinar. Mas quando raciocinamos sobre nossas emoções, estamos usando nossa inteligência emocional.

Inteligência emocional é estar cada vez mais próximo do sucesso, é diminuir os riscos de doenças, é ter compreensão de si e do outro. Basicamente a inteligência emocional seria o responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas.

A Psicologia a descreve como a capacidade de reconhecer seus sentimentos e os dos outros e saber lidar com esses sentimentos. Está relacionada também: com habilidades, como motivar a si mesmo e ao outro, estimulando seus talentos; seguir e persistir mediante frustações; controlar impulsos e canalizar emoções para situações apropriadas.

Mas veja bem, não se trata da facilidade para se relacionar, ser amável, paciente ou simpático, sensível às necessidades do outro e capaz de acalmar as pessoas quando todos estão nervosos. O psicólogo norte-americano Daniel Goleman explica que é preciso ter autoconhecimento, facilidade para mediar conflitos e otimismo na hora de enfrentar adversidades, entre muitas outras características. “Ter uma combinação balanceada dessas capacidades específicas faz com que um líder esteja preparado para grandes desafios”, diz ele.

Existem quatro habilidades que você precisa ter para saber se possui inteligência emocional:

  1. Autoconhecimento – Consciência: seria a capacidade de reconhecer suas próprias emoções no momento em que acontecem. Essa consciência de si mesmo implica em saber quais são os seus limites e ter autoconfiança sobre os seus pontos fortes.
  2. Controle emocional: consiste em autocontrole emocional, capacidade de adaptação e otimismo, saber lidar com seus sentimentos... Ter essas competências significa não agir por impulso. Isso evita o desespero diante das adversidades e, assim, manter o objetivo com a convicção de que tudo ficará bem.
  3. Consciência social: significa ter consciência do ambiente; é a capacidade de ler o estado emocional de uma pessoa ou grupo. Outro componente importante é a empatia, ou seja, compreender os sentimentos e perspectivas das outras pessoas e colocar-se no lugar delas. Isso ajuda a prever situações de conflito e se antecipar.
  4. Habilidade em relacionamentos: abrangem influência, mediar conflitos, trabalho em equipe e liderança inspiradora. Seria a capacidade de induzir atitudes positivas em outras pessoas, dar feedbacks negativos e dissolver mal-entendidos. Por exemplo: imagine que você tenha uma pessoa com uma personalidade difícil de lidar e quase agressiva. Você pode conversar “com jeito” tentando evitar uma briga. Isso pode dar certo, mas não resolve o problema. Uma pessoa com inteligência emocional usaria suas habilidades de autocontrole para conversar, usando sua capacidade de influência e persuasão para pontuar o negativo sobre sua postura motivando a mudança.

Você não precisa ter todas as habilidades bem desenvolvidas. Basta ter um pouco de cada uma, de forma equilibrada. Identifique quais são suas fragilidades e trabalhe para melhorar. O olhar do outro é extremamente útil para ter consciência do seu nível de inteligência emocional. Seria como uma avaliação 360, afinal, como você poderia ser autoconsciente de que não é autoconsciente?

“Busque uma dimensão das suas forças e fraquezas pedindo comentários de pessoas que trabalham e vivem com você”, recomendam os psicólogos Goleman e Boyatzis, que completam: “Quanto mais gente responder, mais preciso será o retrato final”.

Lembre-se que a inteligência emocional esta em tudo: no trabalho, contato com os filhos, familiares, amigos, no relacionamento amoroso etc. Você pode ouvir coisas que não gostaria, mas é preciso esperar o momento para falar, ler a postura do outro, não adianta falar sobre sentimentos se o outro não quer ouvir. Existem pessoas que não conseguem estabelecer um vínculo saudável com o parceiro(a), deixando que a insegurança, ciúmes, raiva, sentimentos que não foram trabalhados ao longo da vida interfiram em seu relacionamento. Assim, costumam transferir ao parceiro(a) suas imperfeições e passam a desqualificar, apontando suas limitações. Por isso, é de extrema importância que você conheça a si mesmo; assim, poderá entender os apontamentos e saber se são seus ou de quem os acusa.

Se você ama, não tente mudar a personalidade, mas construa um modo de existência onde os dois se aceitem e se respeitem.

Algumas vezes interpretamos a realidade de forma errada e fazemos dela uma verdade absoluta, fechando os olhos e ouvidos para as escolhas que geralmente estão claras e evidentes. Esperar que o outro faça o que você deveria estar fazendo para si, ou seja, idealizar um relacionamento e achar que o outro deve adivinhar e viver o seu sonho. A primeira coisa a fazer é tirar a expectativa, aceitando que podem estar juntos exatamente pelas diferenças. Então, basta aceitar com tranquilidade, desde que essas diferenças não lhe façam mal. Mas se fizer, você ainda tem a escolha de continuar ou não. Pense: você é responsável por suas escolhas. Opostos não se atraem, o seu parceiro deve ter ideias e valores parecidos com os seus.

Se você está aberto(a) a um novo relacionamento, a primeira coisa é lembrar que não existe o homem ou mulher perfeitos, mas é importante saber se essas imperfeições podem ser relevadas. Ninguém muda porque o(a) ama. Só existe mudança se o tal comportamento o incomodar.

Se você se identificou com o texto e não consegue mudar sozinho(a), procure um psicólogo. Se preferir, envie suas dúvidas.



Por Rosemeire Guimarães
Psicóloga e Neuropsicóloga CRP 6/93955
55 11 98445 8816 (whatsapp)
Email: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it (Skype)
Site: www.psiquecogitare.com

Se você quer alguém para conversar, sem julgamentos e imparcial, ou apoio psicológico profissional para você ou um membro de sua família, entre em contato pelo Whatsapp. Podemos ajudar!

Last Updated on Tuesday, 15 August 2017 19:44
 
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