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Bem Estar | Os brasileiros que vivem nos Estados Unidos são unidos?
Thursday, 16 March 2017 00:00


Acredito que muitos já ouviram alguém dizer: “Se coloca no lugar do outro!”, aprendemos a fazer isso por volta da segunda infância que seria dos três aos seis anos. Sair da nossa condição é imaginar como o outro se sente com fome, frio, sede, dor, e também como a pessoa deveria se portar em determinada situação, sempre baseado nos nossos valores e conceitos morais aprendidos com nossos pais na infância e aprimorado por nós quando adultos.

Desta forma, em determinada situação, imaginamos por meio de nossos conceitos ou pré-conceitos, como a pessoa deveria agir e, em alguns casos, nos atrevemos a prever o que estão pensando ou até mesmo o resultado final de suas ações. Nesse momento, somos capazes de julgar/sentenciar se compreendermos que os meios ou o resultado final não convêm com os nossos valores. Com isso, surge aquele pensamento “mas isso é simples...” e se o outro não “adivinha”, vem decepção, tristeza, negação, mesmo quando tal atitude não esteja diretamente relacionada a você.

Se entendemos que não somos capazes de machucar ou roubar alguém, os que estão a nossa volta também não são. Claro que sabemos que existem pessoas ruins, mas não as que estão ao nosso lado e pensamos assim, seja por inocência ou por julgamento de que nossas escolhas são sempre as melhores.

Algumas pessoas acham que devem levar vantagem porque todos são assim. Afinal, o importante é o resultado final (dinheiro, status ou até amor). Contudo, existem aqueles que acreditam no “fazer o bem”, ajudar o próximo, não por obediência, mas por pensar que essa é a única forma de Ser Humano. Logo, cada um se comporta conforme seus valores morais, éticos ou crenças.

Em uma pesquisa informal em grupos fechados do Facebook sobre a “união/desunião” de brasileiros que moram nos Estado unidos, foi possível verificar que brasileiros que possuem interesses em comum, apresentam tendência a serem mais solícitos, sejam interesses religiosos, pessoais ou profissionais. A união acontece quando o objetivo está voltado para o bem comum ou para terceiros. Em grupos de moças que trabalham como “au pair” existe tal união, tanto para as mulheres que já estão trabalhando e estudando nos Estados Unidos, quanto as que ainda pretendem ir. Existe uma lista de famílias inapropriadas para o trabalho (onde algumas sofreram maus tratos), dicas de cursos e como se portar, encontros para saírem evitando a solidão (afinal, estão longe de suas famílias, longe de casa), entre outras ajudas.

Em algumas comunidades brasileiras, ocorre um movimento entre os participantes em ajudar os recém-chegados ao local, oferecendo desde móveis até apoio e acolhimento. Esta ação pode vir de brasileiros anônimos, filiados a igrejas, ou em ações sociais.

Já em grupos com interesses variados, observamos relatos preocupantes, como aqueles que se sentem ameaçados ao perceberem a capacidade de trabalho (mesmo que em sua fantasia) no outro, passando a olhar para este como rival. Existem também pessoas que prejudicam compatriotas buscando certa “vantagem”, aproveitando-se de sua inexperiência, chegando a explorar o outro, valendo-se dos documentos de permanência que possui. De um modo geral, a deficiência de valores morais, aqueles que aprendemos na segunda infância e que deveriam ser aprimorados, faz toda a diferença. As justificativas para cada ação pode ser extensa, mas em sua maioria fazemos do outro nosso espelho, refletindo nele nossos defeitos ou qualidades. Logo, ao olhar para aquele colega cheio de defeitos (que na verdade são seus), queremos destruí-lo, pois estamos nos identificando nele. Por fim, o “agressor” compreende possuir caráter semelhante ao seu, por saber que não é adequado, julga o outro merecedor do seu ataque. Ao agredido ou ofendido, cabe a decepção e a sensação de impotência, pois provavelmente também olhou para o “amigo” com o seu espelho, observando suas qualidades em quem nunca as possuiu.

O adequado pode estar em compreender o outro como uma pessoa capaz de sentir amor, raiva, inveja, desejos e impulsos, porque é um ser humano. Logo, ao compreender o outro como um humano, possibilitamos suas mudanças, verificamos suas atuais limitações e, principalmente, não se cria expectativas demasiadas sobre o que o outro pode fazer por você. Pense nisso!



Por Rosemeire Guimarães
Psicóloga e Neuropsicóloga CRP 6/93955
55 11 98445 8816 (whatsapp)
Email: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it (Skype)
Site: www.psiquecogitare.com

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Last Updated on Thursday, 16 March 2017 18:10
 
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